
VLT de Cuiabá. Incertezas quanto às obras e custo de operação atrapalha licitação dos ônibus municipais.
Atraso no VLT atrapalha licitação dos transportes em Cuiabá
Obra ficará R$ 1,1 bilhão mais cara e causa indefinição quanto a uma formação de rede de transportes na Capital do Mato Grosso
ADAMO BAZANI – CBN
Considerado por auditores independentes e por engenheiros da Universidade Federal do Mato Grosso uma opção errada de transporte para a ligação, o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos entre Cuiabá e Várzea Grande também vai afetar a licitação das linhas municipais da capital.
O VLT não tem data para ficar pronto, já consumiu 64% dos R$ 1,47 bilhão previstos para as obras embora só avançou 30% e deve ficar entre R$ 800 milhões e R$ 1,1 bilhão mais caro que a previsão inicial, de acordo com a auditoria contratada pelo Governo do Estado.
Como não há certeza a respeito do que vai ocorrer com o VLT, também não há previsão de reestruturação da malha de transporte da capital.
Assim, o prefeito Mauro Mendes anunciou a suspensão da licitação por seis meses das linhas de ônibus municipais.
“Quando o VLT ficará pronto? Quanto custa a tarifa? Fala-se em R$ 8,00 ou talvez R$ 10,00. E quem vai pagar? O sistema será integrado pelas prefeituras ou pelo Estado? São perguntas que necessitam de respostas. Especialistas dizem que, mesmo que não faltam recursos, a obra não termina em menos de três anos. Suspendi a licitação porque não existe modelo tarifário. Afinal de contas, o VLT muda totalmente a forma de cálculo da tarifa” – disse o prefeito ao jornal “Olhar Direto”
Inicialmente, o sistema de transporte deveria consistir num BRT – Bus Rapid Transit, corredores de ônibus, que custaria em torno de R$ 500 milhões e, segundo a universidade, atenderia à demanda. O governo estadual, na gestão passada, decidiu trocar o modal para VLT, o que é alvo de investigação pela suspeita de fraude na escolha do meio de transporte. Confira mais detalhes em:
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes