Trem é o meio de transporte com pior avaliação entre os paulistanos, mostra pesquisa
Publicado em: 21 de outubro de 2016
Já ações como faixas de ônibus e ciclovias são sentidas de imediato pela população
ADAMO BAZANI
Os serviços de trem receberam as piores avaliações dos paulistanos, de acordo com levantamento do site de empregos Vagas.com que mediu o grau de satisfação dos passageiros com transporte que utilizam para ir e voltar ao trabalho.
Foram consultadas entre 16 e 25 de agosto, 1.123 pessoas de diferentes regiões de São Paulo que responderam por e-mail à pesquisa. O portal fez os questionamentos às pessoas que cadastraram currículos para buscar novas colocações.
Em dez capitais, incluindo São Paulo, participaram do levantamento 3 mil 208 pessoas. Foram consultados trabalhadores em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo Horizonte, Florianópolis, Recife, Brasília, Salvador, Curitiba e Porto Alegre.
Entre os entrevistados em São Paulo, a pesquisa mostra que quase metade (47%) dos usuários de trem avaliaram como péssimo ou ruim o meio utilizado. O ônibus é o segundo tipo de transporte com pior avaliação, com 41% de avaliações péssimo ou ruim. Dos passageiros que utilizam o metrô, 26% julgaram o meio como ruim ou péssimo. A motocicleta foi avaliada como ruim ou péssima para 21%. Para quem anda a pé, 19% indicaram ruim ou péssimo. Os carros tiveram 18% de menções ruim ou péssimo. As bicicletas foram consideradas ruim ou péssima por 8%.
FAIXAS DE ÔNIBUS E CICLOVIAS MELHORARAM OS DESLOCAMENTOS:
Apesar de o metrô e o carro serem ainda os meios de deslocamento preferidos pelos paulistanos, caso pudessem escolher, com 39% e 23% das respostas, respectivamente, o levantamento mostrou que as percepções em relação à piora ou melhoria dos meios de transporte, tiveram grande influência das ações de mobilidade, como faixas de ônibus e ciclovias. Segundo a pesquisa avaliação dos deslocamentos por ônibus e por bicicleta melhorou.
O levantamento procurou saber se piorou, manteve-se igual ou melhorou a percepção de quem utiliza transporte em São Paulo, considerando os quesitos infraestrutura, segurança, agilidade, conforto, custo e limpeza, em relação ao ano passado. Os resultados apontam que para os passageiros de trem houve um índice de piora superior em relação às demais capitais 42% (São Paulo) X 36% (Demais capitais). No caso do carro também, a sensação de piora é maior na capital paulista em relação às demais outras cidades: 37% ante 32%.
Para São Paulo, a sensação de melhoria foi maior para bicicleta (75%), motocicleta (36%) e ônibus (25%), quando comparada às demais cidades cujos índices foram de 64%, 29% e 18%, respectivamente.
“São Paulo investiu em faixas exclusivas de ônibus e ciclofaixas, obras que trazem melhorias de mobilidade urbana. O usuário de transporte consegue detectar rapidamente ações que tragam benefício imediato ao seu dia a dia e repassar essa sensação de forma voluntária e espontânea”, – disse em nota, o coordenador da pesquisa, Rafael Urbano.
As faixas de ônibus têm, ainda segundo o levantamento, alto índice de aprovação na cidade de São Paulo e nas outras nove cidades: “De acordo com o estudo, 86% dos respondentes paulistanos afirmaram que são favoráveis às faixas exclusivas de transporte público nos horários de pico. Esse percentual é menor que a média das demais capitais pesquisadas: 90%. Das razões para o apoio, 72% indicam rapidez, índice superior à média das capitais (68%). Para 35%, melhoram o trânsito, percentual abaixo da média das outras cidades (47%). Em 38% das respostas, dizem que é um investimento para a coletividade. Para 26%, traz bem-estar à população e em 19% dos casos, qualidade de vida. Para os contrários (14%), essas faixas pioram o trânsito (58%), causam lentidão (47%), geram menos investimentos em ruas, pontes e avenidas (35%), é um privilégio para poucos (24%) ou tem como finalidade desvio de dinheiro público (27%).”
O tempo de deslocamento dos paulistanos, segundo o levantamento é de, em média, 1h54 para ir e voltar.
De acordo com o estudo, mais da metade dos paulistanos que responderam, 53%, apontou que utiliza o carro em seu trajeto para o emprego. Desse total, 94% confirmaram que vão e voltam com veículo próprio, 8% de carona e 11% por meio de táxis ou aplicativos, como o Uber.
Para 47%, o ônibus é o transporte predominante no deslocamento do trabalho. O metrô aparece na terceira posição, com 44%. O trem auxilia 20%. Ir a pé, 11%. As motocicletas transportam 6% e as bicicletas, 4%.r ao trabalho, sendo a volta mais demorada. A distância média percorrida entre ida e volta é de 28 quilômetros.
Ainda segundo o levantamento, para os paulistanos os maiores problemas de mobilidade hoje são:
– Congestionamentos: 30%
– Falta de mais linhas de trens e metrô: 22%
– Tempo de espera pelo transporte público: 16%
– Baixa qualidade de ruas e avenidas: 10%
– Pouca quantidade de ônibus em horários de pico: 8%
– Poucos corredores de ônibus: 2%
– Poucas ciclovias: 1%
– Outros: 8%
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


E qual e a novidade? PSDB pelo menos a 20 anos em SP, e só obras eternas, piada.