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OPINIÃO: Trólebus – São Paulo já tem sua Ecofrota, basta investir e ampliar

Trólebus tiveram evolução tecnológica e poderiam contribuir ainda mais para a meta da Ecofrota se houvesse mais investimentos. Só o que foi gasto com as experiências do diesel com 20% de biodiesel seria suficiente para criar 24 quilômetros de redes de trólebus por ano. Foto: Marcos Galesi

OPINIÃO – Trólebus: São Paulo já tem sua Ecofrota, basta investir e ampliar
Com os recursos para subsidiar mistura de biodiesel no combustível dos ônibus, seria possível criar 24 quilômetros de redes de trólebus
MARCOS GALESI
COM BASE NA MATÉIA DESTE LINK:

São Paulo suspende projeto Ecofrota. Só trolebus se mostraram viáveis, mas SPTrans não deve ampliar rede


Lendo esta matéria, me convenço que o Sistema Trólebus é uma tecnologia está cada vez mais consolidado.
Vejo o quanto a prefeitura gasta segundo a SPTrans. A gerenciadora diz que deve primeiro definir uma matriz para fazer os investimentos no setor.
“Com o biodiesel, gastávamos R$ 2 milhões por mês. Se fosse atender a frota inteira, seria R$ 350 milhões. É preciso definir a matriz antes de fazer esse gasto.” – afirmou o diretor econômico-financeiro da SPTrans, Adalto Farias, ao jornal O Estado de São Paulo.
Mas não há prazo para resolver o problema.
Vamos lá, fazendo as contas: Para criar um km de rede bifilar de trolebus num corredor, com subestação o valor não ultrapassa de R$ 1 milhão por km, ou seja, com R$ 2 milhões por mês em um ano faríamos 24 Km de rede bifilar. Se fossemos contar a partir de 2011 (quando uma empresa de ônibus começou a usar 1200 ônibus com mistura B 20) até 2013 logo teríamos 72 km de rede, e o melhor JÁ PAGOS.
Eu me pergunto, será que dentro da SPTrans não tem ninguém que saiba esta equação??? Por que não se pensou logo na solução Trólebus?? O que nos dá a impressão é que a gestora primeiramente faz experimentos, que até dão resultados, mas o problema é o custo altíssimo, nós temos uma meta a ser alcançada em 2018 se o corpo técnico da SPTrans investir R$ 24 milhões ao ano, logo temos 24 km de novas redes, é simples, e se observarmos num trecho de 16 km, ida e volta, como é o caso do Expresso Tiradentes, quanto que seria economizado??
Em uma linha como Terminal Penha – Terminal Pq D Pedro, quanto nós teríamos de economia?? É um trecho de 8 km na qual já existe rede tanto na ida quanto na volta, se substituíssem estes atuais ônibus por trólebus, quanto que não economizariam???
E se fosse para instalar uma nova rede?? Imaginem um corredor da Estação de Transferência Itaquera até o Term Pq D Pedro ?? Um trecho de no máximo 30 km (estimado) para ir, e para volta o quanto não haveria de economia de Diesel ?? Ou então o corredor PIRITUBA-AV SÃO JOÃO, ou quem sabe o corredor RIO BRANCO-até TERM CACHOEIRINHA?? Bom, convido os senhores a fazerem as contas de quanto é de economia de Diesel na linha 2290 Term São Mateus, Term Pq D Pedro, ou na 342M Term S Mateus-Term Penha, ou digamos qualquer linha de trólebus, façamos as contas.
MATÉRIA DO BLOG PONTO DE ÔNIBUS MOSTRA A QUANTIDADE DE DIESEL POUPADA PELOS TRÓLEBUS NO CORREDOR ABD E QUANTO DE CO2 DEIXOU DE SER LANÇADO NA ATMOSFERA EM 2013: http://diariodotransporte.com.br/2014/03/31/trolebus-no-corredor-abd-pouparam-43-milhoes-de-litros-de-diesel-e-evitaram-9-mil-toneladas-de-co2/
Façamos os comparativos e veremos se não valeria a pena investir em novas redes, lembrando que em linhas bem demandadas, elas se pagam. Também lembramos que hoje temos novas tecnologias nos trólebus como motor em corrente alternada na qual a manutenção é barata, tem garantia conforme o fabricante de 20 anos, a eletrônica embarcada com novas tecnologias também não é cara, hoje temos trólebus com autonomia, ou seja, nas garagens não é mais necessário ter várias redes de trólebus, e os casos de problemas de fluxo estão cada vez mais raros com os trólebus autônomos, as redes hoje em dia são mais eficientes, em resumo, se a prefeitura for corajosa e investir seriamente tenho certeza que esta economia poderá impactar até no preço da tarifa e nas planilhas, pois sabemos que os ônibus diesel não é só o custo-diesel, tem o custo lubrificantes,etc, enquanto o custo trólebus (leiam esta página do I.E link: http://ie.org.br/site/ieadm/arquivos/arqnot7558.pdf cujo inclui os benefícios e custos no mundo inteiro),basicamente levamos em consideração o conjunto MOTOR, ELETRICO-ELETRÔNICO e a manutenção normal do chassi como é feito em qualquer ônibus.
A cidade de São Paulo tem tudo para ser o modelo para o mundo, o único problema é que por causa de gente TEIMOSA que trabalha no PODER PÚBLICO muitas vezes conhecem os benefícios, mas não dão o braço a torcer a não ser que haja pressão da população e dos órgãos de defesa do Meio Ambiente infelizmente é assim que funciona.
Muitos verão a suspensão do programa ECOFROTA como RETROCESSO, mas para quem defende o transporte elétrico é uma grande oportunidade para AVANÇARMOS.
Marcos Galesi é técnico em Transportes e membro do Grupo Defesa do Trólebus.

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