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Secretarias de Transportes consideram aplicativo Uber como incentivo ao transporte clandestino

Gerenciadoras de transportes consideram aplicativo Uber como incentivador do transporte clandestino e pedem investigações policiais sobre os serviços de “carona cobrada” . Taxistas se dizem prejudicados. Foto: RBA – Rede Brasil Atual

Aplicativo de “carona cobrada” é considerado serviço clandestino no Rio e em São Paulo
Gestores dizem que Uber incentiva prática de transportes ilegais
ADAMO BAZANI – CBN
O aplicativo Uber, que permite uma espécie de “carona cobrada”, pelo qual passageiros contratam serviços de particulares que tenham habilitação para veículos comerciais, foi considerado clandestino nas principais cidades brasileiras.
O intuito inicial alegado pelos criadores do Uber é reduzir a frota de veículos nas ruas aproveitando o trajeto de pessoas que se oferecem para transportar desconhecidos e acabam tendo uma renda extra.
No entanto, as secretarias de transportes veem o aplicativo como um canal que possibilita o transporte clandestino.
De acordo com a jornalista Ligia Aguilhar, do Link, do Estadão, a Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro, já enviou um ofício à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática pedindo uma investigação sobre o aplicativo. Para o órgão gestor, o Uber cria uma rede de veículos particulares sem autorização e sem comprovação da qualificação do motorista que realizam transportes sob cobrança de passagens, se enquadrando, portanto, na categoria de transportes clandestinos.
O Departamento de Transportes Públicos – DTP, da Secretaria Municipal de Transportes – SMT, da cidade de São Paulo, diz que o Uber permite que veículos particulares sem autorização exerçam atividades semelhantes a de táxis clandestinos.
Segundo o departamento, o motorista neste caso pode ser multado e ter o veículo apreendido.
As associações de taxistas regulamentados devem ingressar com mais ações na justiça para impedir o aplicativo.
Assim como um táxi, o Uber permite a cobrança de uma tarifa básica – bandeirada – e depois por quilômetro rodado.
O aplicativo está presente em 37 países, onde também rende polêmicas e ações de taxistas e operadoras regulares de transportes.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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