Congresso Nacional é contra tarifa zero, mas aprova financiamento de gratuidades, diz pesquisa
Publicado em: 24 de agosto de 2016

Ônibus usado em Carnavais para transporte gratuito pelo Movimento Tarifa Zero de Belo Horizonte. Foto: Reprodução internet/Facebook Tarifa Zero BH
Levantamento ouviu 224 deputados federais e 25 senadores, além de 100 especialistas e gestores em transportes
ADAMO BAZANI
Apesar de o tema Tarifa Zero ter ganhado novamente repercussão no ano de 2013, quando houve as manifestações por todo o País, apenas uma minoria dos parlamentares aprova que os passageiros não paguem tarifa nos ônibus, metrôs, trens e outros modais de transporte público.
É o que revela levantamento realizado pelo Instituto FSB Pesquisa, que ouviu 224 deputados federais e 25 senadores, de 27 diferentes partidos, entre os dias 17 e 31 de maio e 100 “influenciadores” que integram o Poder Executivo Federal; Poderes Executivos Estaduais; Poderes Executivos Municipais; economistas; representantes de setores econômicos (indústria, comércio e serviços) e acadêmicos e especialistas em transporte público urbano, entre os dias 25 de maio e 19 de junho.
A pesquisa foi realizada a pedido da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos – NTU, que reúne em torno de 500 companhias de ônibus urbanos e metropolitanos em todo o País.
De acordo com levantamento, 71,8 % dos entrevistados no Congresso Nacional reprovam a tarifa zero. Entre os influenciadores a reprovação da tarifa zero é de 85%.
No entanto, isso não significa que tantos os parlamentares como os especialistas e gestores defendam a isenção do poder público no custeio dos transportes.
Segundo os resultados da pesquisa “o custeio da operação deve ter a participação do Poder Público para 86,1% dos parlamentares e 83% dos influenciadores, enquanto apenas 11,3% dos parlamentares e 13% dos influenciadores defendem que o custeio se dê apenas pela tarifa. No entanto, aqui há importantes diferenças no entendimento do Congresso e dos influenciadores. O primeiro público se divide quanto ao peso de cada uma das formas de custeio, enquanto o segundo tende a enxergar a tarifa como a principal forma de se custear o transporte público no país, embora sempre com participação dos recursos públicos.”
TRANSPORTE COMO DIREITO SOCIAL:
Após a promulgação da PEC 90, Proposta de Emenda Constitucional que elevou os transportes ao título de Direito Social na Constituição, a maior parte dos especialistas/influenciadores e do Congresso acredita que haverá melhorias no setor.
Entre as respostas com maior perspectiva, é que na prática, a PEC deve ampliar o acesso ao transporte público. No entanto, a emenda não deve provocar significativa redução no valor das tarifas, de acordo com a estimativa dos entrevistados.
QUEM DEVE FINANCIAR OS TRANSPORTES E AS GRATUIDADES?
Quando o assunto é financiamento do transporte público, há uma mudança de postura entre os políticos e os especialistas/gestores.
Para a maior parte do Congresso Nacional, 49,5% das respostas, o financiamento dos transportes públicos deve vir do Orçamento da União, estados e municípios.
Já entre os especialistas, a maior parte do financiamento da operação e estrutura de transportes coletivos deve ter origem nos usuários de automóveis: 33% das respostas entre várias outras opções.
Em relação às gratuidades, a pesquisa revela que tanto gestores/especialistas como os políticos entrevistados no Congresso Nacional, apoiam que estes benefícios sejam bancados pelo poder público e não somente pelos passageiros, como é hoje na maior parte dos sistemas brasileiros: 57% dos parlamentares acreditam que o poder público deve financiar as gratuidades e 66% dos especialistas acreditam que esses benefícios devem ser custeados pelos governos nas diversas esferas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes








Amigos, boa noite.
Muito interessante a pesquisa e a matéria.
Porém NADA existe com custo ZERO, portanto da forma A ou da forma B, o buzão terá de receber pelos serviços prestados.
O ponto positivo da tarifa zero é operacional.
Acaba de vez com a catraca e os malditos ferros retorcidos, o uso de dinheiro em espécie, os cobradores mudam de função, não precisa construir estação de pré embarque e etc.
Pronto um ganho e tanto para todos.
Como teremos de pagar mesmo, somente muda a forma de pagamento, embute a TO na conta da água ou da luz e pronto.
TODO MUNDO PAGA E TODO MUNDO USA.
Acaba a choradeira, aumenta a velocidade do buzão e a fiscalizadora que faça a parte dela, apesar de que se não fizer não faz diferença.
Simples assim.
SIMPLIFIQUEM !
Só assim o Brasil decolará e o buzão rodará em paz.
Acabem de uma vez com essa mentalidade de caridade.
Quem quer fazer caridade, que faça um trabalho voluntário.
E já deixo o site onde todos podem encontrar o seu trabalho para fazer caridade.
Conheci este site hoje, é simplesmente GENIAL.
Ai Jurássicos, não precisam fazer mas nada, pois tem muita gente fazendo, chegou o fim dos Jurássicos.
Acessem é muito legal.
OBS.: Não sou dono do site e nem trabalho no site, é simplesmente um compartilhamento de uma ideia GENIAL para o mundo todo.
https://www.atados.com.br/
Att,
Paulo Gil
A verdade é que se o for gratuito ,não terá qualidade e não tem nem como fazer investimentos ,por isso eu sou contra a tarifa zero!!!
Vcm, bom dia.
Hoje “pagando” também não tem qualidade.
Isso só se resolverá a partir do momento de; que quem é contratado cumpra o contrato e quem é eleito cumpra a obrigação que o mandato lhe impõe.
Cabe lembra aqui, a sabia frase que vinha impressa nos envelopes do Bradesco, quando o Sr. Amador Aguiar comandava o banco e a Fundação Bradesco (a qual nem sei se ainda existe).
“EDUCAI AS CRIANÇAS E NÃO SERÁ PRECISO PUNIR OS HOMENS”
Basta cada um fazer a parte que lhe compete.
Direito todo mundo quer ter.
Deveres todos tem, mas cumprir ninguém quer.
Só isso, simples assim.
Abçs,
Paulo Gil