Prefeitura reserva R$ 1,7 bi para subsídios aos transportes em 2017 e prevê aumento na tarifa de ônibus
Publicado em: 1 de outubro de 2016
Reajuste no valor das passagens será definido somente no ano que vem, em próxima gestão. Prefeitura ainda diz que há possibilidade de ampliar subsídios, caso valor não seja suficiente
ADAMO BAZANI
Em 2017, os subsídios ao sistema de transportes coletivos na capital paulista devem chegar a R$ 1,7 bilhão.
É o que consta no projeto de Orçamento para o ano que vem, enviado pela prefeitura à Câmara Municipal, nesta sexta-feira 30 de setembro de 2016.
Praticamente é o mesmo valor deste ano de 2016, cujos subsídios previstos foram de R$ 1,79 bilhão.
Entretanto, como já mostrou o Diário do Transporte, o valor para 2016 que deveria durar até o final de dezembro, acabou na semana passada, havendo necessidade de complementações de recursos vindos de outras áreas. – Relembre em: https://diariodotransporte.com.br/2016/09/19/valor-de-subsidio-aos-transportes-de-sao-paulo-previsto-para-todo-ano-acaba-nesta-semana/
Até o final do ano, os subsídios ao sistema de transportes, para complementar principalmente as integrações do Bilhete Único e gratuidades, devem chegar a R$ 2,1 bilhões.
Em 2017, pode acontecer a mesma coisa. A prefeitura trabalha com a possibilidade de remanejamento de recursos, de acordo com a política tarifária que for adotada, confirma o próprio poder municipal.
E é nesse ponto que está aberta a possibilidade de haver reajuste da tarifa de ônibus já no ano que vem. No entanto, esta definição depende do resultado de quem estará e como será a próxima gestão.
A questão financeira é um dos grandes problemas do transporte público atualmente na cidade de São Paulo. As empresas de ônibus, apresentando relatórios da própria SPTrans – São Paulo Transporte, responsável pelo gerenciamento, afirmam que as dívidas da prefeitura ao sistema chegaram a R$ 200 milhões , com atrasos no pagamento dos repasses. Já o poder público municipal nega a existência de atrasos e diz que cumpre o contrato com as operadoras.
A licitação dos transportes coletivos, segundo a prefeitura, poderia reduzir custos, aumentar a eficiência operacional e de gestão e, assim, reduzir a necessidade de subsídios e repasses.
No entanto, o certame deveria ter ocorrido em 2013, mas após as manifestações de junho daquele ano contra a tarifa, a prefeitura decidiu suspender o processo que só foi retomado em 2015, mas que ficou nove meses parado no TCM – Tribunal de Contas do Município que alegou ter encontrado irregularidades. Somente em julho deste ano, houve a liberação do certame, mas a prefeitura decidiu continuar a licitação após as eleições.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Sera mesmo, que o outro prefeito que entrar, não vai gastar?