As cenas de carros com placas oficiais em espaços exclusivos para ônibus ou cometendo outras irregularidades de trânsito são comuns, apesar de os veículos estarem sujeitos ao CTB. Haddad decide suspender uso deste tipo de identificação em carros da prefeitura.
Com isso, veículos perdem alguns privilégios em relação aos outros automóveis
ADAMO BAZANI
É muito comum a cena: veículos oficiais, com as placas pretas e símbolos dos poderes aos quais prestam serviços, estacionados de maneira irregular, circulando em faixas e corredores de ônibus, em espaços para deficientes, etc.
Apesar de estarem sujeitos ao Código de Trânsito Brasileiro, estes veículos (ou seus condutores e proprietários) dificilmente são punidos em casos de infração.
Alegando o objetivo de diminuir esta distinção e criar uma medida que sirva de exemplo na cidade, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, assinou nesta quarta-feira , dia 30 de setembro de 2015, um decreto para abolir o uso de placas autolacradas em automóveis oficiais da administração municipal.
Para isso, foi alterado um artigo do Decreto nº 29.431, de dezembro de 1990, sobre a gestão dos veículos a serviço do município.
A medida começa a valer na próxima segunda-feira, dia 05 de outubro de 2015.
Assim, a partir desta data, fica proibida a utilização de placas autolacradas em automóveis oficiais da Administração Direta e Indireta do município.
Podiam usar estes veículos o próprio prefeito e os secretários, embora que Haddad declarou ter só usado carros com placas comuns.
A medida não atinge os carros da Assembleia Legislativa e da Câmara Municipal de São Paulo.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes