Linha 6 Laranja do Metrô com nova previsão: somente em 2021
Publicado em: 22 de junho de 2016
Nova data foi informada na manhã desta quarta-feira pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Monotrilhos das linhas 15 e 17 serão parcialmente entregues em 2018 e no ABC, ainda não há previsão
ADAMO BAZANI
A ligação do metrô entre Brasilândia, na zona norte de São Paulo, e a estação São Joaquim, na região central, só vai ficar pronta em 2021, ou seja, um ano a mais em relação a última promessa, que foi 2020.
A informação foi confirmada na manhã desta quarta-feira, 22 de junho de 2016, pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e pelo secretário de transportes metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni.
O secretário atribuiu esse atraso na linha 6-Laranja do Metrô à falta de repasse do Governo Federal.
“Nós tivemos por conta de um ano de atraso no recebimento do financiamento federal, da Caixa Econômica Federal, um pequeno atraso no pagamento das desapropriações” – disse em coletiva.
O Consórcio Move, responsável pela construção, quer entregar a linha até 2020, mas o cronograma oficial agora prevê a conclusão para 2021.
A linha deve custar R$ 9,7 bilhões, divididos entre o poder público e a iniciativa privada. Quando estiver pronta, a linha 6 Laranja deve beneficiar 600 mil passageiros por dia.
São 15 estações em 15,9 quilômetros de extensão: Brasilândia, Vila Cardoso, Itaberaba – Hospital Vila Penteado, João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Pompéia, Perdizes, Cardoso de Almeida, Angélica – Pacaembu, Higienópolis – Mackenzie, 14 Bis, Bela Vista e São Joaquim.
A previsão é de que 29 trens circulem neste trajeto. Haverá integração com a CPTM e a linha 4 Amarela do Metrô.
MONOTRILHOS:
A previsão para conclusão dos monotrilhos de São Paulo das Linhas 15 Prata, na zona leste de São Paulo, e 17 Ouro da Zona Sul, foi confirmada para 2018.
Por questões relacionadas à complexidade do modal, falta de verbas, dificuldades das licitações, desistência de empreiteiras, desapropriações, problemas técnicos e de financiamento, os monotrilhos são, neste momento, os meios de transporte com mais dificuldade para avançar.
Os prazos iniciais para conclusão eram 2012, depois 2014, 2015, 2017 e agora, 2018.
A linha 18-Bronze do monotrilho do ABC não teve as obras iniciadas e não há previsão para o sistema ser entregue.
Somente nesta segunda-feira foram retomadas as obras de um pátio do monotrilho e de três estações da linha 17: Campo Belo – integrada à Linha 5-Lilás do Metrô, Vila Cordeiro e Chucri Zaidan.
As obras foram paralisadas no final do ano passado pelas antigas empreiteiras, Andrade Gutierrez e CR Almeida, que alegavam dificuldades financeiras.
Somente em 7 de abril que o Metrô contratou o consórcio TIDP, formado pelas empresas Tiisa – Infraestrutura e Investimentos S/A e DP Barros Pavimentação e Construção LTDA, para continuar as intervenções.
Este mesmo consórcio já atua nas obras das estações Vereador José Diniz, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto e Congonhas, do monotrilho da linha 17.
O Governo de São Paulo prometeu entregar entre 2012 e 2015, um total de 59,7 quilômetros de monotrilhos em três linhas. Apenas 2,9 quilômetros entre as estações Oratório e Vila Prudente, da linha 15 Prata estão em operação e ainda com horário menor que dos trens, metrô e ônibus.
Duas linhas, a 15- Prata e a 17 – Ouro, que somam 44 quilômetros estão em construção, sendo que 21,9 quilômetros foram descartados dos cronogramas iniciais.
Na linha 15-Prata são 16 quilômetros e oito estações a menos. A linha 17-Ouro perdeu 10 quilômetros e 11 estações. Confira abaixo:
A linha 15 Prata deveria ter 26,7 quilômetros de extensão, 18 estações entre Ipiranga e Hospital Cidade Tiradentes ao custo R$ 3,5 bilhões com previsão de entrega total em 2012. Em 2015, orçamento ficou 105% mais alto, com o valor de R$ 7,2 bilhões. O custo por quilômetro sairia em 2010 por R$ 209 milhões, em 2015 por R$ 260 milhões e, no primeiro semestre de 2016, subiu para R$ 354 milhões. A previsão de 9 estações agora é para 2018. Está congelado o trecho entre Hospital Cidade Tiradentes e Iguatemi e Vila Prudente-Ipiranga. O governo do estado promete atendimento a uma demanda de 550 mil passageiros por dia
A linha 17 Ouro do monotrilho deveria ter 17,7 quilômetros de extensão, com 18 estações entre Jabaquara, Aeroporto de Congonhas e região do Estádio do Morumbi ao custo de R$ 3,9 bilhões com previsão de entrega total em 2012. Em 2015, o orçamento ficou 41% mais caro somando R$ 5,5 bilhões e a previsão para a entrega de 8 estações até 2018. Em 2010, o custo do quilômetro era de R$ 177 milhões. Em 2015, o custo por quilômetro seria de R$ 310 milhões e no primeiro semestre de 2016 foi para R$ 325 milhões. O monotrilho, se ficar pronto, não deve num primeiro momento servir as regiões mais periféricas. Assim, os trechos entre Jabaquara e a Aeroporto de Congonhas e entre depois da Marginal do Rio Pinheiros até a região do Estádio São Paulo-Morumbi, passando por Paraisópolis, estão com as obras congeladas. Com este congelamento, não haverá as conexões prometidas com a linha 4 Amarela do Metrô na futura estação São Paulo – Morumbi, e nem com estação Jabaquara e da Linha 1 Azul do Metrô e Terminal Metropolitano de Ônibus e Trólebus Jabaquara, do Corredor ABD. Segundo o site do próprio Metrô, quando estiver totalmente pronto, este sistema de monotrilho atenderá 417 mil e 500 passageiros por dia.
A linha 18 Bronze deveria ter 15,7 quilômetros de extensão, com 13 estações entre a região do Alvarenga, em São Bernardo do Campo, até a estação Tamanduateí, na Capital Paulista ao custo de R$ 4,5 bilhões com previsão de entrega total em 2015. Em 2015, orçamento estava 14% mais caro, chegando a R$ 4,8 bilhões, sem previsão de entrega. A previsão de demanda é de até 340 mil passageiros por dia, quando completo. O custo hoje por quilômetro em 2015 seria de R$ 305 milhões. Como as obras não começaram, especialistas defendem outro meio de transporte para a ligação, como um corredor de ônibus BRT, que pode ser até cinco vezes mais barato com capacidade de demanda semelhante.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Amigos, boa noite.
2099 está cada vez mas próximo de se tornar o ano das grandes realizações.
Desse jeito vou ter de substituir 2099.
Só para lembrar: A MENOR DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS É UMA RETA”
Bom, mais uma vez vou contribuir com uma sugestão; sem verbas e 2021 é melhor optar pelo “Metro a lá Paulo Gil”.
O “BUZOTREM.FLEX” ; assistam.
https://www.youtube.com/watch?v=mzsbxu2tU1I
Quem sabe dá para remediar o “Aerotrem”.
Att,
Paulo Gil
Esse chassi foi construido pela Engesa e hoje não existe mais.
Ligava duas cidades as margens do rio Iguaçu sendo União da Vitoria no Estado Paraná e Porto União em Santa Catarina.
A Ligação ferroviária desenvolveu as cidades a beira rio e a ligação por rodovia entre elas fica longe do Centro.
O novo veículo encurtava as distâncias.
Tive oportunidade de conhecer “in loco” a implantação do sistema.
Uma pena que não vingou. Desconheço os motivos.