Mobilidade Urbana afetada com corte no PAC. Governo admite recessão econômica
Publicado em: 23 de maio de 2015

Corredor de ônibus incompleto em São Paulo. Corte de 37% no PAC vai afetar ritmo das atuais obras de mobilidade urbano e atrasar o início de novos projetos. Governo Federal admitiu recessão econômica. Foto: Adamo Bazani.
Mobilidade Urbana vai ser afetada com corte do PAC e Governo Federal admite recessão
Programa de Aceleração do Crescimento sofreu redução de 37% e equipe econômica prevê queda de 1,2% no PIB
ADAMO BAZANI – CBN
Se o cidadão em diversas partes do País aguarda a conclusão de obras de mobilidade urbana, como construção de corredores comuns de ônibus, BRT – Bus Rapid Transit (corredores de ônibus com maior velocidade), monotrilho, VLT – Veículo Leve sobre Trilho e Metrô para melhorar os transportes e a qualidade de vida, vai ficar aguardando ainda mais.
Nesta sexta-feira, dia 22 de maio de 2015, diante do quadro econômico brasileiro, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, anunciou de forma oficial o corte de R$ 25,9 bilhões para este ano do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.
A maior parte das obras de mobilidade urbana é financiada com os recursos do programa. Governos estaduais e prefeituras que contam com o PAC já admitem rever o andamento das obras de transportes em execução e até mesmo adiar novos projetos.
Quando não se trata de obra emergencial, como no caso do PAC Mananciais, o programa funciona como uma garantia de reembolso aos projetos já iniciados. Primeiro a prefeitura e o Governo do Estado investem com os próprios recursos para iniciar as obras. Em seguida, o recurso do PAC é liberado. O mecanismo é para evitar que estados e cidades recebam o dinheiro e não realizem as intervenções.
Sem a garantia dos recursos, algumas obras sequer vão ser iniciadas.
O PAC também financia ações que foram bandeiras eleitorais de Luís Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, como o programa “Minha Casa, Minha Vida”, que sofreu diminuição de quase R$ 7 bilhões de recursos.
A redução do dinheiro disponível para o PAC neste ano faz parte dos cortes de gastos, chamados de contingenciamentos, na ordem de R$ 69,6 bilhões. O objetivo é conseguir o superávit primário, ou seja, recursos para que os juros da dívida pública sejam pagos.
O corte de R$ 25,9 bilhões do PAC representa 37% deste total.
Com isso, as verbas do PAC para 2015 que eram de R$ 66,4 bilhões foram reduzidas para R$ 40,5 bilhões. A maior parte deste total que “sobrou” já é para obras em andamento. Assim, quem precisa de transportes públicos de maior qualidade, capacidade e eficiência, não deve esperar por novidades neste ano.
JOGA NA CONTA DO PAC:
Os ministérios, em especial o Ministério das Cidades, de Gilberto Kassab, podem empenhar (autorizar) outros R$ 39,3 bilhões no PAC, mas estas verbas serão destinadas às obras e programas somente a partir de 2016 e entrarão neste ano na conta do PAC como restos a pagar.
É uma forma de programar os próximos gastos, o que faz parte desta redução do Governo Federal que nos anos anteriores gastou mais do que podia, segundo admitiu o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, neste ano, depois sendo “repreendido” pela presidente Dilma Rousseff por causa da fala.
O empenho de recursos para o próximo ano também é uma forma de conter o descontentamento de prefeitos e governadores de estado.
Além do “Minha Casa, Minha”, corredores de ônibus, Metrô, trens, monotrilhos, VLT – Veículos Leves sobre Trilhos, o PAC é destinado a obras de modernização de portos e aeroportos, saneamento básico, construção de ferrovias e rodovias, combate à crise hídrica e para o “Plano Nacional de Banda Larga”.
GOVERNO FEDERAL ADMITE RECESSÃO:
Na contramão dos discursos do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, que sempre tentava demonstrar números positivos para ter uma reação de ânimo do mercado e dos segmentos políticos, nesta sexta-feira, 22 de maio, o governo federal admitiu que prevê para este ano uma redução de 1,2% no PIB – Produto Interno Bruto. Isso mostra que o nível de atividade econômica do País está encolhendo, o que vai refletir ainda mais em diminuição da produção, da prestação de serviços, inclusive de transportes com destaque para o fretamento que dependem de outros setores, e em mais desemprego. Até esta sexta-feira, a projeção oficial era de crescimento de 0,8%.
Se configurada a queda de 1,2% ou mais no PIB, será a maior recessão econômica do Brasil nos últimos 25 anos.
O total de cortes, ministério por ministério, você pode conferir neste link:
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes


eu sabia q depois dessa maldita Copa do Mundo de 2014 a gente ia se ferrar!
Se não houvesse corrupção não haveria necessidade de cortes na mobilidade urbana.
Como todo orçamento tem escapes, vamos aguardar o retorno do dinheiro da operação Lava Jato.
Eu já sabia que isso iria acontecer,se foi feito uma Copa pro povo pagar e pra ninguém isso era de se esperar,somente dinheiro pra Fifa e o povo trouxa que vota errado ou não sabe votar toma naquele lugar,isso e bem feito pra aprendermos a nos preocupar com a politica e dar mais valor ao voto,e não achar que a novela,o futebol e o carnaval e mais importante,essa e a questão.
Eu sinto profunda #VERGONHA da maneira com q a Cidade de São Paulo é tratada pelo PT, pelo prefeito e esses vereadores safados, por esse Tucanato q deixou a Cantareira secar e principalmente pelo governo federal, tão “ptralha” como o municipal, e q nunca se da conta da importancia suprema dessa Cidade e dessa região metropolitana! Até quando a Cidade, principalmente a Zona Norte, area 2…e de certa forma a area 1, no caso dessa obra escrota da inajar de Souza/Centro…vai ser prejudicada meu Deus??? até quando?? cadê esses vereadores do Inferno agora? q dizem q nos defendem?? e essas pseudo-ciclovias…essa da Avenida Luis Stamatis, no Jaçanã, sentido Pq. Edu Chaves…é uma aberração! Jesus amado! Misericórdia!
Amigos, boa noite.
Recessão econômica ???
Onde ?????
No Brasil ?
Que iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissso.
Att,
Paulo Gil