Visão aérea do bairro Vargem Grande, no Extremo Sul da Capital Paulista. Bairro considerado patrimônio geológico foi formado em cratera aberta por meteoro há milhões de anos. Foto: Amazônia Paulistana
Linha de ônibus leva a bairro formado dentro de cratera de meteoro
Vargem Grande tem 3,5 quilômetros diâmetro e fica no extremo Sul de São Paulo
ADAMO BAZANI – CBN
A cidade de São Paulo é rica de histórias e curiosidades. Muitas bem conhecidas, como na região central da cidade e Ipiranga, onde há retratos de diversas épocas, como da escravidão, da monarquia, da Independência do Brasil, da época dos padres jesuítas, dos tropeiros, dos imigrantes, do crescimento industrial.
Mas há tantos outros fatos da cidade que os moradores não sabem e podem conferir suas marcas, muitas vezes físicas, em passeios de ônibus.
Um exemplo é a região de Vargem Grande. O bairro, no extremo sul de São Paulo, foi formado na cratera de 3,5 quilômetros de diâmetro e até 400 metros de profundidade aberta há milhões de anos por um meteoro que caiu na Terra.
No local, moram aproximadamente 30 mil pessoas.
O bairro é atendido por uma linha de cooperativa de transportes, a 6093/10 Vargem Grande – Terminal Grajaú.
Em nota, o presidente FECOOTRANSP – Federação das Cooperativas de Transporte do Estado de São Paulo, Paulo Siqueira, explica que a linha opera 24 horas por dia.
“A linha Vargem Grande – Terminal Grajaú opera 24 horas para atender os 16 mil passageiros transportados por dia na região, são moradores e pessoas que trabalham no bairro e que percebem no nosso trabalho a dedicação e qualidade essenciais para o sistema de transporte público”.
O bairro é situado na chamada Cratera de Colônia e tem as ruas com nomes de flores, árvores e aves, como a Rua Bálsamo, Rua Coruja, Rua Flor de Maracujá;
“O próprio ponto final da linha de ônibus tem essa peculiaridade. O ônibus sai do Terminal Grajaú e o ponto final fica na Rua dos Coqueiros”, comenta Siqueira na nota.
A população é de baixa renda e o bairro, apesar de ter se desenvolvido, é ainda carente de diversos serviços, inclusive nas áreas de segurança pública, saúde e educação.
“O bairro, patrimônio histórico e geológico da cidade, apresenta ainda uma fauna e flora típicas da Mata Atlântica e campos de várzea. Além do curso de água Ribeirão Vermelho que deságua na Represa Billings.” – complementa a nota.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes