Agência Internacional de Energia diz que setor de transportes deve buscar eficiência para reduzir poluição global

trolebus

Agência Internacional de Energia diz que transportes devem buscar eficiência energética e a redução do uso dos combustíveis fósseis. Mais metrô, trens , ônibus a bateria e trólebus são consideradas soluções de efeitos imediatos.

Maiores redes de transportes públicos e investimentos em fontes de energia renováveis devem estar entre as principais ações para metas até 2030 serem concretizadas

ADAMO BAZANI

A AIE – Agência Internacional de Energia, entidade que reúne especialistas de diversos países em elaboração de políticas energéticas, divulgou nesta semana, relatório sobre as perspectivas da geração e consumo de energia no mundo, que deve ser destacado no COP 21, a Conferência do Clima de Paris, que será realizada entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro, reunindo mais de 15º países.

Os especialistas dizem que entre os setores que precisam investir em eficiência energética para que as metas de redução no ritmo emissões de gases de efeito estufa sejam alcançadas, está o de transportes, tanto de cargas como passageiros.

Eficiência energética, neste caso, é relacionada a diversas ações que vão desde a aplicação de tecnologias mais modernas para os motores dos veículos até ações de políticas públicas, como formas mais inteligentes de realização de viagens tanto urbanas como de longa distância.

Assim, o objetivo para que o aquecimento global e outros problemas relacionados à poluição sejam minimizados passa também pela necessidade de se transportar mais pessoas em menos veículos.

E isso só é possível pelo aumento das redes e qualificação dos serviços de transportes públicos por ferrovias e ônibus.

A busca pelo uso de fontes de energia não fósseis para o transporte coletivo é outro aspecto tido como fundamental, principalmente para os países considerados emergentes, como é o caso do Brasil.

Mais ferrovias de alta capacidade, como sistemas de metrô, e ônibus elétricos, sejam trólebus ou a bateria, ônibus a gás natural ou movidos por combustíveis renováveis, como biocombustíveis são os caminhos para um futuro com menos danos ambientais.

Segundo cálculos da Agência Internacional de Energia, entidade que foi criada na crise do Petróleo entre 1973 e 1974, para cumprirem todas as metas anunciadas, os 150 países devem investir de hoje até 2030, 13,5 trilhões de dólares no setor energético, sendo que 5,1 trilhões de dólares para tecnologias de baixo carbono com fontes de energias renováveis e 8,4 trilhões de dólares para a eficiência energética dos setores de transportes, indústria e construção civil.

Os 150 países que integram a cúpula representam 90% das atividades econômicas do mundo e também 90% da demanda mundial de combustíveis fósseis. Juntos, produzem 80% destes combustíveis.

Se as metas apresentadas por estes países forem cumpridas, haverá retornos positivos. As emissões de gases de efeito estufa continuarão crescendo, mas num ritmo bem menor.

Hoje o setor energético emite 38,2 gigatoneladas de gás carbônico por ano. Em 2030, serão 41,9 gigatoneladas , representando um crescimento de 0,5% apor ano, sendo menor que as taxas dos últimos anos.

Este crescimento menor deve ocorrer pela participação mais ampla de fontes de energia de baixo carbono, que hoje representam 20% do total e devem subir em 15 anos para 25%.

As emissões de gás carbônico para geração de energia elétrica devem permanecer estáveis, de acordo com as metas, o que é uma boa notícia, já que a demanda por energia elétrica deve aumentar 40%.

A AIE, entretanto, cobra dos países da cúpula mais coerência e clareza para a concretização destas metas.

Uma das práticas sugeridas pelos especialistas é a diminuição dos subsídios diretor ou indiretos para a produção e uso de fontes de energia fósseis, não renováveis.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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