73% dos brasileiros querem pagar tarifas de ônibus com aplicativo de celular

Ônibus em São Paulo. Cidade está entre as que mais passageiros querem aplicativos para pagar transporte público Ônibus em São Paulo. Cidade está entre as que mais passageiros querem aplicativos para pagar transporte público

Curitiba, Recife e São Paulo são os locais onde mais pessoas usariam a tecnologia

ADAMO BAZANI

Uma pesquisa realizada pela empresa Alelo em parceria com o IBOPE Conecta mostrou que 73% dos brasileiros gostariam de pagar as passagens de ônibus urbanos e metropolitanos, trem e metrô por meio de aplicativo celular.

Curitiba com 78% das respostas, Recife com 76%, e São Paulo com 75%, foram os que apresentaram maior número de trabalhadores interessados no modelo de pagamento.

A pesquisa Mobilidade Alelo foi realizada pelo CONECTA, por meio de entrevistas online, com 2.450 pessoas, sendo 48% homens e 52% mulheres, todas economicamente ativas, com uma idade média de 36 anos (intervalo observado: de 18 a 60 anos) e residentes em nove capitais – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Curitiba, Salvador, Brasília e Goiânia.

Por faixa social, 79% de quem usaria o celular para pagar o ônibus são da classe A, 77% da B, e 70% trabalhadores da classe C.

Os homens também estão mais dispostos a usar o celular para pagar as tarifas, com 76% dos entrevistados que responderam sim para os aplicativos.

Já em relação às idades, os passageiros entre 18 e 34 anos são os que mais possuem interesse.

Em nota, a Alelo diz também que o smartphone está intimamente ligado às principais atividades que são realizadas pelos passageiros de transporte coletivo no percurso entre casa e trabalho.

Na pesquisa também foi possível constatar que a tecnologia está muito presente e o smartphone está ligado às principais atividades realizadas durante o percurso casa/trabalho. Em números, 55% dizem que escutam música durante o trajeto, 25% navegam nas redes sociais, 24% conversam com amigos (whatsapp, sms, ligação), 22% acompanham notícias, 21% leem livros, revista, jornal, 18% jogam no celular, 15% dormem, 11% estudam e 9% respondem e mails.

Os aplicativos também são muito utilizados pelos usuários de transporte público para saber o tempo que vão esperar pelo ônibus, por exemplo, ou para encontrar rotas alternativas e para ficar menos tempo no ponto aguardando. Já os usuários de transporte privado utilizam os aplicativos para fugir do trânsito, encontrar rotas alternativas, chegar mais rápido ao destino e se localizar. O app mais utilizado tanto por trabalhadores que usam o transporte público, quanto o transporte privado é o Google Maps.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes