Greve de ônibus em Curitiba: CCD volta e negociação continua com São José e Tamandaré
Publicado em: 10 de janeiro de 2017
Segundo o sindicato de motoristas e cobradores, empresas têm atrasado constantemente pagamento de salários e benefícios
ADAMO BAZANI
Passageiros de Curitiba e região metropolitana ainda enfrentam dificuldades para se deslocar.
Na manhã desta terça-feira, 10 de janeiro de 2017, em torno de 1700 motoristas e cobradores de duas empresas de ônibus cruzaram os braços por causa da falta de pagamento dos salários referentes a dezembro, que deveria ter ocorrido no último dia 5.
Paralisaram os serviços os trabalhadores das empresas CCD e da São José (filial).
No início desta tarde, após promessa da empresa de pagar 80% dos salários ainda hoje e 20% até amanhã, os trabalhadores decidiram retornar aos postos.
Continua a paralisação na empresa São José (filial) que sugeriu parcelamento em duas vezes do salário entre hoje e amanhã, mas teve a proposta rejeitada.
Também segundo os trabalhadores, não houve pagamento na empresa Tamandaré (filial), porém, não foi realizada paralisação.
As negociações continuam na São José e CCD.
De acordo com o Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, mais de dois mil trabalhadores dessas empresas não receberam os salários de dezembro e que são constantes os atrasos em grande parte das companhias do sistema.
O Setransp, que é o sindicato das empresas de Curitiba e região metropolitana, diz que os atrasos são fruto de um desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão e que a Urbs calculou de maneira errada a estimativa de passageiros, interferindo assim na remuneração e causando prejuízo de cerca de R$ 45 milhões.
Já a prefeitura de Curitiba afirmou que os repasses estão em dia e que as empresas são remuneradas de acordo com o que determina o contrato, havendo riscos assumidos como em qualquer outro negócio.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


