Ônibus serão destaques em carreata de veículos elétricos
Publicado em: 26 de agosto de 2016
Movimento ocorre neste sábado em São Paulo. Fabricantes vão exibir também modelos de carros e bicicletas elétricas
ADAMO BAZANI
Quem se interessa por transporte público, meio ambiente e qualidade de vida, vai ter nesse sábado, 27 de agosto de 2016, a oportunidade de ter a frente vários veículos elétricos, entre ônibus, carros , motocicletas e bicicletas, além de se aprofundar mais sobre estes temas.
Na capital paulista, ocorre a primeira edição do Movimento Paulistano de Veículos Híbridos e Elétricos, que vai ser uma carreata com mais de 60 veículos.
A ação é organizada pela ABVE – Associação Brasileira do Veículo Elétrico e tem o objetivo de promover e incentivar a ampliação da frota tanto de uso individual como coletivo de veículos menos poluentes ou com emissão zero na operação.
E os ônibus prometem ser destaques neste evento inédito.
A Volvo, por exemplo, vai exibir o modelo híbrido que segundo a companhia, “consome até 35% menos combustível e, consequentemente, emite 35% menos gás carbônico. Além disso, o veículo emite 50% menos material particulado (fumaça) e NOx (óxidos nocivos à saúde), em relação aos ônibus com tecnologia Euro 5. Outra vantagem é que carrega a mesma quantidade de passageiros que um ônibus similar movido a diesel, graças à sua bateria, que pesa apenas 200 kg. A venda dos híbridos da marca é feita por meio de um modelo de negócios em que a bateria do motor elétrico não é vendida. A Volvo assina com o cliente um contrato de em que cobre qualquer reparo e trocas da bateria até o final da vida útil do veículo, que inclui ainda a manutenção plena do veículo feita por mecânicos especializados, propiciando aos operadores todo suporte e disponibilidade do veículo a um custo fixo por quilômetro rodado. ”
Já a Eletra, de São Bernardo do Campo, preparou o DualBus, considerado pela empresa um novo conceito de transporte coletivo não poluente. No mesmo veículo, estão presentes a tecnologia de trólebus (ligado à rede aérea) e também a de ônibus híbrido, com funcionamento elétrico e a diesel.
O sistema foi implantado num veículo de 23 metros com capacidade para até 170 passageiros.
Assim, de acordo com Eletra, o ônibus superarticulado consegue reunir as vantagens do trólebus, como a emissão zero de poluentes na operação e a flexibilidade do ônibus híbrido, que pode circular sem estar conectado à rede aérea.
A Eletra também desenvolve dentro do projeto DualBus, um ônibus que é elétrico puro, mas que também pode ser híbrido, dependendo da programação e do acionamento do operador.
A BYD, empresa chinesa que desde o ano passado possui uma planta para fabricação de chassi e equipamentos de ônibus em Campinas, no interior de São Paulo, deve exibir um ônibus 100% elétrico que depende apenas de bateria para se mover .
Várias unidades já estão em operação comercial em Campinas e em testes por diversas cidades do país com diferentes configurações, desde micro-ônibus, passando por ônibus convencionais até articulados.
Hoje os ônibus elétricos são considerados soluções de mobilidade e meio ambiente para melhorar a circulação nas cidades com menos impactos ambientais.
A cidade de São Paulo não cumprirá lei 14.933/09, chamada Lei de Mudanças Climáticas, que determina que em 2018 nenhum ônibus da capital paulista dependa exclusivamente de óleo diesel para se movimentar. No entanto, a troca da frota deveria ser gradativa desde 2009, com a substituição de ao menos 10% do total de ônibus da cidade por ano. Atualmente, menos de 4% dos ônibus são menos poluentes, o que inclui 395 veículos com mistura A10, ou seja, 10% de cana-de-açúcar ao óleo diesel, 201 trólebus e 60 ônibus a etanol.
Empresas de ônibus se queixam de falta de incentivos para aquisição de frota mais limpa, que tem custo de aquisição maior que dos ônibus convencionais.
Já a Prefeitura de São Paulo diz que a indústria nacional não tem condições de atender a demanda da capital paulista
A licitação proposta para o sistema de transporte na cidade não inclui um novo cronograma de substituição de ônibus. No entanto, o Ministério Público de São Paulo verifica com os fabricantes a capacidade produtiva para exigir um cronograma próximo à realidade para cumprimento por parte do poder público e das empresas de ônibus.
O passeio pelo coração da cidade de São Paulo – Av. Paulista – por uma mobilidade mais verde e um futuro mais sustentável vai contar com veículos leves, levíssimos e pesados da Eletra, Toyota, Lexus, Renault, BYD, Volvo, JAC Motors, Go Lev, Souza Motors, Wind, Bike Car, Cooltra, Nanico Car, Drop e Compact Car.
SERVIÇO
Movimento Paulistano do Veículo Híbrido e Elétrico – 1ª edição
Data: 27 de agosto – sábado
Horário de concentração: 09h00
Hora de saída: 10h00
Local: Partindo da Praça Amadeu Amaral, na Av. Treze de Maio, Paraiso
Destino: Praça Charles Miller / Estádio do Pacaembu
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Amigos, boa noite.
Conforme consta no post acima:
“A cidade de São Paulo não cumprirá lei 14.933/09, chamada Lei de Mudanças Climáticas”
E depois querem que os contribuintes cumpram as leis e ainda paguem tributos, taxas e etc. ??
Por que ??????
Lembrando que:
CAPÍTULO VII
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Seção I
DISPOSIÇÕES GERAIS
“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)”
Fonte:26.08.16 as 19:14 hs.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm
Acho melhor instalar uns radares para fotografar esse descumprimento da lei,
com certeza vai dar um bom faturamento.
“Pimenta no olho do contribuinte é refesco, né ?”
E ai …
Att,
Paulo Gil
Uma pergunta:
Já tem BYD encarroçado com as carrocerias nacionais ???
Principalmente o micro.
Ou isso ainda levará algum tempo ???
Legal seria se a BYD fizesse a carroceria também, assim teríamos uma novidade em Sampa.
Att,
Paulo Gil
Att,
Paulo Gil