Gontijo e Águia Branca pagaram R$ 7 milhões em Caixa 2 para Pimentel, diz delator
Publicado em: 8 de junho de 2016
De acordo com Benedito Oliveira, o Bené, dinheiro foi para empresas de pesquisa e escritório de advocacia.
ADAMO BAZANI
O operador do PT, Benedito Rodrigues de Oliveira, Bené, preso na Operação Acrônimo, da Polícia Federal, em 29 de maio de 2016, disse nesta semana, em delação premiada, que as empresas de ônibus interestaduais Gontijo e Viação Águia Branca destinaram R$ 7 milhões por meio de Caixa Dois à campanha do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.
O delator deu detalhes de como foram feitos os supostos pagamentos.
De acordo com o jornalista Guilherme Amado, do jornal O Globo, Bené disse que a Gontijo pagou uma nota fiscal emitida pela empresa de pesquisas de opinião Vox Populi por serviços relacionados à campanha. Além disso, a companhia de ônibus pagou um escritório de advocacia.
Ainda de acordo com o depoimento, a Gontijo também entregou para campanha, R$ 600 mil em espécie para outros gastos. O dinheiro teria sido guardado numa quitinete que abrigava os recursos ilegais da campanha em dinheiro vivo. O imóvel fica em Brasília e teria, no total, R$ 12 milhões escondidos.
Já a Viação Águia Branca, segundo ainda a delação de Bené, teria pagado notas emitidas pelas empresas de pesquisa Midia Vox e Vox Populi e para uma empresa de artes gráficas e plotagem. Tudo seria para serviços da campanha.
As empresas de ônibus ainda não se pronunciaram.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes




As coisas estão começando a ficarem claras.
As coisas estão começando a ficarem claras. 2.