Secretário de Transporte admite que dificilmente a cidade cumprirá lei que determina troca de combustíveis.
RENATO LOBO
A prefeitura de São Paulo terá que retirar o termo “Ecofrota” em ônibus que rodam com combustível a diesel, determinou o Conselho Superior do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária – Conar. Após denúncia do Vereador Gilberto Natalini, o Conselho de Ética do órgão decidiu, por unanimidade, acolher a representação.
“O programa sofreu retrocesso e descontinuidade na gestão do prefeito Fernando Haddad, por suspender o uso do B20.”, afirma o vereador.
A prefeitura, por sua vez, defendeu o uso do termo em veículos elétricos e etanol, mas nos demais veículos reconhece que não se justifica manter a propaganda, e deve determinar a retirada dos adesivos. Os veículos mais novos não possuem os dizeres, já que usam combustível comum.
O secretário Municipal de Transportes, Jilmar Tatto, afirmou em diversas ocasiões que o cumprimento da lei, que determinava 100% da frota de ônibus com combustíveis limpos até 2018, dificilmente seria cumprida. Na nova licitação dos transportes, não existe um cronograma claro para uma substituição de veículos que atenda a esta lei. Cabe lembrar que as novas empresas devem operar o sistema por 20 anos, com possibilidade de prorrogação por mais 20.
Um estudo preliminar do IEMA – Instituto de Energia e Meio Ambiente, com base nos inventários da Secretaria de Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo e da Cetesb – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, contatou que setor de transportes na capital paulista e os ônibus respondem por 19% das emissões de poluentes na cidade.
Renato Lobo, técnico em Transportes Sobre Pneus e Trânsito Urbano