Faixas de ônibus e ciclovias fazem aprovação de Haddad subir, diz Datafolha

ônibus São Paulo

Ônibus em faixa que era exclusiva. Segundo pesquisa do Datafolha, 91% aprovam as faixas para ônibus. Já 80% dos paulistanos aprovam as ciclovias. A política de criação destes dois tipos de espaço ajudou no aumento da avaliação positiva de Haddad, segundo o Instituto. Foto: Adamo Bazani

Faixas de ônibus e ciclovias fazem aprovação de Haddad aumentar
Pesquisa do Datafolha mostra que 91% dos entrevistados aprovam os espaços que deveriam ser exclusivos para ônibus e 80% consideram positivas as ciclovias
ADAMO BAZANI – CBN
Apesar de receber críticas de uma parcela da população, a política de implantação de faixas exclusivas para ônibus e de criação de ciclovias tem colaborado para o aumento da avaliação positiva do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.
É o que revela pesquisa do Datafolha, que ouviu 1 mil 121 pessoas acima de 16 anos de idade, entre esta terça-feira (16) e quarta-feira (17).
O resultado foi divulgado neste sábado, dia 20 de setembro de 2014.
Os que consideram a gestão do prefeito como ótima ou boa representam 22% dos entrevistados. Na pesquisa anterior, feita nos dias 15 e 16 de julho, este número era de 15%.
A taxa de aprovação entre os que não usam carro constantemente para se deslocar na cidade é maior em relação a quem prefere o transporte individual.
De acordo com a pesquisa, se forem considerados somente os que usam ônibus, a aprovação sobe para 23%. Já entre os que se deslocam somente de carro, a avaliação positiva de Haddad cai para 17%.
Já as avaliações regular ou ruim/péssimo são maiores por parte das pessoas que usam carro.
A nota média da gestão de Haddad ainda é baixa, mas pela primeira vez desde os protestos de 2013 foi superior a 5: 5,2.
FAIXAS DE ÔNIBUS E CICLOVIAS APROVADAS:
A grande maioria dos paulistanos aprova a existência das faixas exclusivas para ônibus: 91%, segundo a pesquisa do Instituto Datafolha. Na semana anterior, a Rede Nossa São Paulo fez uma pesquisa sobre mobilidade e a aprovação em relação às faixas de ônibus foi de 90%.
No entanto, as faixas deixaram de ser exclusivas para ônibus e passaram a ser compartilhadas com os táxis.
O prefeito Fernando Haddad e o secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto, defendiam veementemente que somente os ônibus usassem os espaços.
Mas seis dias depois de a candidata à reeleição à presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, ter visitado taxistas em São Paulo, e de pesquisas revelarem o fraco desempenho de Alexandre Padilha, também do PT, pela disputa ao Governo do Estado de São Paulo, Haddad e Tatto mudaram o discurso.
Disseram que mesmo podendo parar para embarcar e desembarcar passageiros, os táxis não atrapalham a velocidade comercial dos ônibus e disseram que a decisão de liberar os taxistas nas faixas, desde que transportando clientes, foi baseada num estudo sobre o desempenho em 71 quilômetros de faixas que já eram compartilhadas.
A constatação e o discurso contrariam três estudos que a prefeitura apresentou no início do ano, que mostraram que a presença dos táxis nos corredores à esquerda sem poderem parar para embarcar e desembarcar reduz em média em 25% a velocidade dos ônibus.
O Ministério Público do Estado de São Paulo chegou a duvidar da existência do estudo sobre as faixas e cobrou a entrega do documento, o que ainda não ocorreu.
O promotor de Habitação e Urbanismo, Maurício Ribeiro Lopes, que participou da análise do desempenho nos corredores à esquerda, classificou a liberação das faixas antes exclusivas dos ônibus para os táxis como eleitoreira. Ele estranha os resultados completamente opostos entre os estudos dos corredores e o das faixas.
A presidente Dilma Rousseff, no encontro com taxistas, esteve com Natalício Bezerra, representante de um dos sindicatos da categoria, homem considerado de grande influência política na cidade.
Em relação às ciclovias, a aprovação do paulistano não chega ao mesmo índice das faixas que eram exclusivas para ônibus (91%), mas demonstra um resultado consideravelmente positivo: 80%
Entre os entrevistados, 60% acreditam que a bicicleta é um transporte viável para o dia a dia. No entanto, só 3% usam a bicicleta com frequencia.
Ainda segundo a pesquisa do Datafolha, um em cada três paulistanos tem bicicleta em casa, mas apenas 47% deste grupo declararam ter usado as ciclovias. A maioria, entretanto, não pedala diariamente nos espaços. O uso maior é de um a dois dias por semana.
Entre os que não possuem bicicleta, 22% dizem que pretendem comprar uma.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

3 comentários em Faixas de ônibus e ciclovias fazem aprovação de Haddad subir, diz Datafolha

  1. O principal fator que derrubou a popularidade do prefeito foi ele ter se negado a abaixar a tarifa do ônibus no começo das manifestações… Antes disso os índices de aprovação eram melhores do que o final da gestão Kassab.
    Depois, os grandes grupos de mídia (Globo/Abril/Folha/Estadão/Band/CBN) fizeram a caveira do prefeito. Agora a mídia está mais voltada à eleição presidencial e “por enquanto” deixa o prefeito em paz, exceção feita a “especializados” locais.
    Agora a população, aos poucos, sente que a prefeitura está tentando responder aos seus anseios.
    Já os taxistas são um grupo organizado que usa sua influência pra chantagear a prefeitura em troca de benesses para o seu negócio. Se o táxi for mal, os taxistas contaminarão a população contra quem não defender seus interesses.
    É um jogo de conciliação. O táxi, num hipotético modelo perfeito de mobilidade, seria um transporte quase desnecessário, pois nesse cenário as pessoas teriam um transporte coletivo confiável a qualquer hora e em qualquer local. Só é maior do que isso porque o transporte público é insuficiente e desconfortável.
    De qualquer forma a prefeitura está revitalizando os investimentos maciços em transporte, o que já é motivo de confiança.

  2. Amigos, boz noite.

    A Datafolha deve fazer uma pesquisa, com relacao as “ciclofaxas” que nasceram da noite para o dia, em um dos lados das rua e avenidas e tambem nas calcadas.

    Um absurdo !

    Att,

    Paulo Gil

  3. Não sei até onde vai essa hipocrisia: de um lado ouço nos telejornais, rádios (Band), a reclamação da instalação da ciclovias, os comerciantes reclamando que isso impede o estacionamento para carga e descargas, radialista José Paulo Andrade está odiando Haddad. Outro é o vereador Andrea Matarazzo, achando descabida a implantação sem critérios pelo prefeito.
    Onde será que o DATAFOLHA foi fazer esta pesquisa??

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