BRT da Grande Florianópolis deve sair por meio de PPP até 2018
Publicado em: 12 de outubro de 2016
Observatório de Mobilidade Urbana da Universidade Federal de Santa Catarina apresentou projeto para implantação de ônibus rápidos entre Ilha o Continente
ADAMO BAZANI
O Governo do Estado de Santa Catarina deve utilizar o modelo de PPP – Parceria Público-Privada para implantar um novo sistema de BRT – Bus Rapid Transit que deve ligar os municípios de Florianópolis, São José, Biguaçu, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e São Pedro de Alcântara.
O corredor principal com vias segregadas, pagamento de passagem antes do embarque nos veículos (pré-embarque) e estações no nível do assoalho dos ônibus deve ter 35,5 quilômetros de extensão.
O sistema ainda será complementado por faixas de ônibus comuns à direita com 22 quilômetros.
Pela proposta do Governo do Estado, ainda em estudo, seria feita uma parceria público-privada para implantação, manutenção da infraestrutura, gestão e operação dos sistemas de BRT.
A concessão seria por 25 anos e a iniciativa privada deve implantar e manter as vias, estações paradas, terminais e o CCO – Centro de Controle Operacional.
Os ônibus terão wi-fi, assim como as paradas, estações e terminais. Todos estes serviços seriam integrados por um sistema de ITS (inteligência operacional), que também terá o controle de tráfego e fiscalização. A implantação do ITS também será de responsabilidade do da iniciativa privada.
O projeto operacional para esse sistema de BRT, elaborado pelo Observatório de Mobilidade Urbana da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina foi apresentado aos representantes das prefeituras da Região Metropolitana de Florianópolis nesta última terça-feira, 11 de novembro de 2016.
O projeto obedece às diretrizes do Plamus – Plano de Mobilidade Urbana Sustentável para a ligação entre a ilha e o continente.
Haverá previsão de linhas alimentadoras para distribuição dos passageiros nos bairros mais distantes do BRT.
Um dos objetivos com a implantação do corredor de ônibus é eliminar sobreposições de linhas metropolitanas com municipais, o que torna hoje o sistema pouco eficiente, segundo o estudo.
A perspectiva é de que haja redução de 10% na frota de veículos de transporte coletivo e de 20% na quilometragem, reduzindo assim o tempo de deslocamento. Linhas expressas também devem fazer parte deste sistema.
Mesmo com a redução dos trajetos e dos veículos, a perspectiva é que pelo ganho de eficiência haja aumento de capacidade de atendimento dos passageiros.
O primeiro corredor estrutural desse sistema deve estar pronto até o final de 2018.
Um dos maiores entraves nesse momento é a liberação da Ponte Hercílio Luz, que fará parte do trajeto.
“O objetivo do projeto é racionalizar o sistema, pois existem muitas superposições de linhas municipais com metropolitanas, superposição de linhas de empresas com outras empresas, isso gera desperdício e ineficiência do sistema. A partir da implantação de uma infraestrutura de terminais de integração, de faixas exclusivas de ônibus, com corredores ou canaletas, você tem vários ganhos, principalmente o tempo das viagens de ônibus”, explicou o engenheiro da equipe do Observatório de Mobilidade da UFSC, André Fialho, em nota enviada ao Diário do Transporte pelo Governo do Estado.
“Cumprimos mais uma etapa do planejamento que era apresentar a proposta de operação do sistema de transporte público metropolitano aos prefeitos da região”, avaliou o superintendente de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis e secretário de Planejamento, Cassio Taniguchi, na mesma nota.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Se PS nunca consegue fazer um corredor decente de BRT, com a prefeitura, deveria fazer o mesmo, colocando a iniciativa privada pra fazer as obras, desde que não seja empresa ligada a corrupção, vamos ver se o Dória ira fazer isso, como prometeu.
Amigos, boa noite.
Ufa !
Ate que enfim alguem fez um projeto de BRT que contempla racionalizacao e ganho de eficiencia, ai sim.
Mas deixem o parceiro privado ter lucro, pois a ele cabe muitas obrigacoes.
UFSC, vem pra Sampa e da uma aula de ganho de eficiencia e racionalizacao para o buzao de Sampa, estamos precisando e muiiiiiiiiiito.
De repente podem licenciar um projeto e faturar uns royalties pela transferencia de tecnologia.
Att,
Paulo Gil