Prefeitura de Curitiba diz que vai manter tarifa a R$ 2,70

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Ônibus em Curitiba. Alternado a planilha de custos das empresas, prefeitura de Curitiba quer manter tarifa a R$ 2,70 para o passageiro.Prefeitura, Governo do Estado e empresas de ônibus travam uma verdadeira queda de braço.

Prefeitura de Curitiba diz que valor da tarifa não vai subir para população
Poder público tem feito simulações para alterar planilha de custos para reduzir em R$ 0,15 a tarifa técnica
ADAMO BAZANI – CBN
O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, anunciou que vai manter a tarifa de ônibus em R$ 2,70.
Para isso, a prefeitura tem estudado uma série de alterações na planilha de custos das empresas de ônibus que determina a tarifa técnica, que é o valor realmente recebido pelas companhias de transportes, normalmente maior do que é pago pelos passageiros nas catracas.
Simulações, segundo Fruet, mostram que a tarifa-técnica, hoje em R$ 2,99, poderia ser reduzida entre R$ 0,13 e R$0,15, o que poderia diminuir subsídios para o sistema. Essa redução, ainda de acordo com o prefeito, poderia cortar em R$ 47 milhões os repasses anuais para as viações.
A prefeitura estuda cortar ou alterar sete itens da planilha. Algumas alterações são semelhantes ao que propôs o TCE – Tribunal de Contas do Estado do Paraná.
O cálculo dos custos com combustível, por exemplo, deve ser feito pelo valor mínimo do diesel de acordo com tabela da ANP, agência do Petróleo do Governo Federal. Hoje é feito pelo valor médio. O pagamento do IR – Imposto de Renda por parte das empresas também seria retirado das tarifas, com a lógica que este imposto é sobre o lucro das empresas, lucro que já é previsto na planilha. Assim, seria como se os passageiros pagassem, além dos serviços, o imposto para os empresários.
As companhias de ônibus contestam esta lógica. Taxas de gerenciamento também seriam cortadas. O auxílio inverno, que são cobertores dados pela prefeitura para os trabalhadores das empresas que ficam nas estações tubo, deve ser eliminado também.
Pela determinação do TCE, barrada na justiça provisoriamente pelas empresas de ônibus, a queda na tarifa técnica poderia ser ainda maior: R$ 0,43, havendo não só manutenção, mas redução da tarifa social, a que é paga pelos passageiros.
As empresas de ônibus sugeriram tarifa técnica de R$ 3,33.
A prefeitura deve manter o subsídio mensal de R$ 2 milhões para o sistema. O poder público vai tentar na Justiça para questionar itens da planilha de custos apresentada pelas empresas de ônibus.
Apesar de as ações serem tomadas por Fruet e o órgão municipal Urbs – Urbanização de Curitiba S.A. ser responsável pelo gerenciamento da RIT – Rede Integrada de Transporte, a questão das tarifas excede os limites de Curitiba.
A RIT envolve 14 municípios, incluindo a Capital.
Segundo a prefeitura e o Governo do Estado, as integrações com as linhas metropolitanas que servem os municípios vizinhos geram a maior demanda por subsídios, aumentando o valor da tarifa-técnica, inclusive.
O governador Beto Richa anunciou liberação de R$ 80 milhões para subsidiar as integrações, entre repasses diretos e a não tributação do ICMS sobre o diesel dos ônibus.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

1 comentário em Prefeitura de Curitiba diz que vai manter tarifa a R$ 2,70

  1. Se a prefeitura pretende manter o subsídio em R$ 2 milhões de reais por mês isso dá R$ 24 milhões de reais por ano e como na reportagem informa que ela pretende cortar R$ 47 milhões de subsídios por ano isso significa dizer que atualmente ela gasta por ano R$ 71 milhões de reais correto ? então nesta lógica 71 – 47 = 24 milhões de reais divididos por 12 meses = a 2 milhões de reais/mês que é o que se pretende gastar em subsídios!
    Impressionante a quantidade de dinheiro que é gasta com subsidios não somente em Curitiba mas também em Sâo Paulo e em outras cidades que criaram as SPTrans da vida! Em BH com a BHTrans não é diferente mesmo porquê 40 empresas estão escondidas dentro de apenas 4 famigerados consórcios e é mais fácil tirar dinheiro prá caixa 2 das campanhas de 4 consórcios do que de 40 empresas individualmente! Perceberam como nessa questão tucanalhas e PeTralhas são parceiros ? Observem e pesquisem se o transporte de sua cidade administrado por um desses 2 partidos não faz a mesma prática mesmo porquê no falido modelo de consórcio é muito mais fácil praticarem-se falcatruas de todos os tipos! E é esse mesmo modelo que foi implantado no Brasil em 1998 na prefeitura PeTralha de Porto Alegre.
    Antigamente, o modelo de consórcio tinha outra ótica e não envolvia mais do que duas ou três empresas coligadas. Foi o que ocorreu em 1978 na cidade de São Paulo quando ela foi dividida em 23 áreas e as 75 empresas tiveram que se acomodar em consórcios e nenhuma delas teve mais do que três empresas agrupadas num só consórcio! Hoje o modelo é mais perverso e em nada lembra o modelo de 1978 implantado e exigido pelo prefeito Olavo Setubal. A cidade mauravilhosa se dá ao luxo de ter um consórcio com 20 empresas de ônibus agrupadas e em outro consórcio existem “somente 18 empresas”! São Paulo também é um horror como é o que se pode ver nas empresas ESCONDIDAS dentro do consórcio 7 ou mesmo do consórcio Viasul que prá quem não sabe são as empresas de código 5.1, 5.2 e 5.3 respectivamente Bristol, Taboão e Tânia que ainda existem na junta comercial porém estão proibidas de aplicar seus nomes nas latarias dos ônibus que são todos Viasul operando na cor verde escura, área 5! A ressurreição da Viação São Paulo código 2.3 também é um grande exemplo disso!!! Ela, a Brasil Luxo e a Vianorte continuam existindo na junta comercial e por isso estão separadas pelos prefixos 2.1, 2.2 e 2.3. Eu que não moro mais em Sampa percebi isso e alguém da busologia paulistana percebeu esta patifaria também???

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