Redução de velocidade é fundamental, mas motoristas precisam entender as vias, diz entidade internacional

Região central de São Paulo. Faixas de pedestres, ciclovias e espaços para ônibus são elogiados por entidade internacional.Fernando Pereira/Secom

De acordo com o levantamento da WRI Brasil, 114 países adotaram a redução de velocidade com resultados positivos, mas readequações são fundamentais.

ADAMO BAZANI

A redução do limite de velocidade nas áreas mais adensadas e em vias servidas por transporte público tem reduzido sensivelmente o número de acidentes em todo mundo, de acordo com a WRI Brasil, consultoria internacional especializada em Cidades Sustentáveis.

Levantamento mais recente da entidade aponta que no mundo existem 114 países que adotaram velocidade máxima de 50 quilômetros por hora nas vias urbanas. Em outras regiões a velocidade ainda é menor, 30 quilômetros por hora. A entidade também elogiou a criação das Áreas 40, onde o limite de velocidade de 40 quilômetros por hora, na capital paulista.

“No mundo, são 114 os países que adotaram a velocidade máxima de 50 km/h nas vias urbanas. Paris, a capital da França, por exemplo, tem limite de 30 km/h em grande parte da cidade, já que foram tantas Zonas 30 implantadas que praticamente se encontraram.

Já no Brasil, São Paulo é um bom exemplo com suas Áreas 40, locais onde a velocidade máxima nas vias é de 40 km/h. As ações voltadas para a segurança viária na cidade refletem em uma queda de 20,6% no número de mortes no trânsito no ano de 2015, segundo levantamento feito pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

A iniciativa das implantações começou em outubro de 2013, e já são 12 Áreas 40 na cidade. Entre elas, estão Lapa, Brás e Santana, que podem receber propostas de requalificação a partir do Concurso São Paulo Áreas 40, promovido e organizado pelo WRI Brasil Cidades Sustentáveis em parceria com a Iniciativa Global em Segurança Viária da Bloomberg Philanthropies.” – informa a WRI, em nota.

Mas a entidade é categórica ao afirmar que não basta reduzir a velocidade se não houver conscientização do motorista e até mesmo soluções de engenharia de tráfego alterando, a configuração de algumas vias e o fluxo dos veículos.

“Apesar de a redução dos limites de velocidade já ser um grande passo em busca de mais segurança, também é preciso pensar na geometria da via. O desenho da rua deve ser pensado de forma que os condutores entendam os limites de velocidade de várias maneiras, não só pela placa que foi colocada. É importante que a gente entenda como os usuários da via se comportam e faça os desenhos das nossas vias considerando as demandas, as necessidades e interesses de direção de movimentação”  – disse na nota a especialista em Segurança Viária do WRI Brasil Cidades Sustentáveis, Rafaela Machado.

Exemplos de resultados no aumento da segurança viária em locais onde a velocidade foi limitada a 50km/h

A entidade vai realizar um concurso para auxiliar a requalificação das vias em três regiões onde forma instaladas Áreas 40 na capital paulista: Lapa Brás e Santana.

O objetivo é receber contribuições de especialistas, profissionais e do mundo acadêmico para orientar o motorista, além das placas disponíveis em postes e por sinalização de solo, dando preferência ao transporte coletivo e não motorizado, mas sem criar armadilhas para quem está no carro.

As inscrições podem ser feitas no site: http://concursoareas40.org./

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

4 comentários em Redução de velocidade é fundamental, mas motoristas precisam entender as vias, diz entidade internacional

  1. Amigos, boa noite.

    O site não disponibiliza de forma aberta os termos do Edital.

    Ideias valem dinheiro e para tal o edital é fundamental para os interessados saber quais são as condições propostas.

    Att,

    Paulo Gil

    • Complementando.

      Não adianta ter área 40, ou preferencialmente zero; se o sistema do buzão
      e mais lerdo do que era a CMTC, agora um carro de 21 em 21 minutos.

      Lembrando que o “carro bota” existe até hoje com GPS e tudo.

      Uma boa opção é desmontar os Aerotrens “Penha – Lapa” e fazer Aerotrens curtos, criando assim uma rede de transporte em Sampa.

      As ligações para os trilhos são do tipo Penha – Lapa, portanto não atendem.

      Na 8 tem uma linha que vai para a Lapa mas ele anda para tras, só vendo, quando vi pela primeira vez desacreditei, pensei mas a Lapa é pra lá.

      Tem uma outra a 809-H que não utiliza parte de uma via melhor pavimentada e menos ingrime, por um trecho de uma paralela mais ingrime, ondulada, esburacada e apertada.

      Essa eu queria entender qual a técnica que justifica isso, eu sinceramente acho um absurdo.

      E assim vai, zig zag caranguejado, subidona esburacada e por hora um carro de 21 em 21; não é pra menos né.

      PREVISÍVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

      Att,

      Paulo Gil

  2. Em SP ainda segue a mente de que ter carro e ostentar, e ser dono das vias, que se dane quem anda de outra coisa, e querer correr ate onde não der mais, ainda tem muita gente com esse pensamento.

  3. Tema merece análise mais profunda.
    Óbvio que a maioria das vias locais de Sampa só permitem 50 km/h ou menos.
    Daí a impor 50 km/h máximos em vias segregadas de três pistas por sentido e sem tráfego de pedestres nem calçadas é muito diferente. Regras hipócritas, que desprezam bons projetos de engenharia de vias públicas.

    O Código Nacional de Trânsito ESPECIFICA de forma consciente e responsável velocidades máximas em relação ao tipo de via.
    A confusão criada por prefeitos inconsequentes e oportunistas serve para confundir motoristas, gerando montes de multas injustas

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