História

Greve de ônibus no Recife e de cooperativas no DF

greve Recife

Ônibus parados na região metropolitana do Recife que entra no segundo dia de greve. Há paralisações também no Distrito Federal e ameaça em São Paulo. Foto: Reprodução TV Globo

Em Pernambuco, frota mínima não é respeitada. No Distrito Federal, 300 mil são prejudicados.

Em São Paulo, impasse pode provocar paralisação de ex-cooperativas

ADAMO BAZANI

Greves em dois grandes sistemas de transportes coletivos afetaram milhares de passageiros na manhã desta quarta-feira, 15 de julho de 2015.

No Recife e na Região Metropolitana, entra no segundo dia a paralisação de motoristas e cobradores de ônibus.

A Justiça do Trabalho determinou na segunda-feira que nos horários de pico, das 06 h às 9 h e das 16h às 20 h, fossem colocados ao menos 70% da frota em circulação pelo sindicato dos trabalhadores em transportes. No entanto, de acordo com o Urbana – PE, que é o sindicato que reúne as empresas, nesta manhã só estavam em circulação 42% (aproximadamente 1.200 ônibus) e ontem o percentual de 70% não teria sido respeitado. O sindicato dos rodoviários disse que nesta terça foi cumprida a determinação judicial de frota mínima.

O sindicato dos trabalhadores pede aumento salarial de 12% e o sindicato das empresas oferece 9,5%. Com isso, o salário mensal de motorista de ônibus passaria dos atuais R$ 1.765 para R$ 1.933. Já os ganhos dos cobradores iriam de R$ 812 para R$ 889.

A categoria pede aumento de 68% no vale-alimentação, que passaria de R$ 188 para R$ 320. Já as empresas oferecem 27% de aumento indo de R$ 188 para R$ 220.

DISTRITO FEDERAL:

No Distrito Federal, aproximadamente 300 mil pessoas foram prejudicadas nesta manhã pela paralisação de cooperativas de transportes públicos.

Os rodoviários pedem equiparação salarial aos rendimentos dos motoristas de ônibus convencionais, reajuste nos valores do tíquete-alimentação e cesta básica e redução de 40 minutos por dia na jornada de trabalho.

Um motorista de ônibus na região recebe R$ 2.100 por mês enquanto nas cooperativas, o salário é de R$ 1.171. Os cobradores em cooperativas recebem R$ 840 e nas empresas, R$ 1.220.

São cinco cooperativas que prestam serviços no Distrito Federal: Cootarde,  Coopertran, Cobrataete, Cootransp e Coopatag.

Ainda no Distrito Federal, já entra no terceiro dia a paralisação dos 103 motoristas , 92 cobradores e 46 funcionários da manutenção da TCB – Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília Ltda, empresa pública.

Os funcionários pedem 20% de reajuste salarial, 50% de aumento no valor do tíquete-alimentação, extensão dos planos de saúde aos familiares e direitos a herdeiros em caso de morte.

A empresa atende a 18 mil passageiros por dia com 33 ônibus em 14 linhas.

SÃO PAULO:

Motoristas e cobradores que atuam em empresas que se formaram a partir de cooperativas ameaçam cruzar os braços nesta semana.

Estas empresas foram criadas para o processo de licitação dos transportes na cidade, cujo modelo não vai aceitar as cooperativas.

No entanto, os motoristas e cobradores, que antes eram cooperados e agora, pelo menos teoricamente, se tornaram empregados, dizem que não receberam valores justos pelos veículos que eram sócios e que diversas cláusulas trabalhistas não estão sendo cumpridas pelas empresas recentemente criadas.

As companhias rebatem e dizem que recebem remuneração menor que as empresas do sistema estrutural. O valor é o mesmo de quando eram cooperativas.

A prefeitura, no entanto, diz que no momento da assinatura do contrato emergencial, já que a licitação dos transportes está atrasada, as novas empresas aceitaram os valores propostos pelo poder público.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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