Marcopolo aposta em novos modelos e versões em mercado retraído

Modelo Paradiso G 7 1350 se posiciona em segmento que era atendido pela Geração Seis.

Modelo Paradiso G 7 1350 se posiciona em segmento que era atendido pela Geração Seis.

Marcopolo aposta no novo Paradiso G 7 – 1350, Torino Express, Torino Low Entry e novo Ideale

Modelos atendem diferentes características operacionais e cobrem lacunas de mercado que encarroçadora precisava atender melhor

ADAMO BAZANI – CBN

Dizem que é nos momentos de crise que é necessário ter maior criatividade e investir em novas opções.

Coincidência ou não, a Marcopolo lançou novas versões de modelos de ônibus no momento em que a indústria do setor sente a retração econômica do País. Os veículos atendem a fatias de mercado que já foram cobertas pela encarroçadora no passado, mas que agora não tinham opções de modelos da empresa.

Entre os lançamentos estão o Paradiso G 7 1350, o Novo Torno Express, o Novo Torino Low Entry e o novo Ideale. Alguns são aperfeiçoamentos de modelos que precisavam de renovação e outros representam a expansão das famílias de ônibus da atual geração.

PARADISO G7 1350:

Inicialmente para parte do mercado latino-americano, agora o modelo vai ser comercializado a partir da unidade Ana Rech, em Caxias, no Rio Grande do Sul. Ele se posiciona entre Paradiso G 7 1200 e o Paradiso G 7 1600 LD. Assim como na Geração Seis, possui bagageiro maior, com 1.350 mm de altura e capacidade volumétrica de 19,75 metros cúbicos. Possui as mesmas características de design e itens de conforto dos outros modelos da Geração Sete. A encarroçadora diz que a cabine do motorista foi redesenhada para oferecer ergonomia mais adequada ao condutor. Luzes de posição diurnas, iluminação por led, saídas individuais de ar condicionado, plug individual de fone de ouvido por passageiro, câmeras de ré e internas também pode ser encontradas no modelo.

NOVO TORINO LOW ENTRY:

marcopolo_low_entry

Posiciona a linha do Torino no segmento de ônibus com maior padrão, com motor traseiro e piso baixo, uma exigência em diversos sistemas de transportes pelo País. O modelo pode ter até 13,4 metros de comprimento e apresenta suspensão pneumática. Dependendo da configuração interna, pode transportar até 79 passageiros, sendo 39 sentados e 40 em pé. Pode receber como opcionais sistemas de ar condicionado e audiovisual para entretenimento e informação dos passageiros, com duas telas LCD de 19 polegadas.

TORINO EXPRESS:

marcopolo_express

O modelo não chega mais ser uma novidade, já está servindo os corredores BRT do Rio de Janeiro. No entanto, reforça a intenção da Marcopolo em não deixar brechas nos segmentos urbanos. Trata-se de um articulado mais simples que o Viale BRT, no entanto, sem deixar de ter itens de conforto e tecnologia, como sistema multiplex redesenhando que informa dados de operação e desempenho, nova iluminação interna de led e assoalho dividido em painéis que permite manutenção mais fácil, sem a necessidade de remover as poltronas. A capacidade pode ser de até 130 passageiros.

NOVO IDEALE:

marcopolo_novo_ideale

O modelo é indicado para os serviços de fretamento, linhas metropolitanas seletivas ou intermunicipais de média ou curta distância. Com o lançamento do Audace em 2012, houve especulações do fim do Ideale, que lidera as vendas para este segmento de transportes. Entre as novidades estão novo visual, conjuntos óticos renovados, porta In – Swing, que diferentemente dos outros rodoviários, se desloca para dentro ao abrir, reforçando a vocação para linhas seletivas e de fretamento, cujos embarques e desembarques são mais constantes e realizados na via. As poltronas passam a ter 1.005 mm de largura e o painel segue os demais modelos novos, com sistema Multiplex Touch Screen (tela sensível ao toque).

FAMÍLIA:

A atual linha da Marcopolo é constituída agora pelos seguintes modelos:

RODOVIÁRIOS:

Viaggio G 7 – 900

Viaggio G 7 – 1050

Paradiso G 7 – 1050

Paradiso G 7 – 1200

Paradiso G 7 – 1350

Paradiso G 7 – 1600 LD

Paradiso G 7 – 1800 DD

INTERMUNICIPAIS:

Audace

Ideale 770

Ideale 770 MT

Novo Ideale

URBANOS:

Viale

Viale BRS

Viale BRT

Viale BRT Articulado

Novo Torino motor dianteiro

Novo Torino Motor traseiro

Torino Low Entry

Torino Express Articulado

Senior Midi

MICROS:

Senior Urbano

Senior Rodoviário

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. Genilson A. disse:

    Só espero que o G 7 1350 tenha o mesmo conforto que o G 6.
    Gostei do Torino Low Entry. Novamente teremos Torino e Viale com motor traseiro ao mesmo tempo!

  2. Lopes disse:

    Poxa que legal. O Torino cresceu com mais modelos.
    O Paradiso intermediário precisava mesmo. Sempre ando no 1350 Andorinha G 6. acho que os empresários sentem falta e nós passageiros

  3. Teixeira disse:

    Parabéns à Marcopolo. Esta é atitude que tem de ter quanto tem crise.
    Adorei o Paradiso 1350. Logo quero ver nas estradas
    Abraços

  4. Carlos Silva Costa disse:

    Tá, mas e agora, qual a diferença entre o Audace e o Ideale?
    Não confunde o frotista tanto modelo igual?
    Gostei do novo Paradisão

    1. Zé Tros disse:

      A diferença do Ideale pro Audace, além do preço são alguns detalhes no design do Ideale que foram simpificados em relação ao Audace, como os faróis, as lanternas traseiras e o acabamento interno.

  5. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Esse Torino da foto vai dar trabalho no mercado, pode ter certeza.

    Poxa já estou esperando o G-8, quando será lançado ???????

    Com relação a esses G-7 com enormes escadas para os passageiros subirem eu acho horrível,
    uma vez andei em um que a escada era quase um caracol.

    Se a lei da gravidade permitir, façam o seguinte passem o bagageiro para o segundo andar junto com um mini Munk e deixem as poltronas embaixo.

    Pensem que a população do Brasil está envelhecendo e o número de idosos aumentará muito segundo previsões do IBGE (acessem o site e vejam) e essas escadas dos G-B7 (Geração Bagageiro 7) é ruim de mais até para quem é mais novo.

    Marcopolo, pense nisso.

    Mas não poderia deixar de falar na pedra do meu sapato.

    Por que não fizeram um buzinho com novo design.

    Chega de Senior, já cansou esse visual.

    Eu tenho uma ideia, mas vocês não querem comprá-la nem a letra da música para ser o hit
    do lançamento do G-8.

    Tenham dó da gente, lancem um novo buzinho totalmente lindinho.

    O Paulo Gil já previu, o futuro está no buzinho, principalmente quando entrar em operação total os AEROTREM´s, pois ai rede de trilhos irá aumentar .

    E tem mais, o fretamento e o turismo também precisam de um buzinho lindinho; sem contar que o uso do buzinho no fretamento irá aumentar, também pela futura rede de trilhos.

    Deslocamento em Sampa só pelos trilhos, carros ou fretados, buzão esquece.

    Sem design novo no buzinho, não terei como comprar um para realizar o meu sonho pós aposentadoria, vejam nuns posts atrás o buzinho japonês que opera na cidade de Shibuya, uma gracinha e de outros países também.

    Pensem nisso, mas pensem com carinho e façam, inclusive com um novo nome (um amigo meu usa uma expressão e eu tive a ideia que ela será um nome perfeito do futuro buzinho o buzão e olha lá, não tem registro dessa marca).

    Estou a disposição, preciso faturar; pode ser cash também, melhor ainda..

    Att,

    Paulo Gil

    1. 36812840 disse:

      ??????????????????

  6. Zé Tros disse:

    Paulo, boa noite,

    O Parados G7 1350 tem apenas 1 piso e a diferença para o Paradiso 1200 é de 15 cm no bagageiro.

    Mais um detalhe, as encarroçadoras estão trabalhando para diminuir o peso e facilitar a manutenção das carrocerias e com isso diminuir o custo dos veículos para as empresas. Colocar um munk para elevar as bagagens para cima não tem muita lógica, porque aumentaria o peso do veículo e teria mais um equipamento para as empresas se preocuparem. Além disso, seria mais perigoso para os passageiros, porque em casos de acidente, os passageiros poderiam ser atingidos pelas bagagens que estivessem na parte de cima.

    Os ônibus rodoviários tem suspensão com controle de altura para facilitar o embarque e desembarque das pessoas. O que poderia ser feito é a obrigatoriedade do uso do elevador, como existe em outros países, o que tornaria o acesso ao interior do veículo mais prático.

    Com relação ao design, a geração 7 ainda está atualizada. Para o empresário não é interessante que o desenho mude constantemente. O Sênior ainda está com design da Geração 6, diferente dos outros modelos do portifólio da Marcopolo.

    1. Paulo Gil disse:

      Zé Tros, boa noite.

      Legal, bem observado, e você está correto.

      Mas hoje é tudo muito rápido, veja como os carros mudam de design rapidamente.

      A mudança do design, força a renovação da frota antecipadamente e assim faz girar a economia, era uma questão para ser pensada por todas encarroçadoras

      Agora que aquela escada caracol é uma droga, a qual tem de ser substituída pelo
      elevador, afinal buzão rodoviário com símbolo de PNEs é mentira, pois perguntei a um piloto como embarcava um cadeirante naquele buzão rodoviário (com o símbolo do PNEs e a resposta dele foi mostrando o braço dele; ou seja embarca nos braços do piloto.

      Diga-se de passagem, desrespeito aos PNEs, irresponsabilidade de todo a cadeia de gerenciamento do buzão público e privado desvio de função e alto risco de acidente para os PNEs, mas….

      Eu já imaginava, pois não tinha sequer um porta larga, ai perguntei ao piloto para tirar a cisma.

      Quanto ao elevador, seu uso é obrigatório ou outra solução plausível, só o símbolo é mentira.

      Depois que postei sobre o buzinho (Senior) é que me dei conta; muito provavelmente o Senior seja esquecido gradativamente em detrimento dos Volares.

      É um pensamento meu, mas entendo ter sentido, otimização de produção e maximização dos lucros, perfeitamente correto, tendo em vista a fábrica dos Volares (os quais não me agradam também)

      É isso, valeu !

      Abçs,

      Paulo Gil

      1. Zé Tros disse:

        Boa Noite, o segmento de carros de passeio é diferente do segmento de veículos comerciais. Assim mesmo no segmento de carros de passeio todo veículo tem um período de maturação, pq se não for assim desvaloriza o modelo rapidamente.

        No segmento de veículos comerciais ocorre o mesmo e com um agravante: no segmento de carro vc compra um veículo só. Já no segmento de ônibus, por exemplo, o frotista tem dezenas e centenas de veículo que se desvalorizariam rapidamente com a mudança de design. Sem falar na questão de peças de reposição da carroceria.

        Com relação à escada, ela existe nos modelos DD e LD e realmente para acesso de cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida é ruim. Aquele símbolo PNE nos ônibus rodoviários é só pra inglês ver . Como estamos no Brasil, fazem vistas grossas para isso.

        Sobre o Sênior, em breve ele deve receber o design da Geração 7 também, que já existe na Rússia há bastante tempo inclusive. Os Volares apesar de serem micros, são concorrentes do Sênior e fazem parte do portifólio da Volare.

      2. Boa noite, Paulo. Primeiramente, seus comentários são excelentes, sempre adicionando uma pitada de novas ideias e maneiras de contornar situações como a apresentada agora, com a crise econômica.

        Em segundo, nunca, NUNCA acreditei no símbolo de PNEs nos ônibus rodoviários e concordo que é absurdo colarem esses adesivos sendo que não há acessibilidade alguma, só alguns cadeiras reservadas.

  7. Maurício disse:

    Até quando a Marcopolo vai projetar ônibus com essas linhas sem graça e destituídas de personalidade ? Parece que com o avanço tecnológico dos chassis e motorização, as carroçarias vão na contramão do progresso. Sâo frágeis, pesadas e incrivelmente feias. O G7 simboliza a epítome da falta de criatividade.
    Ademais, penso ser uma péssima ideia tirar do passageiro a liberdade de ter janela, já que com o envidraçamento completo da lateral dos carros, ficamos confinados à péssima qualidade do ar que se respira em um ambiente fechado e com muitas pessoas. Isso é convite para doenças e baixo grau de higienização.

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading