Empresas de ônibus de Curitiba alegam prejuízo de R$ 19 milhões desde março
Publicado em: 15 de agosto de 2016
Companhias dizem que pagamento do 13º salários dos funcionários corre risco
ADAMO BAZANI
As empresas que operam o transporte coletivo por ônibus em Curitiba divulgaram balanço no qual afirmam que entre março e julho deste ano acumulam prejuízo de R$ 19 milhões e que os trabalhadores correm o risco novamente de terem o pagamento do 13º salário atrasado.
Segundo o Setransp, que é o sindicato que reúne as empresas de ônibus de Curitiba e região metropolitana, neste período foram transportados 5 milhões 529 mil e 162 passageiros a menos que o projetado pela Urbs- Urbanização de Curitiba S.A., que gerencia os transportes na capital paranaense.
Os empresários dizem que é justamente no cálculo de projeção de demanda que reside o maior problema financeiro hoje do sistema municipal, que já foi referência mundial em mobilidade.
Aa receitas do sistema são calculados por meio de uma previsão do número de passageiros que vai de março até fevereiro do ano seguinte, que é o mês quando ocorre a revisão da tarifa- técnica, que é a remuneração das empresas de ônibus.
As viações acusam a Urbs de projetar uma demanda maior do que realmente ocorre.
Segundo as companhias, isso acontece de maneira seguida.
“Pelo quinto mês consecutivo, o número de passageiros pagantes equivalentes projetado pela Urbanização de Curitiba (Urbs) para o cálculo da tarifa técnica não se confirmou. A gestora do sistema de transporte esperava que 17.627.039 usuários embarcassem nos ônibus em julho de 2016, mas a realidade foi outra: 16.175.591. Multiplicando-se a diferença entre o total de passageiros projetado e o realizado (1.451.448) pelo valor recebido pelas empresas, de R$ 3,45 – valor da tarifa técnica (R$ 3,6653) menos 4% da Taxa de Administração da Urbs e 2% de ISS –, as empresas amargaram só no mês passado um prejuízo de mais de R$ 5 milhões.” – diz a entidade patronal, em nota
Na mesma nota, as empresas de ônibus não descartam dificuldades para pagar as obrigações com os trabalhadores.
“Diante dessa situação, as empresas demonstram preocupação com o pagamento de seus compromissos no fim do ano, principalmente em relação ao 13º salário de seus colaboradores, e pedem que medidas sejam tomadas a fim de que a população não corra o risco de sofrer com greves, como ocorreu em 2014 e 2015, por causa do desequilíbrio do sistema. Se as receitas são deficitárias, de nada vale argumentar que os recebimentos das empresas estão sendo pagos em dia, uma vez que são insuficientes.”
Segundo a Urbs, todas as projeções de demanda seguem o contrato e que os números diferentes fazem parte do risco do negócio.
“O reflexo da projeção vai ser considerado no calendário base do ano seguinte. E existem variáveis que compõem essa programação. Além disso, em um ano pode ter tido greve, no outro podem ter tido mais feriados [prolongados]. De qualquer forma, há um risco próprio da atividade empresarial” disse o presidente da Urbs, Roberto Gregório da Silva Junior.
DESINTEGRAÇÃO PIROU SITUAÇÃO DA URBS:
Quando houve a desintegração da RIT – Rede Integrada de Transporte, com a separação financeira entre as linhas metropolitanas e as linhas urbanas municipais de Curitiba, a Urbs dizia que os ônibus intermunicipais era deficitários no sistema.
Estudo da Fipe – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP, encomendada pelo governo do Estado com concordância da prefeitura de Curitiba, no entanto, provou o contrário.
Na época, a Urbs dizia que a integração com os ônibus metropolitanos causava prejuízo. Mas o estudo, na mesma ocasião mostrou que 31,2% de toda a receita do sistema eram originados pelas linhas metropolitanas, com isso, gerando lucro de 3,38%, cobrindo desta forma o prejuízo das linhas urbanas municipais.
A desintegração ocorreu por desentendimento político entre o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, e o governador do Paraná, Beto Richa, de partidos rivais.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Digitação: Wilson Bazani




Amigos, boa noite.
O buzao pode dar tudo, mas prejuizo nunca.
Pode nao estar faturando o quanto querem, mas prejuizo nunca, com todos os defeitos que se arradtam a mais de meio seculo.
E mentira Terta ?????
Verrrrrrrdade.
Att,
Paulo Gil