Greve de ônibus em Paulínia expõe disputa entre empresa e prefeitura

Tarifa é de R$ 1 e companhia de ônibus diz que subsídios estão atrasados. Poder público nega

ADAMO BAZANI

Entrou no segundo dia nesta terça-feira, 6 de dezembro 2016, a greve de motoristas e cobradores de ônibus de Paulínia, no interior de São Paulo. Já é a sexta paralisação dos transportes nos últimos meses.

Os trabalhadores cruzaram os braços porque não receberam pagamento integral da primeira parcela do 13º salário, além do vale refeição.

A tarifa na cidade custa R$ 1 e tem subsídio municipal

A empresa de ônibus Passaredo alega que a prefeitura tem atrasado os subsídios e diz que a dívida do poder público é de R$ 8 milhões de reais.

Já em nota, o poder municipal diz que os pagamentos são feitos de maneira regular e classificou a greve de ilegal, já que a categoria não cumpriu determinação do TRT – Tribunal Regional do Trabalho, de frota mínima de 50%

“Não há dívida de R$ 8 milhões, conforme informado pela Passaredo. O valor a ser pago, e que está dentro do prazo, é de R$ 5,13 milhões, sendo a maior parte, de R$ 3,89 milhões, referente à LLC (de parte do transporte escolar, que pertence à Passaredo). Da Passaredo (transporte coletivo urbano), são R$ 1,24 milhão“, – diz a nota da prefeitura

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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