Pesquisa de Mobilidade do Metrô: carro cresce. CPTM se destaca e ônibus é o principal coletivo
Publicado em: 10 de março de 2014

Ônibus ainda é o principal meio de transporte coletivo, de acordo com pesquisa de mobilidade do Metrô, na região metropolitana de São Paulo. Crescimento de viagens em veículos individuais preocupa. Foto: Adamo Bazani
Transporte individual cresce na região Metropolitana de São Paulo
Investimentos em transporte público não têm acompanhado velocidade da ampliação da frota de veículos particulares
ADAMO BAZANI – CBN
Os investimentos e a prioridade ao transporte público até avançam na região Metropolitana de São Paulo. Mas num ritmo inferior ao crescimento da frota de carros.
Como reflexo disso, as viagens de carro aumentam, assim como os congestionamentos e poluição.
É o que mostra a pesquisa de Mobilidade do Metrô, divulgada nesta segunda-feira, dia 10 de março de 2014. Os dados são referentes a 2012 e 2013.
Depois de cinco anos, os deslocamentos como um todo subiram 15%, com 43,7 milhões de viagens por dia nas 32 cidades da região metropolitana. Em relação aos deslocamentos por meio individuais, a alta foi de 21%, com 13 milhões 596 mil viagens a mais. Já a frota de carros cresceu 18%, somando 4,2 milhões de veículos que circulam por dia.
O aumento da renda, os financiamentos e subsídios indiretos para a compra de carros e os investimentos ainda insuficientes em transportes coletivos podem explicar estes dados.
A participação dos deslocamentos por transportes públicos caiu um pouco: Em 2007 representava 55% e agora responde por 54%.
Assim, o número de deslocamentos aumentou, o que é revelado pelo aumento das viagens de carro, mas a oferta de transportes não acompanhou este ritmo.
O levantamento mostra ainda que o maior aumento de viagens de transportes coletivos foi da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que nos últimos cinco anos cresceu 62%. São 3,2 milhões de viagens diárias.
No entanto, a maior parte dos descolamentos por transporte coletivo é feita por ônibus, o que mostra que mesmo com a necessidade de expansão da rede de metrô e trem, as políticas públicas e obras que facilitem o deslocamento por ônibus são essenciais.
Só na Capital Paulista, os ônibus municipais gerenciados pela SPTrrans – São Paulo Transporte responderam por 7,7 milhões de viagens por dia, crescimento de 8%.
As viagens com ônibus intermunicipais metropolitanos também subiram 8%, com 1 milhão 894 mil partidas.
Viagens por ônibus municipais de outras cidades cresceram 26% com 3,5 milhões de partidas diárias.
E quem disse que ônibus, trem e metrô é “coisa de pobre” precisa rever os conceitos.
O levantamento mostra que entre os que possuem renda maior que R$ 9,3 mil, o número de passageiros subiu.
Já entre os que possuem renda menor que R$ 1,2 por mês, o uso do transporte coletivo caiu 2%.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes


O METRÔ DE S. PAULO -SP Q JÁ FOI CONSIDERADO O SEGUNDO MELHOR DO MUNDO, NÃO EM QUANTIDADE DE KM, MAS EM LIMPEZA E QUALIDADES GERAIS OUTRAS…HJ É MOTIVO DE CHACOTA E DE ESCANDALO NO BRASIL E FORA DO BRASIL! RIDICULO!
hj o Metrô virou uma maloca perto do que era em 1994.
Ádamo, boa tarde.
A divulgação da pesquisa não foi feita em 10/03/14 ao invés de 10/03/13n conforme consta na notícia?
Enviado pelo meu aparelho BlackBerry® da Vivo
“O levantamento mostra que entre os que possuem renda maior que R$ 9,3 mil, o número de passageiros subiu.”
É obvio o metrô atende praticamente apenas ao centro expandido da capital paulista onde se concentra a população de maior poder aquisitivo, por isso o aumento do números de passageiros com alto poder aquisitivo.
Quem tem renda menor geralmente mora nas periferias, onde o transporte por trilhos é praticamente inexiste, e o transporte por ônibus é precário e ineficiente, obrigando o cidadão a arrumar uma alternativa individual de transporte, caso contrário ele não consegue trabalhar, estudar, muito menos cumprir com horários, ao contrário do que cita o secretário de transportes metropolitanos, Jurandir Fernandes que a culpa é da oferta de crédito para que o cidadão de baixa renda compre seu automóvel e/ou moto.