QUE SIRVA DE LIÇÃO: Apenas 18% das Obras de Mobilidade para a Copa saíram do papel
Publicado em: 27 de junho de 2016
EDITORIAL

Abandonados e sem funcionar, VLTs de Cuiabá sofrem com sinais do tempo. Será necessário gastar para reformar Reprodução/Planservi/Sondotécnica/ hipernoticias
Apesar de os problemas serem frequentes em modais mais complexos, até mesmo obras mais simples estão atrasados
ADAMO BAZANI
Se a vergonha para a nação fosse apenas o 7 a 1, goleada sofrida pela seleção da CBF no jogo contra a Alemanha, ainda estaríamos no lucro e felizes.
A Copa do Mundo de 2014 significou muito mais perda que vantagens para o Brasil.
Os bilionários estádios se tornaram verdadeiros elefantes brancos em diversas cidades. Alguns jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol são feitos nestes estádios apenas para justificar a permanência deles, mesmo com os times participantes não tendo nada a ver com as cidades destas “arenas”.
O tal legado da mobilidade urbana, entretanto, é um dos aspectos mais vergonhosos para o País em relação à Copa do Mundo. Muito dinheiro foi gasto, porém pouca coisa efetivamente está a serviço da população.
Dados do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, que financiou grande parte destas Obras , da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos e das secretarias estaduais revelam um dado frustrante. Até junho de 2016, portanto, dois anos depois da Copa, apenas 18% das obras de transportes projetadas até a Copa do Mundo saíram do papel, sendo que a maioria está ainda incompleta, como mostrou reportagem de Reneé Pereira de O Estado de São Paulo deste domingo, 26 de junho de 2016.
De 125 projetos que tiveram disponíveis em torno de R$ 150 bilhões, apenas 22 obras foram iniciadas, mas a minoria foi entregue plenamente.
Apesar de os recursos disponibilizados pelo PAC terem sido altos, ainda assim houve falta de dinheiro, mas dos estados e municípios. Como as obras precisam de contrapartida locais, muitas das administrações não tinham os recursos necessários.
Além disso, o PAC não financia desapropriações e algumas delas sairiam tão caras quanto às obras em si.
Mas não foram apenas questões financeiras que evidenciam a vergonha da mobilidade da Copa do Mundo e que devem servir de exemplo para que os erros não sejam repetidos.
Em muitos casos, os projetos foram mal elaborados, tiveram de ser refeitos e estão empacados. Além disso, há escolhas equivocadas, populistas e duvidosas dos modais de transportes.
O caso mais emblemático é do VLT – Veículo Leve Sobre Trilhos Cuiabá-Várzea Grande, no Mato Grosso. Inicialmente, o projeto era de um BRT – Sistema de Corredores de Ônibus Rápidos, mas num movimento com suspeitas de fraude, foi alterado para ser VLT.
O resultado é que o modal já consumiu R$ 1,06 bilhão e até agora não ficou pronto. Deve consumir mais R$ 630 milhões pelo menos. Tudo dos bolsos da população.
O BRT projetado para a demanda custaria em torno de R$ 500 milhões.
A questão não se refere apenas ao modal, mas à escolha correta e ao dimensionamento da demanda em relação custo-benefício. Por exemplo, não vale a pena gastar muito num modal tão caro para atender praticamente a mesma quantidade de pessoas.
Além disso, os projetos devem ser feitos sem o típico exibicionismo político, com cuidado, sem pressa e, acima de tudo, com respeito ao dinheiro público, caso contrário, podem virar micos.
Até o momento, os monotrilhos de São Paulo, sistema de trens leves com pneus que circulam em elevados, têm sido motivos de constrangimento para o governo da gestão Geraldo Alckmin. Apenas um monotrilho foi pensado para a Copa do Mundo, quando ainda os jogos tinham sido pensados para o Morumbi e não para o estádio em Itaquera.
Mas, independentemente de serem Matrizes da Copa do Mundo ou não, os monotrilhos de São Paulo até o momento têm sido uma grande decepção da gestão Alckmin em relação aos transportes metropolitanos. Os sistemas não saem do papel e devem ficar ao menos 130% mais caros.
O Governo de São Paulo prometeu entregar entre 2012 e 2015, um total de 59,7 quilômetros de monotrilhos em três linhas. Apenas 2,9 quilômetros entre as estações Oratório e Vila Prudente, da linha 15 Prata estão em operação e ainda com horário menor que dos trens, metrô e ônibus.
Mas até meios de transportes cuja Implantação é mais barata, rápida e eficiente nem sempre acabam dando certo. É o que acontece, por exemplo, com o BRT no Espírito Santo. Em Vitória, foi planejado um novo sistema de BRT, que custaria em torno de R$ 1,8 bilhão, mas faltou dinheiro do Estado. Há garantidos R$ 530 milhões do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e R$ 210 milhões de verbas próprias. Uma das soluções é fazer alguns trechos de BRT mesclado com outros trechos de Corredores de Ônibus mais simples. Não é o ideal, mas é o possível.
Já o BRT de Belém teve de ser adequado por causa de erros de projetos. Por exemplo, as estações eram de um modelo incompatível com clima quente da cidade.
Assim, a escolha do modal não deve se basear no quesito político e tão pouco na imagem de se passar algo moderno e diferente para cidades.
Deve se pensar nas condições financeiras, na urgência de soluções imediatas – os cidadãos não podem esperar mais – e na necessidade de projetos de longo prazo. Não adianta gastar recursos financeiros em modais caros, mas que se esgotam com o tempo.
Assim um dos caminhos mais inteligentes para cidades é resolver problemas de primeira hora dando prioridade a investimentos em corredores de ônibus, enquanto se avança uma malha metroferroviária de verdade, de alta capacidade de atendimento.
Que o mau exemplo da mobilidade urbana para a Copa do Mundo sirva para outros novos projetos de remodelação de transportes das cidades.
Um dos exemplos é Curitiba, cujos BRTs são considerados exemplos mundiais de mobilidade, mas que apresentam sinais de saturação. Para a capital paranaense são apresentadas alternativas como o VLT – Veículo Leve sobre Trilho.
No entanto, é necessário verificar se será gasto muito dinheiro para um sistema que pode se esgotar com o tempo ou se vale mais a pena ampliar e melhorar a rede de corredores de ônibus enquanto a cidade caminha para metrô de alta capacidade, subterrâneo, que não seja sobreposto onde a oferta de transportes é satisfatória.
Mais visão técnica e menos empolgação. É isso que a mobilidade precisa.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Bem, nesta altura do campeonato dá uma vontade de soltar mil palavrões, mas, em Respeito ao Nosso Grande Ádamo Basani e demais Internautas, vou Segurar a Bomba da Indignação e Revolta ao Ler esta Notícia, que não é nenhuma Novidade quando o Assunto é o Nosso Rico Dinheirinho jogado no Lixo com a Copa do 7X1. Agora com os Jogos Olímpicos que está Demandando um Gasto 5 Vezes Maior que o Mundial de 2014, o País está sem dinheiro em Caixa, a Previdência Social está Quebrada e o Sujeito que deseja se Aposentar vai esperar dentro do Caixão, dentre outros Problemas que o Brasil está passando Financeiramente. A História se Repete e é uma Vergonha que isto se Torne tão Comum nos Noticiários. “MEDALHA DE OURO PARA A FALTA DE VERGONHA E MEDALHA DE PAPEL PARA O POVÃO QUE RECEBE O PÃO E O CIRCO !!!
Só tenho uma coisa pra dizer, corrupção isso o próprio povo pratica no dia a dia, por isso não reclamamos, uma vergonha.
Pois é, Meu Caro, Rodrigo Santos, Medalha de Ouro para Você. É uma Verdade mesmo que nós mesmos cometemos as nossas “pequenas” Corrupções do dia-a-dia e por isso mesmo não devemos reclamar. “Falou Tá Falido !!!
Estamos literalmente, e rindo da desgraça.
…Correção: Ádamo Bazani, com “Z”. É tanta indignação ao ler esta Notícia que eu até erro na Gramática. Abraço !
Amigos, boa noite.
Alem de profissional voce e uma pessoa educada.
“Vergonhoso” e um otimo adjetivo, mas todos sabemos que e muiiiiiiiiiiito pior do que isso nao so no termo bem como no alto grau de ilicitude e impunidade.
As imagens sao de cortar o coracao.
Acrescento a materia o BRT de Pernambuco inacabado e abandonado o Terminal de Abreu e Lima uma regiao de alta densidade populacional.
Eu vi com os meus olhos e ja lhe mandei a foto, se quiser publicar fique a vontade.
Lembrando a personagem da TV.
“Brasileiro e taaaaoo bonzinho”
So o povo pode mudar essa …
Att,
Paulo Gil
Medalha de Ouro pra Ti, Meu Caro, Paulo Gil: “Brasileiro é taaaaoo Bonzinho, inocente, funkeiro, noveleiro e vive nos ZapZap da Vida”. Estamos na Unha do Capeta mesmo !!!
Emilio Santos, boa noite.
Valeuuuuu, e isso ai.
Vamos e ter de abracar o capeta, alias acho que ele e que ja abracou todos os contribuintes.
Abcs,
Paulo Gil