Greve de ônibus prejudica passageiros em dia nacional de paralisação

Motoristas e cobradores de ônibus paralisam atividades na manhã desta quarta-feira contra violência em favor da Dilma. Foto Fábio Rogerio/Arquivo

Diversas cidades amanheceram sem serviços de transportes. Algumas devem retornar os serviços logo nesta manhã.
ADAMO BAZANI
Com agências
Motoristas e cobradores de ônibus realizam nesta quarta-feira, 16 de dezembro de 2015, o que chamam de paralisação nacional contra a violência e também contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A manifestação foi convocada por centrais sindicais que apoiam a presidente como CUT – Central Única dos Trabalhadores, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes da Central Única dos Trabalhadores (CNTTL-CUT), Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central.
No Distrito Federal, o governo local liberou as faixas de ônibus para tráfego comum, exceto o corredor Expresso DF.. Aproximadamente 2.500 ônibus deixaram de rodar na capital do Brasil. O Distrito Federal tem 12 mil rodoviários que atendem diariamente cerca de 1 milhão de passageiros.
Em Salvador, também os usuários amanheceram sem linhas de transporte coletivo operando. Nesta manhã na capital baiana os trabalhadores também se revoltam pela violência contra um cobrador baleado na última segunda-feira durante um assalto. Em Feira de Santana também houve protestos que paralisaram  ônibus municipais e intermunicipais.
Em Sorocaba e região, também não há serviços de transporte coletivo pelo menos até às 9 horas da manhã. No total há 20 empresas afetadas também nas cidades de Itapeva e Itapetininga, de acordo com o sindicato dos trabalhadores da região.
Em Maceió, pelo menos 100 mil passageiros são prejudicados com a falta de transporte coletivo. O sindicato dos trabalhadores decidiu manter os ônibus nas garagens até às 9 horas da manhã.
Além do ingrediente político, a falta de segurança também é a motivação dos protestos em Maceió. Uma série de ataques a ônibus foram registradas recentemente, como na última no último domingo, dia 13, e na segunda-feira. Em Natal, os passageiros também não puderam contar com os ônibus nesta manhã.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes .

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