Passageiros com dúvidas e bilhetagem incompleta marcam primeiro dia da Suzantur em Santo André
Publicado em: 8 de outubro de 2016
Usuários e funcionários, entretanto, elogiaram qualidade de parte da frota e intervalo em algumas linhas
ADAMO BAZANI
Diversos passageiros que usam o sistema municipal de Santo André na região da Vila Luzita ficaram confusos neste sábado, 8 de outubro de 2016, primeiro dia de operação da Suzantur nas 15 linhas que antes eram prestadas pela Expresso Guarará, empresa que decretou falência e deixou nesta sexta-feira os serviços.
O contrato emergencial com a Suzantur é de 180 dias. O valor do contrato é de R$ 20 milhões pelo período, tendo como base arrecadação bruta mensal que era aferida pela Expresso Guarará, em torno R$ 3,5 milhões. Mas, segundo a prefeitura, o poder público não vai desembolsar com a Suzantur, cuja arrecadação será apenas pela tarifa, embora haverá as complementações relacionadas às integrações, como ocorre com as outras empresas do sistema.
Uma das maiores queixas foi em relação aos ônibus articulados, que não fazem paradas nas estações localizadas à esquerda do fluxo dos veículos no corredor da Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo. Ao contrário do que havia divulgado a prefeitura até esta sexta-feira, não são 13 ônibus articulados para o sistema e, sim, seis veículos ano 2007, sem equipamentos de acessibilidade como rampas e elevadores, que foram alugados à Suzantur pela Sambaíba Transportes, operadora da zona norte da capital paulista. Apenas sete ônibus comprados zero quilômetro pela Suzantur são adaptados para atenderem estas estações que possuem plataforma no mesmo nível do assoalho dos coletivos. Estes ônibus, entretanto não são articulados. Os veículos foram adquiridos pela Suzantur em março, na época que o dono da empresa, Claudinei Brogliato, estava à frente da administração da Expresso Guarará.

Ônibus articulados têm porta à esquerda, mas não podem servir estações por não possibilitarem embarque e desembarque no nível da plataforma
A confusão em relação aos ônibus que param e os que não fazem paradas no corredor e o número reduzido de veículos articulados foram alguns dos motivos de reclamações.
“Com o sanfonado, já era ruim, com esses pequenos vai ser pior, ainda mais na segunda-feira. Tem que colocar mais ônibus maiores, mas é o primeiro dia, né, vamos esperar” – disse a passageira Edilene Barbosa da Costa que estava na fila para embarcar na linha Troncal TR101 (Vila Luzita – Terminal Santo André Oeste).
Outro passageiro da linha, David de Jesus Amorim, disse que os serviços estavam bons, mas também destacou a importância de haver mais ônibus articulados.
“ Aparentemente está bom, vamos ver com o decorrer do tempo. A gente precisa de mais ônibus sanfonado aqui, porque já não tinha lugar quando tinha os articulados, imagine com estes ônibus comuns. Vai precisar de mais ônibus e mais ônibus maiores”

Ônibus que permitem embarque e desembarque nas estações não são articulados. Frota com esta configuração é de sete veículos

Os ônibus convencionais que possibilitam acesso às estações do corredor da Capitão Mário Toledo de Camargo saíam lotados do Terminal Vila Luzita.
Outra dificuldade enfrentada pelos passageiros foi em relação à bilhetagem eletrônica.
Nas três linhas troncais que ligam o Terminal Vila Luzita ao centro de Santo André e em parte de algumas linhas alimentadoras, havia equipamentos nos veículos, mas nos ônibus mais antigos, como os trazidos da Viação Piracicabana, que opera no litoral paulista, não havia os validadores. Quem embarcava antes do Terminal Vila Luzita, tinha acesso pelas portas do meio ou traseira. Para continuar viagem era necessário descer do ônibus e pagar na bilheteria do terminal, o que ocasionou filas. Um ônibus de apoio, com validador, foi colocado numa das plataformas para os passageiros registrarem o acesso. Na prática, quem utilizou os ônibus entre o terminal e os bairros ou dos bairros até o terminal, sem prosseguir viagem, não pagou a passagem.

Ônibus alimentadores não tinham validadores. Passageiros eram obrigados a descer do lado de fora e pagar nas bilheterias, o que ocasionou filas.
O proprietário da Suzantur, Claudinei Brogliato, reconhece o problema e disse que a situação deve ser normalizada até quarta-feira ou no mais tardar até quinta-feira.
“O problema maior da transição foi os validadores. Depois da meia noite nós começamos a tirar os validadores [dos ônibus da Guarará]. Cada carro são quatro horas para instalar e configurar. Não existem validadores no mercado. Tem de mandar fazer novos e a fábrica ia entregar só em 30 de outubro. Até quarta-feira ou no mais tardar na quinta-feira, a situação deve estar normalizada” – disse o empresário.
Os equipamentos de leitura de créditos em Santo André são da empresa Transdata. Em Mauá, o sistema é da ProData.
A empresa disse que mesmo sendo um contrato emergencial, deve investir na qualificação dos serviços.

Instrutores da Suzantur, Fábio Lucas e Fernando Caixeta, dizem que empresa vai aplicar cursos para motoristas que eram da Guarará
“Vamos trazer toda a filosofia de prestação de serviços de Mauá para Santo André, com todo o treinamento para os motoristas que eram da Guarará, inclusive, direção defensiva e atendimento, relacionamento com passageiro, que na verdade é nosso cliente” disse o instrutor da Suzantur, Fábio Lucas.
IDADE DA FROTA E ÔNIBUS DE MAUÁ:
A Suzantur disponibilizou para as 15 linhas de Vila Luzita e região, 71 Veículos. Os ônibus estão sendo guardados num posto de combustíveis e num terreno nas proximidades, mas a empresa pretende encontrar um espaço para instalação de garagem e, assim, implantar de forma mais adequada áreas de manutenção, almoxarifado e lavagem.
A frota da Suzantur é inferior ao que a Expresso Guarará deveria operar: 84 ônibus, no entanto, nas últimas semanas, a Guarará colocava em torno de 50 e 60 veículos em circulação, de acordo com a SATrans – Santo André Transportes, gerenciadora do sistema da cidade.
Destes 71 ônibus, entre 20 e 30 eram até essa semana utilizados em Mauá, na grande São Paulo.
Assim, na prática, os ônibus que eram para operar no sistema mauaense foram transferidos para Santo André. O empresário Claudinei Brogliato, no entanto, disse que esses veículos não farão falta e que novos ônibus devem ser colocados em Mauá.
Segundo ele, a idade média da frota colocada no sistema de Vila Luzita é de 2,9 anos e, se for necessário, podem ser encomendados mais ônibus articulados.
A frota de 82 ônibus, prevista em contrato, só deve ser alcançada no mês que vem.
Parte da frota colocada em operação foi elogiada pelos passageiros
“O ônibus está muito bom, parece que é mais novo, só me confundi porque tá escrito Mauá, mas parece que está bom” – disse Suzana Pires do Prado, passageira que aguardava o ônibus da linha TR 103.
Os funcionários que eram da Expresso Guarará e que hoje atuam na Suzantur se disseram aliviados por terem sido incorporados nas operações emergenciais e também destacaram alguns veículos.
“Achei bom, nós temos que dar continuidade no dia-a-dia, dependemos do nosso trabalho para sustentar nossa família … Com este carro [ônibus] nem parece que eu ‘tô’ trabalhando, parece que eu ‘tô’ passeando. Não é um ônibus novo, mas está em bom estado” – disse o motorista Eurípedes Moreira dos Santos, que dirigia um articulado usado da Sambaíba.
BALANÇO POSITIVO E COMUNICAÇÃO:

Diretor da SATrans, Fábio Leite, fez balanço positivo do primeiro dia, mas reconhece que comunicação com passageiro deve melhorar.
O início das operações foi acompanhado pelo coronel da reserva da PM, Fábio de Jesus Leite, diretor da SATrans e do DTP – Departamento de Transportes Públicos. Ele fez um balanço positivo do primeiro dia, mas disse que é necessário melhorar a comunicação com o passageiro, principalmente em relação ao serviço semiexpresso e o parador na linha TR 101.
“Superou a expectativas porque é uma região muito importante da cidade, com 15 linhas e uma estimativa de 45 a 50 mil passageiros por dia. Um dos ganhos para a população foi os funcionários da Guarará continuarem. Imagina como iria ficar com motoristas que não conhecem esta região. Vamos cobrar da empresa a questão da bilhetagem … e precisamos melhorar a comunicação com o usuário”, disse Fábio Leite que mais ajustes serão feitos para o primeiro dia útil de operação nesta segunda-feira.
Fábio Leite também explicou que não haverá subsídios específicos para Suzantur, apenas as complementações por causa das integrações com outras linhas que não são do sistema da Vila Luzita.
“O município não vai pagar nada para Suzantur operar, que vai contar apenas com arrecadação da passagens, e Suzantur vai pagar a taxa de gerenciamento para o município” – disse Fábio Leite .
A taxa de gerenciamento é de 2% sobre arrecadação tarifária.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes







LAMENTÁVEL ! Minha gente, como é que um carro com portas à esquerda não possuir elevação para embarques e desembarques nas plataformas que se encontram ao longo da Avenida Mário Toledo de Camargo ? E o caso da ausência dos validadores que ocasionou filas extensas na entrada do Terminal ? E o patrão da Suzantur ainda afirmou que a situação será resolvida entre quarta-feira e quinta-feira ? Ora, já poderiam ter pensado em todos esses detalhes antes mesmo de colocarem os carros em circulação e enquanto eu caminhava pela avenida, eu via os articulados passando pelas estações sem parar com várias pessoas esperando os coletivos, porque as portas canhotas não eram elevadas e os carros menores tinhas os acessos elevados. Bem, Senhoras e Senhores, Moças e Rapazes, Meninas e Meninos, o começo da semana promete fortes emoções e uma sugestão que vos dou é que procurem saírem bem mais cedo porque a confusão vai ser daquele jeito e combinem com alguém que vai seguir ao mesmo destino e que tenham carro que combinem uma carona, porque esperar resolver o pagode até quinta-feira,…? Um Ótimo fim de semana pra Todos os Internautas e parabéns à Você, Ádamo Bazani, pela cobertura do Espetáculo neste Sabadão !!!
Muito estranho ver ônibus de Mauá circulando em Santo André. A minha maior preocupação é como será nos dias úteis, quando aumenta consideravelmente o número de usuários, principalmente nos horários de pico. Sem bilhetagem eletrônica, os estudantes terão que pagar do bolso a passagem e os trabalhadores que recebem vale-transporte direto no cartão também terão que tirar dinheiro do bolso.
Essa Suzantur é uma amadora mesmo. Só chega nas cidades operando assim: por contrato de emergência…
Bem, nem Preciso falar mais nada, pois, os nossos Internautas, Janete Sakie Ogawa e Raphael, já Disseram Tudo. Se Preparem, Minha Gente Amiga, à Partir da Segunda-Feira, 10 de Outubro, Vai estar daquele jeito, um Pagode de Judas, portanto, quem estiver de carro combinem uma Caroninha ou saiam bem Cedinho de casa para garantir um lugarzinho no busão e não chegarem Atrasados para os seus Compromissos. BOA SORTE À TODOS E VAMOS À GUERRA !!!
Poderiam dar o trabalho de tirar o adesivo com o nome “MAUÁ”, pelo menos né..