Especialista lança livro sobre a extinção dos bondes em São Paulo
Publicado em: 1 de outubro de 2016
Arquiteto e urbanista, Ayrton Camargo e Silva, fará o lançamento de “Tudo é Passageiro” . Imagens históricas, ilustrações charges e discussões sobre como São Paulo deixou de priorizar o transporte coletivo estão entre os destaques da publicação
ADAMO BAZANI
Em 27 de março de 1968, o Bonde Camarão nº 1543, que partiu do Instituto Biológico na Vila Mariana, às 20h, com destino ao Largo Treze de Maio, em Santo Amaro, fazia a última viagem deste tipo de transporte em São Paulo. Havia uma comitiva de doze bondes, todos lotados. Em um dos veículos estava o prefeito, na época Faria Lima, e o governador do Estado de São Paulo, Abreu Sodré, no carro nº 1543. O percurso da linha 101 tinha 12 quilômetros e era feito em cerca de meia hora.
Hoje em dia, muito se fala no Brasil a respeito do VLT- Veículo Leve sobre Trilhos, que opera, por exemplo, no Rio de Janeiro e entre São Vicente e Santos, no litoral paulista. Mas na verdade, o VLT não passa de um bonde, mais moderno, obviamente.
Diversas cidades em todo o mundo mantêm sistemas de bondes, ou hoje VTLs, e nunca aposentaram os sistemas de trilhos de baixa e média capacidade, como ocorreu em São Paulo. A capital paulista hoje poderia ter uma rede de transportes mais completa, contando com corredores de ônibus, VLTs, trens, metrô, ônibus comuns e micro-ônibus alimentadores. Sim, o ideal é tudo junto mesmo. Há espaço e demanda para todos os modais.
E é justamente isso que o arquiteto e urbanista Ayrton Camargo e Silva, atualmente diretor-presidente da Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ), discute em seu livro “Tudo é Passageiro”, que vai ser lançado neste sábado, 1ºde outubro na casa Guilherme de Almeida, Rua Cardoso de Almeida 1943, em São Paulo às 15h.
A obra possui imagens fotográficas, ilustrações e charges, além de biografia que conta o início e o extermínio dos bondes na capital paulista.
O especialista também discutir as consequências das escolhas pelos modos de transportes individuais por parte dos dirigentes da administração.

A partir dos anos de 1930, a cidade cresceu mais ainda e os atendiam esta expansão mais rapidamente. Eram simples e não exigiam tanta infraestrutura.
Ayrton revela os bastidores das decisões e as lutas empresariais para o domínio dos meios de transportes. Também conta como eram fixadas as tarifas e como a canadense Light & Power entrou e saiu de operação. O arquiteto também aborda um pouco da história da CMTC- Companhia Municipal de Transportes Coletivos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Bom dia Adamo como faço para adquirir este livro ????
Terá em livrarias comuns.
Tirou pra dar espaço pra carro e aumentar a poluição, triste, e o reflexo do que vemos hoje, um caos no trânsito, e no transporte publico, triste.