MP abre investigação sobre supostas propinas na EMTU e no Metrô
Publicado em: 5 de outubro de 2016
Suspeitas foram levantadas após Polícia Federal, na Lava Jato, encontrar troca de e-mails envolvendo a Odebrecht
ADAMO BAZANI
O Ministério Público de São Paulo, pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, abriu três linhas de investigação para apurar possível esquema de propina envolvendo a Odebrecht em contratos da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, que gerencia os ônibus metropolitanos no Estado de São Paulo, e as linhas 2-Verde e 4-Amarela do Metrô em um dos desdobramentos da Operação Lava-Jato.
A Polícia Federal aprendeu e-mails de executivos da Odebrecht, indicando pagamentos relacionados a obras e serviços da gerenciadora e da empresa do Estado de São Paulo.
Em relação ao Metrô, a Lava-Jato apreendeu em torno de 20 e-mails do setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, chamado de “departamento de propinas” pela força-tarefa, com citações a pagamentos nas obras das Linhas 2 e 4.
Já sobre a EMTU, a Polícia Federal teve acesso a e-mail de Benedicto Barbosa Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, enviado para o então presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, pedindo autorização para o “programa de pagamentos relacionado à EMTU, em 2006”.
A promotoria investiga no âmbito civil as denúncias, sem o caráter criminal, o que deve continuar a cargo da Polícia Federal.
Ou seja, uma das linhas será se as supostas ações da EMTU e do Metrô com a Odebrecht prejudicaram a qualidade dos transportes e o erário público.
A Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo disse que o Metrô e EMTU desconhecem qualquer irregularidade, mas que estão à disposição para colaborar com as investigações.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Todo mundo sabe que investigação contra governo tucano ou dá em nada, ou fazem de conta que os corruptos são apenas gente do terceiro escalão. Agente político algum é sequer investigado.