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Opinião – Movimentos Sociais? Sininho tinha endereços de garagens atacadas

Polícia diz que Sininho e seu grupo não participaram apenas de manifestações, mas financiaram ações violentas em greves, como a depredação de 700 ônibus no Rio de Janeiro. Gente mais graúda deve estar por trás destas atuações, o que não inocenta quem promoveu as depredações. Foto: JB

Movimento Social? Sininho tinha endereço de empresas de ônibus atacadas
Manifestantes teriam apoiado grevistas em destruição de coletivos, diz polícia
ADAMO BAZANI – CBN
Protestar contra as más condições do país, fazer greve em prol de direitos trabalhistas, é legítimo.
Mas investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro mostram que surgiu uma nova profissão no País: manifestante.
Com interesses políticos e de projeção, muitos supostos grupos sociais e jovens de classe média alta acabam se engajando em protestos sem foco.
Um dia reclamam do transporte, outro da habitação, da telefonia celular, como já fez o Movimento Sem Teto em São Paulo, e às vezes contra problemas que nem sentem na pele.
O grande problema é que muitas vezes estes protestos são marcados por desrespeito à lei, ao direito de ir e vir dos outros cidadãos e pela violência.
Uma das figuras que ganhou projeção com as manifestações foi a estudante Elisa Quadros, conhecida como Sininho, que está presa e é apontada pela Polícia Civil como uma das cabeças das ações violentas.
Além de manifestações nas ruas, seu grupo se infiltrou em greves.
A polícia obteve anotações feitas por Sininho com endereços de 12 garagens de ônibus. Três delas foram atacadas.
Na greve dos motoristas e cobradores de ônibus no Rio, neste ano, mais de 700 coletivos foram danificados e a polícia diz que Sininho e seu grupo estavam envolvidos nos ataques.
Há suspeita de participação dos aliados da estudante em outras greves, como revelam escutas telefônicas.
O cinegrafista Santiago Andrade, da Bandeirantes, morreu em uma destas ações e protestos violentos.
Estes grupos de estudantes e movimento sociais possuem organização e dinheiro de acordo com a polícia. Isso permite que tenham armas letais e não letais, bombas e estruturas de comunicação.
O advogado Marino D’Icaraí, que defende Elisa Quadros e outros 14 acusados, disse que não tem como responder nenhuma acusação porque ainda não teve acesso a uma cópia do processo.
Atribuir todos os ataques a “sininhos” da vida é simplificar o problema. Claro que deve haver gente mais graúda, já com cargos políticos, por trás de tais ações. Mas isso não inocenta as pessoas que se envolvem nos atos violentos que devem ser punidas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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