História

Especialista lança livro sobre a extinção dos bondes em São Paulo

Bonde da CMTC

 

Arquiteto e urbanista, Ayrton Camargo e Silva, fará o lançamento de “Tudo é Passageiro” .  Imagens históricas, ilustrações charges e discussões sobre como São Paulo deixou de priorizar o transporte coletivo estão entre os destaques da publicação

ADAMO BAZANI

Em 27 de março de 1968, o Bonde Camarão nº 1543, que partiu do Instituto Biológico na Vila Mariana, às 20h, com destino ao Largo Treze de Maio, em Santo Amaro, fazia a última viagem deste tipo de transporte em São Paulo. Havia uma comitiva de doze bondes, todos lotados. Em um dos veículos estava o prefeito, na época Faria Lima, e o governador do Estado de São Paulo, Abreu Sodré, no carro nº 1543. O percurso da linha 101 tinha 12 quilômetros e era feito em cerca de meia hora.

Hoje em dia, muito se fala no Brasil a respeito do VLT- Veículo Leve sobre Trilhos, que opera, por exemplo, no Rio de Janeiro e entre São Vicente e Santos, no litoral paulista. Mas na verdade, o VLT não passa de um bonde, mais moderno, obviamente.

Diversas cidades em todo o mundo mantêm sistemas de bondes, ou hoje VTLs, e nunca aposentaram os sistemas de trilhos de baixa e média capacidade, como ocorreu em São Paulo. A capital paulista hoje poderia ter uma rede de transportes mais completa, contando com corredores de ônibus, VLTs, trens, metrô, ônibus comuns e micro-ônibus alimentadores. Sim, o ideal é tudo junto mesmo. Há espaço e demanda para todos os modais.

E é justamente isso que o arquiteto e urbanista Ayrton Camargo e Silva, atualmente diretor-presidente da Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ), discute em seu livro “Tudo é Passageiro”,  que vai ser lançado neste sábado, 1ºde outubro na casa Guilherme de Almeida, Rua Cardoso de Almeida 1943, em São Paulo às 15h.

A obra possui imagens fotográficas, ilustrações e charges, além de biografia que conta o início e o extermínio dos bondes na capital paulista.

O especialista também discutir as consequências das escolhas pelos modos de transportes individuais por parte dos dirigentes da administração.

A partir dos anos de 1930, a cidade cresceu mais ainda e os atendiam esta expansão mais rapidamente. Eram simples e não exigiam tanta infraestrutura.

A partir dos anos de 1930, a cidade cresceu mais ainda e os atendiam esta expansão mais rapidamente. Eram simples e não exigiam tanta infraestrutura.

Em 1968, Camarão dava adeus a São Paulo. Acervo - Estadão

Em 1968, Camarão dava adeus a São Paulo. Acervo – Estadão

Ayrton revela os bastidores das decisões e as lutas empresariais para o domínio dos meios de transportes. Também conta como eram fixadas as tarifas e como a canadense Light & Power entrou e saiu de operação. O arquiteto também aborda um pouco da história da CMTC- Companhia Municipal de Transportes Coletivos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Cássio Rogério Sabino disse:

    Bom dia Adamo como faço para adquirir este livro ????

    1. Terá em livrarias comuns.

  2. Tirou pra dar espaço pra carro e aumentar a poluição, triste, e o reflexo do que vemos hoje, um caos no trânsito, e no transporte publico, triste.

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