OPINIÃO: Trólebus – São Paulo já tem sua Ecofrota, basta investir e ampliar

trolebus

Trólebus tiveram evolução tecnológica e poderiam contribuir ainda mais para a meta da Ecofrota se houvesse mais investimentos. Só o que foi gasto com as experiências do diesel com 20% de biodiesel seria suficiente para criar 24 quilômetros de redes de trólebus por ano. Foto: Marcos Galesi

OPINIÃO – Trólebus: São Paulo já tem sua Ecofrota, basta investir e ampliar
Com os recursos para subsidiar mistura de biodiesel no combustível dos ônibus, seria possível criar 24 quilômetros de redes de trólebus
MARCOS GALESI
COM BASE NA MATÉIA DESTE LINK:
http://blogpontodeonibus.wordpress.com/2014/04/12/sao-paulo-suspende-projeto-ecofrota-so-trolebus-se-mostraram-viaveis-mas-sptrans-nao-deve-ampliar-rede/
Lendo esta matéria, me convenço que o Sistema Trólebus é uma tecnologia está cada vez mais consolidado.
Vejo o quanto a prefeitura gasta segundo a SPTrans. A gerenciadora diz que deve primeiro definir uma matriz para fazer os investimentos no setor.
“Com o biodiesel, gastávamos R$ 2 milhões por mês. Se fosse atender a frota inteira, seria R$ 350 milhões. É preciso definir a matriz antes de fazer esse gasto.” – afirmou o diretor econômico-financeiro da SPTrans, Adalto Farias, ao jornal O Estado de São Paulo.
Mas não há prazo para resolver o problema.
Vamos lá, fazendo as contas: Para criar um km de rede bifilar de trolebus num corredor, com subestação o valor não ultrapassa de R$ 1 milhão por km, ou seja, com R$ 2 milhões por mês em um ano faríamos 24 Km de rede bifilar. Se fossemos contar a partir de 2011 (quando uma empresa de ônibus começou a usar 1200 ônibus com mistura B 20) até 2013 logo teríamos 72 km de rede, e o melhor JÁ PAGOS.
Eu me pergunto, será que dentro da SPTrans não tem ninguém que saiba esta equação??? Por que não se pensou logo na solução Trólebus?? O que nos dá a impressão é que a gestora primeiramente faz experimentos, que até dão resultados, mas o problema é o custo altíssimo, nós temos uma meta a ser alcançada em 2018 se o corpo técnico da SPTrans investir R$ 24 milhões ao ano, logo temos 24 km de novas redes, é simples, e se observarmos num trecho de 16 km, ida e volta, como é o caso do Expresso Tiradentes, quanto que seria economizado??
Em uma linha como Terminal Penha – Terminal Pq D Pedro, quanto nós teríamos de economia?? É um trecho de 8 km na qual já existe rede tanto na ida quanto na volta, se substituíssem estes atuais ônibus por trólebus, quanto que não economizariam???
E se fosse para instalar uma nova rede?? Imaginem um corredor da Estação de Transferência Itaquera até o Term Pq D Pedro ?? Um trecho de no máximo 30 km (estimado) para ir, e para volta o quanto não haveria de economia de Diesel ?? Ou então o corredor PIRITUBA-AV SÃO JOÃO, ou quem sabe o corredor RIO BRANCO-até TERM CACHOEIRINHA?? Bom, convido os senhores a fazerem as contas de quanto é de economia de Diesel na linha 2290 Term São Mateus, Term Pq D Pedro, ou na 342M Term S Mateus-Term Penha, ou digamos qualquer linha de trólebus, façamos as contas.
MATÉRIA DO BLOG PONTO DE ÔNIBUS MOSTRA A QUANTIDADE DE DIESEL POUPADA PELOS TRÓLEBUS NO CORREDOR ABD E QUANTO DE CO2 DEIXOU DE SER LANÇADO NA ATMOSFERA EM 2013: http://blogpontodeonibus.wordpress.com/2014/03/31/trolebus-no-corredor-abd-pouparam-43-milhoes-de-litros-de-diesel-e-evitaram-9-mil-toneladas-de-co2/
Façamos os comparativos e veremos se não valeria a pena investir em novas redes, lembrando que em linhas bem demandadas, elas se pagam. Também lembramos que hoje temos novas tecnologias nos trólebus como motor em corrente alternada na qual a manutenção é barata, tem garantia conforme o fabricante de 20 anos, a eletrônica embarcada com novas tecnologias também não é cara, hoje temos trólebus com autonomia, ou seja, nas garagens não é mais necessário ter várias redes de trólebus, e os casos de problemas de fluxo estão cada vez mais raros com os trólebus autônomos, as redes hoje em dia são mais eficientes, em resumo, se a prefeitura for corajosa e investir seriamente tenho certeza que esta economia poderá impactar até no preço da tarifa e nas planilhas, pois sabemos que os ônibus diesel não é só o custo-diesel, tem o custo lubrificantes,etc, enquanto o custo trólebus (leiam esta página do I.E link: http://ie.org.br/site/ieadm/arquivos/arqnot7558.pdf cujo inclui os benefícios e custos no mundo inteiro),basicamente levamos em consideração o conjunto MOTOR, ELETRICO-ELETRÔNICO e a manutenção normal do chassi como é feito em qualquer ônibus.
A cidade de São Paulo tem tudo para ser o modelo para o mundo, o único problema é que por causa de gente TEIMOSA que trabalha no PODER PÚBLICO muitas vezes conhecem os benefícios, mas não dão o braço a torcer a não ser que haja pressão da população e dos órgãos de defesa do Meio Ambiente infelizmente é assim que funciona.
Muitos verão a suspensão do programa ECOFROTA como RETROCESSO, mas para quem defende o transporte elétrico é uma grande oportunidade para AVANÇARMOS.
Marcos Galesi é técnico em Transportes e membro do Grupo Defesa do Trólebus.

19 comentários em OPINIÃO: Trólebus – São Paulo já tem sua Ecofrota, basta investir e ampliar

  1. Me parece não ser interessante para alguns economizar, quanto mais se gasta mais chances de ganhar ” um por fora”, quem vai bancar as campanhas politicas?
    Se colocar as redes ou os ônibus elétricos autônomos com bateria o pessoal de compras e financeiro da SPtrans terão menos chances de ganhar alguns din din.
    Cooperativas corretas sem oportunistas no comando barateariam os custos das passagens e ofereceriam divisão melhor de oportunidades e ganhos aos operadores simples. No entanto é preciso tomar cuidar para aqueles operadores que também querem virar pequenos empresários tendo mais de uma permissão.

  2. Marcos Eduardo Riquelme Robles // 13 de abril de 2014 às 19:20 // Responder

    Eu concordo com Rubens, existe muito de muitos tempos atrás isso de “os meus 10 ou 20%” de algo assim como licitações para ganhar uma concorrência onde alguém pode ser beneficiado, á corrupção esta viva há décadas sendo ela uma doença que nunca cura nem vai curar… Eu quando funcionário da CMTC passei por 04 gestões diferentes á prefeitura possui inúmeros órgãos que ela comanda (á CMTC era um deles) e onde á gerenciadora dos transportes esteve á frente nesses quase 15 anos; nela vi muita coisa que não é necessário citar aqui, eu mesmo participei de muita coisa em benefício dos usuários dos transportes; como desenhista da CMTC muitas coisas eu fiz desde o desenho dos passes á participação de grandes projetos como o “Ônibus de dois Andares” do qual eu sou o primeiro idealizador…
    Agora sobre os trólebus, este ao meu entender é o segundo melhor meio transporte sendo ele silencioso e não poluído como os ônibus convencionais movido á combustível (diesel)… Ó trólebus precisa de algo no paralelo além da eletricidade para os movimentar, porque em momentos da queda da energia necessita de algo que supra esta parte para evitar conglomerados de veículos e transtornos das vias públicas pelos mesmos; é claro que precisa de um investimento visando um todo para melhorias como solução…
    Eu gostaria de deixar um grande abraço para os mentores deste assunto que em verdade todos nos gostaríamos ter de volta á CMTC, porque só na teoria como gestora á Sptrans não esta funcionando muito bem e sim também deveria ser na prática com ônibus para suprir necessidades em casos como falta de ônibus nas linha da cidade como também greves ou urgências etc…
    Deixo aqui os meus complementos de estima e consideração para todos aqueles que desejam um melhor transporte para esta cidade tão sofrida nesta parte e que ainda não deu á solução correta…

    Eu pediria que fizessem uma visita no facebook onde estou, ali vão encontrar uma variedade de coisas relacionado com transportes, muitos desenhos e projetos… Sejam muito bem-vindos (as)… Ok?
    Atenciosamente.

    Marcos Robles.

  3. Marcos Galesi e amigos
    Sua materia retrata a verdade.
    O sistema trolebus da Capital Paulista já perdeu mais de 50% de sua frota de 2002 para cá, e várias regiões tiveram o sistema retirado.
    As justificativas para isso foram as mais rídiculas possiveis.
    E a próxima licitação também não contempla a expansão do sistema.
    Pena que não tenhamos força Politica capaz de inverter essa situação.
    Só quando o ar de São Paulo estiver totalmente irrespiravel e que haverá alguma ação.
    Resta-nos sofrer.
    abraços

    • professor pardal // 14 de abril de 2014 às 15:39 // Responder

      Amigo Jair
      Temos força politica sim, e está em nossas mãos a mobilização temos que é esclarecer o maior numero de pessoas sobre o que há com o trolebus e o quanto ele possa melhorar a vida de nós paulistanos.
      Quando incluiram os 140 trolebus no edital de licitação, não foi o pessoal do MPL que fez o trabalho, mas foram poucos abnegados que conseguiram, tudo depende de nós nos unirmos num ideal e irmos à luta que nós conseguiremos.

      Abraços

      • Pardal amigo

        desculpe minha ignorância, mas, em qual licitação foram incluidos os 140 trolebus que voce informou, e onde encontro a turma para poder me incluir no trabalho
        abrs

  4. O grande problema não é só a falta de vontade da prefeitura investir no sistema, mas a falta de vontade dos empresários em querer investir no sistema!!

  5. Até mesmo a SPTrans admitiu que o trólebus é a tecnologia mais eficiente.
    Se comparado as outras formas de combustíveis menos poluentes, o trólebus é o mais barato. Se você analisar o trólebus tem gastos baixos de implantação se comparado a outras tecnologias e ele reduz os níveis de poluição e queima de combustíveis fósseis imediatamente.
    Os trólebus tem novas tecnologias embarcadas, tecnologias estas que são mais duráveis e simples.

    Está mais do que comprovado que o trólebus é a solução barata e imediata pra a redução da poluição do ar.

  6. André Francischetti // 14 de abril de 2014 às 01:20 // Responder

    Com o as novas tecnologias que os trólebus dispõem, como marcha autônoma, alavancas pneumáticas e etc, as linhas de trólebus poderiam ser ampliadas. Temos um corredor de ônibus na cidade que poderia se tornar o primeiro corredor ecológico da cidade de São Paulo. O Expresso Tiradentes! Via segregada, pavimento plano..
    La poderíamos ter 60% da frota com Trólebus articulado e padron 15 metros (todos com marcha autônoma) e 40% da frota Híbrida! Por que não se implanta a rede de trólebus no Expresso Tiradentes?

  7. LEDRAJ SARCE DOPRA // 14 de abril de 2014 às 04:13 // Responder

    A Ecofrota está carente de empresas de ônibus e refem das empresas de ônibus então a Ecofrota precisa de uma empresa de onibus urgente para operar com veículos trolebus, biodiesel, Diesel de Cana, B20, Etanol, Hibrido e eletrico a bateria então vamos lutar pela criação da Nova CMTC. http://www.avaaz.org/po/petition/pela_criacao_da_Empresa_estatal_de_Onibus_em_Sao_Paulo/?copy

    • Seria um retrocesso requerer uma nova CMTC… Não adianta criar uma empresa pública se a mesma será usada como cabidão de empregos!!

      • Pior é a máfia privada dos transportes! Uma CMTC com um conselho consultivo de cidadão com poder de veto para evitar “estripolias” administrativas do Poder Público resolveria o problema de um possível “cabidão”. Transporte público é monopólio “natural” pois exige alto investimento e operação com viés social (linhas nas periferias não tão rentáveis). Onde foi privatizado, parte da população foi excluída do serviço. Se a tão criticada ex-Prefeita Marta não tivesse legalizado as cooperativas para que atendessem as “quebradas” onde as empresas não queriam operar, SP estaria mergulhada no caos.

  8. Jose Verissimo Neto // 14 de abril de 2014 às 12:27 // Responder

    Porque investir em uma rede de troleibus, se já existem opções com custos similares ao Diesel e muito mais baratos que o troleibus. Já estão sendo testados e aprovados em diversas cidades do Brasil e também em São Paulo, os ônibus elétricos, que rodam só com baterias. Que não precisam de investimentos em rede area e evitariam os transtornos que encontramos na cidade quando há o rompimento dos cabos e fornecimento de energia.

    • professor pardal // 14 de abril de 2014 às 15:49 // Responder

      Amigo José Verissimo Neto

      Os ônibus à bateria não tem uma tecnologia consolidada, requer muitos testes de confiabilidade e demanda tempo.As baterias são de sódio sem dúvida são baratas, mas não duram muito tempo, já as de Lithium são muito caras, enfim é uma promessa, mas não é para agora. Sem contar toda a parafernália eletro-eletrônica que tem que ser preparado. As vezes encaramos o trolebus como uma tecnologia antiga, mas em Londres há planos para que em 2020 algumas linhas troncais substituam os ônibus a Diesel por Trolebus que já é uma tecnologia consolidada. Ou seja, não podemos só apostar em laboratórios, temos que apostar em uma tecnologia consolidada e simples no momento, porque quanto mais ficarmos pensando na viabilidade de sofisticados, nós vamos só ficarmos atrasados nas metas de despoluição que foram traçadas para 2018.

      abs

      • Jose Verissimo Neto // 15 de abril de 2014 às 20:21 //

        Professor Pardal,
        como disse o colega Luiz, realmente já existe ônibus da BYD rodando no Brasil que pelo jeito nem de longe é tão sofisticado. Pela material que passou outro dia no Jornal Hoje, o ônibus tem bateria de fosfato de ferro, autonomia de mais de 250 quilometros e não precisa de toda a infra estrutura do troelibus. Além disto, pelo que pude pesquisar, já esta rodando a muito tempo na China e em outros lugares do mundo sem problemas. Acho que já é uma tecnologia consolidada.

    • Oi José! O ônibus da BYD mostra isso. põe lá no youtube que show é essa tecnologia!

  9. professor pardal // 14 de abril de 2014 às 15:49 // Responder

    Amigo Adamo Bazani veja só o que consegui traduzir e tire suas conclusões:

    Para aqueles que dizem que trolebus é obsoleto vejam só os planos de Londres para 2020.

    Os londrinos querem substituir as linhas de ônibus diesel para trolebus até 2020.

    Visão de rede completa

    Quatro rotas iniciais são propostos, seguindo Transporte para os planos de Londres para as rotas de modo intermediário. Estes são resumidos em 2000/2001 Relatório de Negócios da TfL.

    ‘New eléctrico ou esquemas de trânsito rápido com base em ônibus – Estudos de quatro possíveis eléctrico ou esquemas de trânsito rápido com base em ônibus em Barking / Romford, Greenwich, Euston / Waterloo e Uxbridge / Shepherdï ¿½ s Bush estão em fase de conclusão. ”

    Propomos que a rede Transit East London ser o primeiro convertido em Trólebus, em etapas. Os Greenwich Trânsito e Uxbridge Road rotas devem seguir. A longo prazo, sugerimos linhas de ônibus, com uma frequência de pico superior a 5 minutos ser convertido

    http://tbus.org.uk/routes.htm

  10. Sou contra o trólebus. A capital precisa de velocidade no transporte por ônibus e os trólebus, com os problemas constantes com via aérea, vão na contramão desta necessidade. E o argumento de que são ecológicos é uma falácia. Nada mais contra a natureza do que os componentes da bateria do motor elétrico que o trólebus precisa para ter alguma autonomia (que não exclui as paradinhas para reconexão do veículo na linha aérea em uma cidade com terreno acidentado como São Paulo). Precisamos de corredores BRT, metrô e trem, e não de trólebus!

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