Empresas de ônibus de Curitiba reclamam de atraso da Urbs nos repasses
Publicado em: 22 de outubro de 2016
De acordo com as companhias, entre março e setembro, por causa do que consideram erro na projeção da demanda de pasdsageiros, os prejuízos são de R$ 30,5 milhões
ADAMO BAZANI
Mais uma vez empresas de ônibus de Curitiba e a gerenciadora sistema, Urbs -Urbanização de Curitiba S.A. , da prefeitura, não se entendem a respeito dos repasses referentes aos serviços prestados.
De acordo com nota enviada pelo Setransp – Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, houve atrasos de pagamentos nesta semana.
Ainda de acordo com os empresários, ocorreram também atrasos em agosto e setembro.
Em nota as empresas dizem que enviaram ofício para a Urbs sobre a questão e também reclamam de uma eventual projeção errada no número de passageiros, que teria causado prejuízos de R$ 30,5 milhões entre março e setembro
A um mês do pagamento da primeira parcela do 13º salário, as empresas de ônibus de Curitiba voltaram a sofrer com o atraso nos repasses da Urbanização de Curitiba (Urbs). O órgão gestor tem, por contrato, até 48 horas para realizar a transferência dos recursos, mas o prazo não vem sendo cumprido.
Nesta quinta-feira (20), justamente no dia do pagamento do vale (40% do salário de motoristas e cobradores), o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) enviou ofício à Urbs questionando o atraso nos repasses referentes aos dias 17 e 18. Hoje (21), até as 14h30, a Urbs devia 10% do pagamento pelo serviço realizado no dia 18 e 100% do dia 19. Essa situação já havia se repetido em dois dias de agosto e setembro, e as empresas pediram em ofício, nas ocasiões, o fim dessa prática.
Esse cenário preocupa sobremaneira as empresas de ônibus. Além de lidarem com uma tarifa técnica (R$ 3,66) insuficiente para cobrir os custos do sistema, as operadoras estão recebendo os repasses fora do prazo contratual.
A isso se soma o fato de que a tarifa técnica é calculada em cima de uma projeção de passageiros que não se realiza, como as empresas vêm avisando há tempos. Para março a setembro deste ano, por exemplo, a Urbs calculou o total de 130.516.249 passageiros pagantes, mas só embarcaram nos ônibus 122.179.205. Isso significa que faltaram 8.337.044 de passageiros nesse período para cobrir os custos do sistema, uma perda de mais de R$ 30 milhões.
As empresas também disseram que expõem o problema para que haja solução rápida, não prejudicando passageiros, funcionários e as próprias viações.
As companhias de ônibus negam pressão sobre o poder público.
A Urbs foi procurada pelo Diário do Transporte por volta das 17h desta sexta-feira, mas não havia mais ninguém da assessoria de imprensa.
Das outras vezes, no entanto, a gerenciadora negou atrasos e disse que os cronogramas estavam corretos.
A situação financeira do sistema de Curitiba foi agravada no ano passado quando houve a desintegração do sistema metropolitano que, diferentemente do que disse a URBS na época, representava lucro para RIT – Rede Integrada de Transporte.
Os dados fazem parte de um estudo desenvolvido pela Fipe – Fundação Instituo de Pesquisas Econômicas, da USP de São Paulo.
Hoje os ônibus metropolitanos contam com tarifas técnicas diferenciadas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



E trans novos nada, vergonha esse tucano.