Iniciativa do Ministério Público e da sociedade civil tem participação da Leblon Transporte de Passageiros que atua na região
ADAMO BAZANI
Um ônibus da Leblon Transporte de Passageiros começou a circular neste domingo, 20 de novembro, com as “10 medidas contra a Corrupção” estampadas na lataria. O conjunto das medidas é uma iniciativa do Ministério Público Federal que reuniu 2,3 milhões de assinaturas, virando assim um Projeto de Lei, o PL 4850/2016, que está em tramitação.
O ônibus circula em locais de grande movimento, levando informações sobre o projeto de lei, como se fosse um outdoor móvel.
A ação é uma parceria de movimentos sociais como o MUDE e o Movimento Corajosamente Éticos.
Neste domingo, por exemplo, o ônibus circulou na região do Autódromo Internacional de Curitiba, onde foi realizada Old Stock Race, que também teve a participação do empresário Markenson Marques, líder de um dos movimentos, e que correu com o piloto Claudio Kiryla, com uma bandeira da campanha nacional.
Líder do Movimento MUDE, Patricia Alves Fehrmann, explicou à imprensa local a importância do ônibus na campanha.
“Está claro que há ataques constantes ao projeto em Brasília e a sociedade não vai permitir isso, a estratégia do ônibus é mais uma ferramenta de mobilização e informação”, – disse
Por meio de nota, a Leblon disse que as empresas e a sociedade em geral precisam se posicionar e esse é um dos objetivos do ônibus.
“O Grupo Leblon Transporte de Passageiros, assim como toda a sociedade, quer mudanças efetivas nas estruturas deste país que acabam permitindo ou mesmo favorecendo a corrupção. Associações, empresas e cada cidadão devem neste momento precisam se posicionar. Ao participar com ônibus Estamos fazendo isso”
Segundo apurou o Diário do Transporte, ao longo de sua cobertura, a empresa foi vítima de um suposto esquema de corrupção nos transportes existente no ABC Paulista. Por não compactuar com esse esquema, foi pressionada e deixou de operar na cidade de Mauá.
As 10 medidas contra a corrupção têm gerado polêmica no Congresso. Se por um lado, existe a aprovação por parte da sociedade, por outro há preocupações de grupos e pessoas que podem ser afetados e não querem mudar o quadro atual, mas também existe a discussão de que tais medidas poderiam trazer um avanço, mas não pleno, já que não atingiriam alguns setores do poder, como o judiciário, as polícias e o próprio Ministério Público, que também podem ser suscetíveis à corrupção.
Seguem abaixo as 10 propostas
- Prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação;
- Criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos;
- Aumento das penas e crime hediondo para a corrupção de altos valores;
- Eficiência dos recursos no processo penal;
- Celeridade nas ações de improbidade administrativa;
- Reforma no sistema de prescrição penal;
- Ajustes nas nulidades penais;
- Responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa 2;
- Prisão preventiva para assegurar a devolução do dinheiro desviado;
- Recuperação do lucro derivado do crime.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
