Governo do Estado tem licença ambiental para construir 12,5 quilômetros, no entanto, alega falta de verbas. Monotrilhos também apresentam problemas
ADAMO BAZANI
O governo Geraldo Alckmin adiou por um ano o início da expansão da linha 2 Verde do Metrô, de Vila Prudente, na zona Leste de São Paulo, até Guarulhos, na região metropolitana.
O motivo alegado é falta de verbas. A gestão culpa o Governo Federal por atrasos nos repasses da União. Parte do financiamento da expansão da linha 2 Verde deve vir do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
O início das obras tem sido atraso desde setembro de 2014 e a promessa inicial era de conclusão em 2020. Foram assinados contratos de obras com oito consórcios, cada um responsável por um trecho de intervenção.
O governo do estado já tem as licenças ambientais para o prolongamento da linha. Seriam 12,5 quilômetros com 12 novas estações, uma nova conexão com a estação Vila Prudente – hoje um dos extremos da linha, e a construção de um pátio de manobras de manutenção para os 35 trens que a linha receberia.
A gestão Geraldo Alckmin também congelou a construção dos extremos das Linhas 15 Prata e 17 Ouro dos monotrilhos.
Na linha 15 Prata está paralisado o cronograma do trecho entre São Mateus e Cidade Tiradentes, na zona Leste de Sã Paul. Já linha 17- Ouro estão sem previsão de conclusão as obras do trecho entre o aeroporto de Congonhas até Jabaquara e no outro extremo, da Marginal Pinheiros até a região posterior ao Morumbi, atendendo a área da favela do Paraisópolis.
Os trechos destas duas linhas somam 21,9 quilômetros, dos 44 quilômetros prometidos.
Também não está em programação o início das obras da linha 18 do monotrilho, do ABC, e que nas duas fases deve somar 15,7 quilômetros.
Além de problemas de falta de verba, a linha 18 do monotrilho do ABC reúne dúvidas técnicas sobre a viabilidade do modal para o trecho e das obras.
Adamo Bazani jornalista especializado em transportes