Mais de 2 mil motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba não receberam salário e pode haver greve
Publicado em: 9 de janeiro de 2017
De acordo com nota do Sindimoc, não foram pagos os trabalhadores das empresas São José Filial, CCD e Tamandaré Filial
ADAMO BAZANI
O Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana informou no início da noite desta segunda-feira, 9 de janeiro de 2017, que aproximadamente 2.000 motoristas e cobradores não receberam os salários referentes a dezembro.
Os depósitos deveriam ter sido realizados no último dia 5, quinta-feira, no entanto, até agora não houve o pagamento e, segundo o sindicato, nenhum posicionamento oficial por parte das companhias de ônibus.
Na nota, o presidente da instituição sindical, Anderson Teixeira, diz que a categoria está cansada de atrasos nos pagamentos.
“É inadmissível que esse problema continue, em um sistema altamente superavitário, com dois milhões de usuários pagando em dinheiro vivo, diariamente. Há um esgotamento generalizado na categoria, uma revolta, uma indignação. Os atrasos salariais já ocorrem há anos e até agora nenhuma autoridade foi capaz de dar um basta nisso”
Nesta madrugada, devem ser realizadas assembleias nas garagens e não estão descartadas paralisações.
As empresas de ônibus já haviam reclamado da remuneração e de possíveis erros de cálculos de demanda de passageiros por parte da Urbs, gerenciadora do sistema da capital paranaense que, ainda de acordo com as transportadoras, causaram prejuízos. As companhias também se queixam da queda do número de passageiros.
Veja quais as regiões de atuação dos trabalhadores sem salário:
São José Filial
Centro, leste e sul de Curitiba e São José dos Pinhais
27 linhas
1.000 trabalhadores
CCD
Leste de Curitiba
45 linhas
700 trabalhadores
Tamandaré Filial
Norte e oeste de Curitiba e mais Almirante Tamandaré (metropolitano)
11 linhas
300 trabalhadores
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


se fosse só em Curitiba……aqui em Campo Limpo Paulista, mesmo depois da paralisação, o problema persiste. Salarios atrasados, férias não pagas, demissões por represálias e por ai vai. A Rápido Luxo Campinas esta do mesmo jeito que as empresas de Curitiba