Metrô teme migração de passageiros para ônibus com o congelamento de tarifa por Doria
Publicado em: 3 de novembro de 2016
Companhia diz que reajuste nas tarifas dos sistemas sobre trilho será necessário. Valor pode ser de aproximadamente R$ 4,10
ADAMO BAZANI
Caso o prefeito eleito de São Paulo João Doria cumpra sua promessa de campanha e congele a tarifa de ônibus municipal, deve haver uma migração de passageiros dos sistemas de trilhos para as linhas da cidade de São Paulo.
Com isso, o Metrô e a CPTM que já enfrentam problemas financeiros podem ter a situação agravada pela queda de receita. Isso porque é justamente o passageiro pagante que deve começar a optar pelo ônibus. O gratuito deve continuar.
A previsão é da própria Companhia do Metropolitano.
Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o diretor financeiro do Metrô, José Carlos do Nascimento, disse que será necessário o reajuste da passagem das linhas metroferroviárias, mas acredita que se houver congelamento apenas nas tarifas de ônibus, a migração será inevitável.
“Neste momento, não estamos avaliando isso [a possibilidade de congelar a tarifa]. Necessitamos de um reajuste … Sempre que você tem esse descolamento [tarifa de ônibus diferente da tarifa de metrô] é natural que exista um fluxo de transferência de usuários de um modal para outro … Se for um valor muito alto [a diferença entre as tarifas], óbvio que essa fuga é muito maior”
O diretor financeiro, entretanto, enfatizou que a decisão de um possível congelamento da tarifa do metrô e do trem e o percentual de aumento cabe ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Se for levada em consideração a correção pela inflação oficial e os arredondamentos, a tarifa de metrô e de trem no ano que vem deve ser de R$ 4,10, ou seja, 30 centavos de diferença por viagem em relação aos ônibus, caso Doria aplique o congelamento prometido.
Com a possível migração de passageiros, os rombos no metrô devem aumentar ainda mais no primeiro semestre deste ano. Houve uma queda de 72% nos investimentos em manutenção e modernização dos trens em relação ao mesmo período anterior.
O Governo do Estado de São Paulo, que subsidia os descontos e isenções tarifárias de estudantes e idosos, deixou de repassar R$ 66 milhões dos R$ 330 milhões previstos até agora.
Caso Doria coloque em prática o congelamento, seriam necessárias para o sistema de ônibus aumentos nos subsídios: de R$ 1,794 bilhão conforme previsão do orçamento da Prefeitura em 2017 para em torno de R$ 3 bilhões, segundo técnicos da prefeitura.
Doria diz que seriam necessários R$ 550 milhões além do subsídio já previsto.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



O metrô e CPTM estão assim por falta de gestão. Coloquem um bom gestor e duvido se falta dinheiro. O governador tem que mandar seus aspones embora e remunerar melhor a área de manutenção. Não falta dinheiro no metrô falta é boa gestão.
Doria na Prefeitura e Alckmin no Governo de SP serão parceiros. No entanto, as gestões são independentes. Não é a promessa do prefeito eleito que dificulta para o Governo Estadual o reajuste das tarifas do transporte, é a crise econômica e o desemprego que Dilma e o PT deixaram.
As autarquias ferroviárias paulistas esquecem que tem outras formas de conter a queda de receita. Publicidade, cessão de espaços, ampliação das integrações, etc…
A CPTM e o Metrô estão completamente engessados. Talvez isso os façam desengessa-los um pouco.
Acho que o que mais falta mesmo era uma forma de também fazer um sistema de cobrança eletrônico que seja universal, assim, diminuindo (e distribuindo) o custo de cobrança e aumentando a abrangência.
Cada cidade na região tem seu “cartão de transportes”, fora o sistema de ônibus metropolitano, que tem sistema de cobrança diferente do muncipal paulistano.
Talvez um cartão de crédito de transporte “universal” ajude com isso.
Fala-se do QRCode, mas tenho minhas desconfianças. QRCode é útil em alguns casos, mas tem seus riscos no uso também.
Talvez a diferença da tarifa ajude também a forçar a prefeitura de São Paulo a readequar a malha de ônibus urgente. A gestão Haddad está de saída, e ainda os processos para troca de concessões de ônibus nem saiu, fora as brigas Haddad- TCU.
Em último caso, está mais que na hora também de cobrar impostos de compensação em cima de veículos particulares. Ou criar algum imposto que funcione para subsidiar o transporte.
Amigos, boa noite.
Temor desnecessario, o passageoro que usa diariamente o metro, se trocar pelo buzao ele nao chega a tempo, mais vale pagar mais caro para manter o emprego e o tempo menor de viagem.
Falta de manurencao, isso so e o sucateamento planejado para entregar o filet para a iniciativa privada.
Nao ha falta de capacidade nao ha e excesso de inteligencia.
Att,
Paulo Gil
Peraí, inventa um monte de obra, não entrega nada,e esta em crise Sr Alckmin? Pra onde ta indo dinheiro arrecadado, porque pra saúde não vai, porque não tem médico, pra educação muito menos, pois foi esquecida, pra segurança menos ainda, porque na periferia segurança não existe, e pro transporte, onde esta? Vergonha, e o Dória não deveria congelar, e um pilantra.