Empresa diz que novo ônibus elétrico pode operar por 500 quilômetros com uma carga

Publicado em: 13 de setembro de 2016

Modelo Catalyst E2, da Proterra, conta com novo sistema de célula de energia

 

Outro objetivo da companhia é fazer ônibus rodoviários elétricos.

ADAMO BAZANI

A fabricante Proterra, divulgou dados de desempenho do modelo de ônibus elétrico Catalyst E2 que pode ter autonomia entre 300 quilômetros e 500 quilômetros com uma carga só.

Além do preço, atualmente a autonomia é um dos principais questionamentos em relação aos ônibus elétricos.

Uma das apresentações ocorreu nesta segunda-feira, 12 de setembro de 2016, na reunião anual da APTA – Associação Americana de Transporte Público, na siga em inglês.

Segundo a empresa, em testes, o ônibus conseguiu uma autonomia de 960 quilômetros, maior obviamente do que nas condições operacionais normais, quando pode chegar a 500 quilômetros, o suficiente para um dia de trabalho.

Em nota à imprensa especializada, como o Diário do Transporte, a fabricante diz que a diferença consiste numa nova célula de energia, do tamanho de uma cama de solteiro, com eficiência energética de 440 kWh a 600 kWh.

No entanto, o valor do veículo é considerado alto ainda. O modelo Catalyst E2 custa em torno de US$ 800 mil.

Apesar disso, neste ano, as vendas subiram 220% em comparação a todo o ano passado.

Em meados de 2017, a empresa deve lançar o Catalyst E3, com autonomia ainda maior.

Com isso, um dos objetivos da empresa é possibilitar que ônibus rodoviários que operam em médias e curtas distâncias também sejam elétricos.

“O principal objetivo da Proterra sempre foi o de criar um veículo elétrico de alta performance, construído para servir todas as rotas de trânsito simples nos Estados Unidos e outros países. Hoje, com a inauguração da Série E2 Catalisador, esse objetivo foi alcançado … A questão não é mais que o ônibus será um dos primeiros a adotar esta tecnologia, mas sim que será a mais recente inovação em se comprometer com um futuro de mobilidade limpa, eficiente e sustentável”, disse em nota o CEO da Proterra, Ryan Popple.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Sera mesmo, no Brasil esquece.

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