História

Pelo segundo ano consecutivo, crise econômica impede realização de VVR, exposição de ônibus e caminhões antigos

onibus

Jardineiras e ônibus clássicos, além de caminhões, contam a história das cidades emn exposição

De acordo com o presidente da organização responsável pelo evento ,objetivo é voltar em 2017

ADAMO BAZANI

Por causa da crise econômica, a “VVR – Viver, Ver e Rever”, considerada a principal exposição do país que reúne ônibus e caminhões históricos com modelos dos anos de 1920 até os veículos da década de 1990, além de lançamentos, não vai ser realizada em 2016.

A informação foi divulgada hoje pelo presidente do Primeiro Clube do Ônibus Antigo Brasileiro, responsável pelo evento, Antônio Kaio Castro.

Ele explicou em nota de esclarecimento que mais uma vez o que impede a realização da exposição de veículos antigos que retratam a história das cidades e da sociedade é a questão econômica.

No ano passado a, VVR também deixou de ocorrer pelo mesmo motivo, segundo Kaio.

O evento faz parte do Calendário Turístico Oficial desde 04 de maio de 2011.

A VVR começou modesta, em 2004, numa reunião entre amigos na garagem da empresa de ônibus Expresso Redenção, na capital Paulista.

Inicialmente, a exposição era apenas de ônibus.

Por causa do grande número de pessoas interessadas pelo evento, em 2007 a VVR foi transferida para o Memorial da América Latina, ao lado dos terminais de trem, metrô e ônibus da Barra Funda, zona Oeste de São Paulo. No ano de 2008, foi aberta também a possibilidade de exposição de caminhões, além dos ônibus no evento.

Pela melhor localização, a VVR começou a ganhar mais público ainda, tanto de apaixonados por história e por veículos, como de pessoas que estavam passando pelo local e paravam para admirar as peças raras. A entrada sempre foi gratuita e para as próximas edições, o intuito é continuar não cobrando.

Confira nota de esclarecimento:

E S C L A R E C I M E N T O S – São Paulo, 25 de agosto de 2016.

Infelizmente vimo-nos na obrigação de divulgar aquilo que nunca imaginamos que um dia faríamos.
Até o presente momento não conseguimos concretizar muitas das medidas necessárias à realização da “VVR 2016 – Viver Ver e Rever – Encontro de Ônibus e Caminhões Antigos”. As dificuldades persistem, como imaginávamos, até este momento, e pela segunda vez estamos amargando uma não realização desse encontro.
Conforme nosso cronograma é em março de cada ano que iniciamos sua organização e desde então passamos a sentir os reflexos da “crise econômica” pela qual passamos.
Assim, com pesar, por conta das dificuldades que estamos a enfrentar optamos pela permanência da atual diretoria e pela não realização também este ano da “VVR 2016”, apesar do esforço de muitos.
Pedimos desculpas a todos que nos acompanham todos esses anos, àqueles que pela primeira vez estariam conosco, restaurando novas relíquias com o objetivo maior de participar de nossa exposição.
Muitas são as providências necessárias e a cada passo seus respectivos custos. Alvarás de licenças junto à Subprefeitura da Lapa, CET/DSV, Corpo de Bombeiros, taxas, emolumentos, plantão médico, dentre outras considerações e nossa entidade não tem, por si só, o aporte financeiro necessário.
Temos a personalidade jurídica necessária e muitos colaboradores. Não temos associados, temos uma diretoria e uma infinidade de colaboradores espontâneos.
Nosso agradecimento especial a todos os amigos, expositores/colecionadores, os grandes líderes protagonistas dessa festa, e deixamos desde já o convite para que nos prestigiem ano que vem na “VVR 2017”.
Não nos esquecendo dos merecidos aplausos à patrocinadora, em todos esses anos, Mercedes-Benz do Brasil Ltda., que através de seu Departamento de Marketing tem-nos prestigiado.

Antonio C. Kaio Castro – Presidente
Primeiro Clube do Ônibus Antigo Brasileiro

AS ESTRELAS DAS EDIÇÕES PASSADAS:

Carros de bombeiros do início do século passado, o ônibus GM PD 4104 Coach norte-americano todo prateado – 1956, da Turismo Santa Rita, as séries de caminhões da FNM, um dos primeiros modelos de trólebus da cidade de São Paulo ano 1949, o famoso Fofão (ônibus de dois andares da CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos, que circularam de 8 de setembro de 1987 até 1993), o Papa-Fila ( dos anos 50, precursor do ônibus articulado, que se tratava de uma grande carroceria para passageiros puxada por cavalo de caminhão e também foi usado pela CMTC), as jardineiras de madeira de 1928 da empresa Caprioli, o ônibus norte-americano escolar International, eram algumas estrelas de presença fixa, além de Monoblocos da Mercedes-Benz e modelos antigos como o Nimbus TR, Ciferal Flecha de Prata, Caio Amélia, Caio Gabriela, Caio Vitória e o lendário CMA Scania, da Viação Cometa e de colecionadores particulares.

O evento conseguiu atrair expositores e visitantes não só de São Paulo, como também de diversos outros estados.

Nas mais recentes edições, a VVR começou a ser chamada de VVR – a Evolução, já que começou também a apresentar alguns modelos que mostravam ao público o desenvolvimento dos transportes. Assim, entre novidades de cada edição puderam ser conferidos o Marcopolo Viale Volvo B12M, da Leblon Transporte de Passageiros (edição 2010), o ônibus Caio Millennium Scania a etanol, na época da VIM – Viação Metropolitana da Capital Paulista (edição 2011), o Caio Millennium Híbrido Eletra/Mercedes-Benz da Metra (edição 2011), Marcopolo Paradiso Mercedes Benz, de três eixos, da Viação Itapemirim (edição 2012), dois superarticulados Caio Millennium BRT da Metra e da Sambaíba Transportes (edição de 2014).

O evento, anual sempre em um final de semana de novembro, chegava a reunir mais de 25 mil visitantes e 80 veículos, entre ônibus e caminhões.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

    Essa doeu, na alma.

    O pão já está escasso,agora nem circo ninguém merece.

    Kaio, não há o que se desculpar, tenho certeza que se dependesse de você nenhuma havia deixado de ser feita.

    Eu não me lembro qual, mas eu fui na primeira ou na segunda VVR, lá na garagem da Redenção, quando se comprava um livreto que a renda ia em benefício de uma instituição.

    Foi só virar lei que começou a “burrocracia”.

    Fiquei pasmo com o elenco de licenças e taxas que você descreveu que um evento oficial tem de se sujeitar; devia ser tudo isento e pré aprovado, afinal se tem uma lei que disciplina o evento.

    Cadê os amantes dos subsídios e das gratuidades ???

    Para a VVR sim é que tinha de ter a verba “boca livre”; afinal é cultura, educação e lazer.

    Agora o maior desrespeito do Poder Público em não apoiar o evento, é com relação aos colecionadores que preserva a história do buzão.

    Melhor revogar essa lei, e voltar ajudar a instituição de caridade com o livreto, pelo menos o evento sai.

    Muda Brasillllllllllllllllllllllllll

    Lamentável.

    Mas Kaio, sabemos que isso não depende só de você,não desista; porque que dá vontade dá.

    Att,

    Paulo Gil
    “Buzão e Emoção é a Paixão”.

  2. Maurício disse:

    Parece que a crise só atinge São Paulo. No Rio Grande do Sul e em Minas Gerais eventos dessa natureza continuam existindo normalmente.

    1. Paulo Gil disse:

      Maurício, boa noite.

      Muito obrigado pelo link.

      Sensacional.

      Já deu para alegrar o coração.

      Se você souber de um filme mais longo e detalhado, por favor informa pra nós.

      Sem contar que Garcia nos remete aos “Nilson´s”, e saudades.

      Abçs,

      Paulo Gil

  3. Ligeirinho disse:

    Lembro-me que ano passado, após o anúncio e o período do Ver, Viver e Rever, houve um evento de veículos antigos com participação de membros atuantes do VVR em uma cidade do ABC.

    Fica as seguintes questões:

    – Não existe uma forma de incentivar, seja como crowdfounding (Financiamento Coletivo / Vaquinha), com venda de ingressos a preços populares (1, 2 ou até 10 reais) ou captação de outras formas de patrocínio? Hoje há muitas coisas que são executadas com financiamento coletivo. Não duvido que uma campanha assim daria fôlego financeiro ao evento.

    – Qual é o custo REAL para a execução do evento? O que realmente é pago? É a infra estrutura? Paga-se um “cachê” para quem leva seu veículo para a exposição? Segurança? Pessoal de apoio? Burocracia? Expor estes custos talvez ajudaria nisso.

    – É a necessidade de uma nova mudança de local? Onde poderia ser? Sambódromo do Anhembi? Por que não lá, sendo que toda terça tem evento de veículos clássicos lá?

    O evento não é apenas para “fãs” e apaixonados por ônibus e veículos antigos. É um evento que ajuda a botar nos cidadãos a vontade de dar o devido valor a mobilidade urbana e ao trânsito. Acho que não deveríamos perder mais tempo e incentivar uma campanha de financiamento coletivo. Espero que o responsável pelo evento leia este comentário e pense nisso. Não discordo que a crise financeira hoje desanima e deixa mais difícil ter condições financeiras para coisas que muitas pessoa consideram futeis. Mas se fosse fútil realmente este evento, já teria sido anunciado seu encerramento.

  4. Jorgestippe@gmail.com stippe disse:

    Boa noite Caio esse ano vai ter o encontro?
    Por favor se for ter me passa a data Att.
    Ari Ipojucatur

    1. blogpontodeonibus disse:

      Terá a BBF no Pacaembu (procurar em “pesquisa” por BBF). Neste ano não haverá VVR

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