Uso de biocombustíveis nos ônibus da Suécia chega 67%

ônibus menos poluentes

Ônibus menos poluentes são largamente utilizados na Europa.

No Brasil, nem mesmo a lei de mudanças climáticas vai ser cumprida em São Paulo

ADAMO BAZANI

Enquanto o Brasil patina na questão do incentivo a ônibus movidos por fontes de energia menos poluentes, outros países dão exemplos de como é possível fazer com que o transporte público traga ainda mais vantagens para o meio ambiente.

É o caso da Suécia. Segundo dados revelados pela Associação de Transporte Público Sueco, o uso de biocombustíveis nos transportes públicos neste ano já representa 67% da matriz energética dos ônibus no país. Em 2006, eram apenas 6% e em 2014, já tinham representado 58%.

Estocolmo é o local onde mais são usados biocombustíveis em ônibus no País, sendo responsável por 85,7% do consumo de energia dos transportes públicos.

Em São Paulo, a Lei de Mudanças Climáticas, criada em 2009 e que prevê que até 2018 nenhum ônibus da capital paulista dependa exclusivamente de combustíveis fósseis, não deve ser cumprida. O secretário Municipal de Transportes, Jilmar Tatto, já declarou neste ano que será impossível cumprimento da meta determinada pela Lei de Mudanças Climáticas. Tatto alegou que pode haver falta destes combustíveis e que também não há uma produção em escala de ônibus com fontes de energia alternativas ao petróleo que supra a frota da cidade.

Especialistas em mobilidade urbana, meio ambiente e também a indústria não concordam com a posição de Jilmar Tatto.  Alegam que faltam no país, incentivos para os combustíveis não poluentes e que os veículos que se movem com essas fontes de energia mais ambientalmente amigáveis não são colocados em exigências para renovação de frota de uma maneira que deixa o investimento nestes ônibus mais atraente para os empresários.

Nem mesmo no edital de licitação, que deve remodelar o sistema de transportes por ônibus na cidade de São Paulo pelos próximos 20 anos, podendo os contratos ser renovados por mais 20 anos, prevê um cronograma para substituição mesmo que gradual dos ônibus movidos exclusivamente a diesel.

No caso da Suécia, o combustível renovável utilizada em maior escala é o biodiesel seguido pelo biogás e pelo etanol ED 95.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Wes disse:

    Não dá pra comparar o reino da banana com a maioria dos países europeus…

    A diferença cultural e o nível de sabedoria em assuntos que deveriam ser d nosso interesse é abismal e infelizmente quem perde somos nós.

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