“Paixão pelo Coletivo” é destaque na Revista Autoesporte

Autoesporte buspologos

Imagem de abertura da matéria “Paixão pelo Coletivo”, da Revista Autoesporte

“Paixão pelo Coletivo” é destaque na Revista Autoesporte

A importância do hobby na discussão sobre mobilidade urbana foi um dos aspectos abordados

ADAMO BAZANI – CBN

O tema gosto por ônibus, que reúne os chamados “busólogos” – termo popular inexistente de forma oficial na língua portuguesa, já foi abordado em diferentes meios de comunicação. Na maior parte das vezes como algo diferente, estranho, já que realmente, apesar de muitas pessoas gostarem sim do design e do ronco dos motores dos grandes veículos de transporte coletivo, elas não configuram maioria entre a população.

No entanto, na edição deste mês da Revista Autoesporte, da Editora Globo, além, claro do inusitado do hobby, a matéria mostra que o gosto por ônibus pode ser importante para o resgate de parte da história das cidades, já que os veículos contribuem para o desenvolvimento econômico e social ao longo do tempo, e também para as discussões sobre mobilidade urbana, uma área essencial para a qualidade de vida das pessoas.

Com texto e entrevista feitos por Daniela Saraiotto e fotos de Rafael Munhoz, a matéria traz imagens de miniaturas e entrevistas com personagens como Hélio Luiz de Oliveira, atual editor da revista especializada In Bus, e que foi projetista na encarroçadora de ônibus Thamco. Ele atuou na elaboração do famoso Thamco ODA, o ônibus de dois andares que ficou eternizado na memória de muitos paulistanos, fruto de uma exigência nos anos de 1980 do emblemático prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, e que compôs a frota da CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos, extinta empresa pública da cidade de São Paulo.

O termo busólogo nasceu com Hélio, um apaixonado e estudioso por ônibus. O apelido foi inventado pelos colegas de trabalho de Hélio, Orcars Pipers e Jean Dierckx: Bus – ônibus e logia – estudo, busologia – busólogo sendo o seu praticante.

Autoesporte ônibus

Matéria não mostra apenas o lado inusitado do gosto por ônibus, mas cita a importância do resgate histórico das cidades e a oportunidade de discutir mobilidade.

Este repórter e o Blog Ponto de Ônibus também são citados na matéria que traz outra curiosidade: um box sobre o ponto de ônibus ainda em funcionamento mais antigo da cidade, da década de 1960, na Lapa, zona Oeste de São Paulo, instalado pela CMTC.

A reportagem marca a edição de número 600 e traz na capa a matéria especial sobre “Qual veículo (de passeio) comprar em 2015”. Os repórteres avaliaram todos os modelos de carros até R$ 300 mil e elegeram os 14 melhores.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

13 comentários em “Paixão pelo Coletivo” é destaque na Revista Autoesporte

  1. O problema é que essa mesma midia adotou esse nome “coletivo” para os ônibus, assim como os próprios funcionários os chamam de carro. Parece cultural mudar o estilo de linguagem em nossa sociedade, como por exemplo usar palavras inglesas em vez de brasileiras nos textos, e sem usar aspas. A palavra da moda é “desing”, e não se fala mais por causa e sim por conta.

    • Nossa, que cara chato você é André. Pena que temos até o mesmo nome. Meu, deixa de futilidadezinhas e veja o teor da matéria, que a abordagem sobre quem gosta de ônibus tá mudando. E outra…mídia tem acento.
      Muito legal a matéria e parabéns ao Adamo e ao Hélio. Não se irritem com gente assim, que nem consegue ler a matéria, mas quer dar opinião
      André Azevedo (não o chato de cima)

      • É xará aqui vai uma pequena explicação do que eu quiz dizer:
        Nem toda mídia trata os coletivos dessa forma que esse blog trata. Também sou busólogo, e não me referi á matéria do Adamo (apesar dele dizer inusitado hobby, o que da uma idéia de anormal) e sim da mídia televisiva como record, band e globo ao tratarem dos coletivos só de forma depreciativa e sensacionalista.
        Nós busólogos somos discriminados como loucos pela midia justamente por gostarmos de ônibus, desculpa, coletivos ja que chamar de ônibus é futil. Por exemplo, toda matéria sobre coletivo do sptv só critica esses veículos. Mas quando é para falar de alguma novidade dos coletivos nem se quer tem matéria sobre o tema (e se tem não é satisfatório). O título ficaria melhor “paixão por ônibus”, que mané coletivo!
        Mas a culpa foi minha mesmo por ter deixado margem para essa interpretação errada, mas foi um exagero seu também. Se eu soubesse que ninguém iria entender o que eu quis dizer teria escrevido um texto enorme desse antes. O próprio Auto esporte comparou um coletivo de fretamento da Volks com um coletivo panorâmico (double-decker) da Volvo! (que inclusive é equipado com etilômetro), sendo categorias totalmente diferentes! Veja como eles comparam as categorias de coletivos, é isso que vc chama de mudança na abordagem?
        Vc chama seu carro de individual ou de carro? Ja ouviu alguém chamar avião de coletivo – apesar de também ser um transporte coletivo? Não! O chamam de avião mesmo porque remete a algo confortável, tecnológico. Ja os coletivos carregam esse carma de ter sempre problemas nas administrações públicas\prefeituras.
        Percebeu que chamei os ônibus apenas como “coletivos” nesse texto não é? Qual é o problema de chama-los de ônibus? Porque essa palava é discriminada, então fica mais fácil pra eles chama-los de coletivo. É assim que essa mídia que me referi trata os coletivos. Deveriamos ser “coletibologos” então!
        Um assunto importante desse e vc preocupado com acento?
        Entendeu agora?

    • E outra, o título tem relação exatamente com a matéria: A paixão por ônibus não é apenas a paixão por um veículo, mas a paixão pelo coletivo, por todo o significado e a influência dos ônibus na sociedade. É cada comentário dos sábios da “internética” kkkkkkk

      • Vc leu a resposta que dei ao André, não leu Garcia? Sua vez agora!
        Vc também não entendeu o que eu quiz dizer, apesar de eu reconhecer minha culpa nisso. Tanto significado e influência social não impedem que os coletivos sejam os primeiros a serem alvos de vandalos, (na justificativa de “protesto”) não só com atentados mas pichações. Só nós busólogos achamos ônibus importante. Para a sociedade que acha que quem gosta de coletivo é louco é apenas um mero transporte: desconfortável, lento, poluente etc.
        Quando eu era criança Garcia usava caixas de creme dental (com nome do produto que ficava na mesma posição do itinerário) como ônibus, inclusive simulando um ultrapassando o outro no ponto de ônibus.
        “O problema é que essa mesma midia adotou esse nome “coletivo” para os ônibus”. Como sábio da internet vc ja deveria ter visto nessa frase que defendi o uso da palavra ônibus (do latin onnibus: para todos) para que não se perca com o tempo para a palavra coletivo, assim como aconteceu com a locução “por causa” que caiu no esquecimento, sendo substituida “por conta”. Vc usou outro contexo totalmente diferente. É como se a midia tivessem vergonha de falar ônibus, substituindo por coletivo.
        Faço minha suas palavras: “É cada comentário dos sábios da “internética” kkkkkkk”

    • “Desing” esta errado, é DESIGN!

  2. Parabéns, Adamo !!!

  3. rdish.plus@gmail.com // 11 de maio de 2015 às 12:45 // Responder

    É ‘design’ rs

  4. Parabéns, Ádamo. É muito bom saber que, gradativamente, nosso hobby vai ganhando o destaque que merece.

  5. Show de matéria parabéns amigo Adamo Bazani

  6. Amigos, bom dia.

    Para acalmar os ânimos, se o título da matéria da revista fosse ” A PAIXÃO PELO BUZÃO”, estava
    tudo certo; mas a ordem dos tratores não altera o viaduto; provavelmente o título da matéria foi oriundo de transporte coletivo.

    Mas isso não importa, “afinal tudo junto é separado e separado é tudo junto”

    Poxa que legal saber que o SR. Hélio Luiz de Oliveira, foi projetista da Thanco em especial do “FOFÃO” (ODD).

    Adamo, se estiver dentro do escopo do seu Blog, uma entrevista com o Sr. Helio seria muito legal, pois ele tem muita coisa a nos ensinar sobre o buzão.

    Eu gostaria de saber muitas coisas, entre elas.

    – Por que o buzão só se moderniza em termos de design e chassi/mecânica e não internamente, em especial os urbanos ?

    – Por que o corredor interno do buzão tem só 54 centímetros de largura útil, mesmo os mais novos ?

    – Como se dá o processo de pintura, em especial como se faz as formas redondas de forma tão perfeita (com tinta, não adesivação) ?

    – E tantas outras.

    Mas enfim muito legal a matéria, parabéns a todos os repórteres e editoras que falam do nosso querido BUZÃO..

    Se alguém souber o link da Revista In Bus, por gentileza posta para nós.

    O Sr. Hélio tem um site ????

    Att,

    Paulo Gil
    “Buzão e Emoção é a Paixão

  7. MARIO CUSTÓDIO // 15 de maio de 2015 às 20:54 // Responder

    Boa tarde ADAMO

    Já reservei na Banca de Jornais o meu exemplar.

    Parabéns pela iniciativa.

    Saudações,

    MARIO CUSTÓDIO

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