Corredores de ônibus e desapropriações: Bom Senso e Coragem!

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Corredor de ônibus em vias hoje contempladas só com faixas, causa polêmica em relação às desapropriações. Comerciantes e moradores se dizem contra espaço para o transporte coletivo. População deve ser ouvida, mas não dá para agradar a todos e vai chegar em breve a hora que a prefeitura vai ter de parar de ouvir e agir. Foto – Via Trolebus. Foto: Werther Santana/AE IMAGEM ILUSTRATIVA!

Bom senso e coragem para os corredores de ônibus em São Paulo
Alguns moradores e comerciantes são contra espaço para o transporte coletivo, como na Avenida Nossa Senhora do Sabará
ADAMO BAZANI – CBN
A prefeitura de São Paulo admitiu que pode rever o projeto de corredor exclusivo de ônibus em algumas vias, como para a Avenida Nossa Senhora do Sabará, na zona Sul da Capital Paulista.
Comerciantes temem que o corredor de ônibus limite espaços de estacionamentos de clientes e, junto com os moradores, também reclamam de possíveis desapropriações.
Representantes da prefeitura dizem que o Projeto de Lei 17 de 2014, que contempla as possíveis desapropriações para a construção de 215 quilômetros de corredores de ônibus, dá prioridade ao realinhamento das vias antes das desocupações dos imóveis comerciais e residenciais.
Aproximadamente 300 comerciantes e moradores da região de Interlagos, na zona Sul da Capital Paulista, estiveram nesta quinta-feira, dia 06 de março de 2014, na audiência pública da Comissão de Política Urbana da Câmara Municipal de São Paulo.
Eles querem que a Avenida Nossa Senhora do Sabará seja retirada dos projetos de construção de corredores de ônibus para São Paulo.
O secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco, admitiu que o projeto pode ser revisto.
O corredor deve ter aproximadamente dez quilômetros e ligar o futuro Terminal de Ônibus Pedreira até o bairro de Santo Amaro.
O trajeto previsto deve contemplar a Estrada do Alvarenga, Avenida Emérico Richter, Avenida Nossa Senhora do Sabará, rua Borba Gato e rua Carlos Gomes.
Hoje a avenida Nossa Senhora do Sabará recebe cerca de 20 linhas de ônibus, mas não em toda a extensão.
De acordo com o projeto de lei, devem ocorrer nesta via 484 desapropriações totais ou parciais.
À Rede Brasil Atual, o arquiteto Otávio Alvarez, diz que existem alternativas para desviar os ônibus da Avenida Nossa Senhora do Sabará, mas que a implementação delas também traria dificuldades.
De acordo com a reportagem, assinada por Rodrigo Gomes, uma alternativa “seria desviar a demanda para o corredor formado pelas avenidas Miguel Yunes e Nações Unidas, com a mesma origem: o terminal Pedreira. No entanto, ao chegar ao final da avenida Emérico Richter, o trajeto segue à esquerda pela avenida Miguel Yunes. A extensão é a mesma: cerca de dez quilômetros. Porém, este projeto demanda um estudo sobre impacto no trânsito e não está livre de desapropriações – pelo menos 37 imóveis serão afetados. Em todo o trecho sul dos viários para ônibus estão previstas 819 desapropriações. Além das citadas, serão 108 no trecho “Canal do Cocaia”, 61 no “Vila Natal” e 69 no “Belmira Marin”, segundo relatório de setembro do ano passado. Outra possibilidade seria completar a construção da margem sul da Marginal Pinheiros, desde a ponte Transamérica até a ponte Vitorino Goulart, deixando as seis faixas da avenida das Nações Unidas com sentido único: bairro-centro. “Isso liberaria a via que já existe para uma maior demanda de mobilidade”, afirmou Alvarez.
OPINIÃO DO BLOG PONTO DE ÔNIBUS:
Além do corredor da Nossa Senhora do Sabará, outros projetos de corredores devem ser desafios para a prefeitura convencer a população.
O método de realinhamento viário defendido pela prefeitura, como ocorreu com a Avenida Paulista, permite com que as ruas e avenidas sejam alargadas sem desapropriações, apenas com recuos de calçadas, vagas de garagem e terrenos.
A vantagem dos BRTs (Bus Rapid Transit) é esta. Além do baixo custo, realinhamentos nas vias muitas vezes são suficientes e num prazo relativamente curto, é possível entregar uma obra que pode ter a mesma capacidade de atendimento de outras opções de modais de transporte.
Mas é impossível construir corredores de ônibus ou qualquer outra obra em prol da mobilidade sem nenhum tipo de desapropriação.
É claro que é esperado do poder público bom senso na escolha dos imóveis a serem desapropriados e também uma indenização justa a moradores e comerciantes que muitas vezes lutaram e pagaram caro pelos seus terrenos, ocupados por suas famílias há décadas.
A população precisa ser ouvida e muitos projetos podem ser revistos sim. Mas vai chegar uma hora, e ela não deve demorar, que a prefeitura vai ter de parar de ouvir e agir.
Não dá para agradar a todos em uma obra, então, por mais que isso pareça óbvio, é o interesse da maioria que deve prevalecer. É óbvio, mas nem sempre é o que acontece.
Se depender da opinião de todos, nenhum quilômetro de corredor de ônibus ou de metrô seria construído ao longo da história. Como ocorre com um texto, com um produto e até com as personalidades, sempre vai ter alguém que não vai gostar.
Todos na cidade defendem mobilidade urbana até que a mudança chegue à porta de casa. É o caso dos moradores de Higienópolis e o Metrô.
O que não pode ocorrer é o que tem acontecido com a polêmica da permanência ou não dos táxis nos corredores de ônibus em São Paulo. A lógica e os estudos técnicos serem sufocados por interesses políticos e eleitoreiros.
Assim, dois termos devem resumir os próximos passos da Prefeitura de São Paulo quanto aos corredores: bom senso e coragem.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

25 comentários em Corredores de ônibus e desapropriações: Bom Senso e Coragem!

  1. Me lembro muito bem que ouve uma imensa mobilização contra o corredor Ibirapuera/Ver.José Diniz: Iriam retirar árvores, iriam destruir o entorno…etc….etc… imaginem se não tivesse estes corredores, na época a então prefeita Marta empeitou e concluiu a obra. É preciso de peito pra tocar SP pois muitos acham que que obras, principalmente priorizando o transporte urbano, não são prioridades, oras.

    Roger – SP

    • Este corredor é bom exemplo de obra competente, bem inserida em seu entorno.

      É pena que a SPTRANS não enfrente o desafio de evoluí-lo para um BRT, projetando estações de embarque e implantando controle centralizado.

  2. Adamo e amigos,
    A questão a ser resolvida é muito mais importante do que simplesmente despropriar imoveis de um itinerário já existente.
    O Planejamento de longo prazo deveria ser feito, pensando nos espaços para o futuro.
    Por exemplo:
    NA Estrada do Campo Limpo, o corredor planejado irá tirar os estacionamentos dos comércios locais, inviabilizando-os, e isto contraria o discurso politico de levar emprego para a periferia.
    A Alternativa seria usar as margens do córrego do Pirajussara, (que corre próximo e paralelamente a Estrada) cujas residências são alagadas todos os anos nas fortes chuvas de verão. Teríamos a solução de 2 situações simultaneamente
    Na região de Parelheiros e outras próximas a represa, a melhor solução seria o transporte hidroviário, represa guarapiranga mais aproveitamento do Rio Pinheiros até Santo Amaro, para o transporte de massa e os onibus apenas na alimentação.
    É lógico que onde não haja alternativa a desapropriação será inevitavel, porém, a população deverá ser sempre consultada. Como ocorreu na alteração de local do futuro terminal de onibus de Santana – conservando o local do comercio principal, gerador de empregos;

    • Vagner "Ligeiro" Abreu // 8 de Março de 2014 às 21:43 // Responder

      Conheço um pouco da região e creio que o que você escreveu tem um erro.

      Se você pensa nos estacionamentos, então você não pensa no transporte público. E a prioridade deveria ser SEMPRE o transporte público.

      Usar o córrego Pirajusssara não é tão possível, pelo que noto. Infelizmente devido justamente à má gestões anteriores, a região de entorno dos córregos fora ocupada. Área de várzea de córregos e rios NUNCA deveria ser usada como local de construção.

      No caso da Campo Limpo, aproveitar as áreas já abertas (creio que houve um processo de desapropriação tempos atrás, infelizmente interrompido) ajudaria e muito.

      • Vagner,

        No caso faço uma sugestão para despropriar os imóveis que são inundados todo ano, resolvendo dois problemas de uma só vez. Nesse caso poderiamos ter verbas do DAEE do Gov. do Est., do Gov Federal e das prefeituras de São Paulo e do Taboão.
        A via expressa poderia ser em elevado ou outro sistema eficiente,
        abraços

    • parabens ate que emfim achei uma pessoa inteligente

    • Adamo
      No UOL+Folha via internet de 24-05-2014 trouxe informação a respeito de projeto aprovado pela Câmara dos Vereadores de São Paulo para uso de veículos Hibridos para 100 ou 200 passageiros nas represas Billings e Guarapiranga + Rio Pinheiros ligando os bairros até a estação Jurubatuba da linha 9.
      Os veículos hibridos teriam a vantagem de desviar por terra diante dos obstaculos ainda existentes nas próximidades de S.Paulo (pontes baixas, pouca profundidade etc.)
      O veículo já foi testado, trazido do RJ e usado em viagens de turismo.
      Falta apenas aprovação do nosso prefeito Haddad.
      Em minha opinião, tal transporte deveria ser efetuado pela EMTU interligando municipios como Embú Guassú/SP/Diadema/São Bernado.
      Mas já será de grande valia se realmente for aprovado.

      • Adamo e amigos

        Ainda sonhando alto, as hidrolinhas com veículos hibridos seria solução para ligações pelo rio Tietê, Tais como: Barueri/Guarulhos ou São Miguel ou Mogi (etc.) Barueri/Pinheiros ou Santo Amaro (etc.) pelo Rio Pinheiros e daí por diante.

        Evitaria construir ramais metroferroviários ou corredores BRT com custo muito menor e maior rapidez na execução.

        abraços

      • Corrigindo, seriam veículos ANFIBIOS e não hibridos.
        abraços

  3. bruno quintiliano // 7 de Março de 2014 às 19:15 // Responder

    Como morador da região, afirmo que o eixo da miguel yunes é importante e merece corredor, mas par atender a outros percursos e ligações, mas NAO como alternativa para a sabara, que precisa sim de um corredor de onibus, que ofereça viagens mais rapidas e acabe com a precariedade das lotações.

  4. Gilson Vieira Silva // 7 de Março de 2014 às 19:39 // Responder

    Boa tarde!
    Adamo, acredito que o seu texto norteia toda a discussão, porém, é notório que vivemos uma grande crise de mobilidade urbana por conta da opção dos prefeitos em optarem o uso do transporte individual.
    Agora, a municipalidade quer construir 150 quilômetros de corredores de ônibus e parte da população relata que será prejudicada por conta das obras. Pergunto: como fazer omelete sem quebrar ovos????
    A minha sugestão é que os moradores da área da subprefeitura onde vai ser construído os corredores opinem sobre o assunto, através de um plebiscito ou votação semelhante e, dependendo de qual for a vontade da urnas, que seja respeitada as vontades do povo.
    Quero deixar claro que não sou petista, mas por favor, caso a população de uma região opte por não querer o corredor na área de sua subprefeitura, que se de a devida publicidade para que a Prefeitura não seja acusada de omissão.
    Saudações!

  5. Complicado mais creio que se nao houver desapropriaçoes nao havera evoluçao no transporte publico em SP,onde nao pode desapropriar pode haver alternativas,so nao se pode desistir do corredor.

  6. E pensar que 40 anos atrás NENHUM desses problemas existiriam hoje SE o prefeito da época indicado pelo regime militar (Paulo Salim Maluf ) tivesse COPIADO as idéias de outro prefeito biônico indicado pelo mesmo regime militar (Jaime Lerner) e que em setembro de 1974 inaugurou a primeira linha de ônibus em corredor exclusivo na América Latina e na cidade que hoje é conhecida como “cidade modelo”! (e que como todas as outras foi se perdendo ao longo de péssimas administrações(?) porém como tinha um legado bendito continuou sendo a “menina dos olhos” de tudo quanto é prefeito do Brasil que sempre dizia que ao ser eleito iria copiar o modelo de Curitiba porém copiava mesmo eram apenas as horríveis cores unificadas !

  7. Vagner "Ligeiro" Abreu // 8 de Março de 2014 às 21:48 // Responder

    Argumentar apenas defendendo desapropriações, ao meu ver, é um pouco inválido. Muitas vezes as desapropriações ocorrem em regiões já consolidadas em comércio e habitação. E processos de desapropriação são lentos, caros, chatos de trabalhar além de contraditórios.

    Como já dito por um: “quando é no calo dos outros, ‘ninguém’ liga; quando é no próprio calo, a coisa muda de figura”. Questiono à todos que defender as desapropriações: se fossem VOCÊS os desapropriados, vocês iam gostar desta intervenção? Como dito por alguns, “se coloquem no lugar do outro”.

    Alagar avenidas, ao meu ver, não é uma boa solução para criar corredores. Que se faça, mas se por exemplo, for usar uma avenida para uso exclusivo de ônibus, que o faça. A Brigadeiro Luiz Antônio, em um trecho, hoje é assim. Outras avenidas com fluxo alto de ônibus idem. Imagino que não há problemas em deixar uma avenida como exclusiva para ônibus.

    Se a desapropriação der um valor justo para o então residente no local, e ajudar a conseguir um imóvel próximo ao mesmo, é ótimo. Só que sabemos que não é assim que ocorre.

  8. Rolland T. Flackphayser // 9 de Março de 2014 às 18:31 // Responder

    A avenida Celso Garcia até o início dos anos 90 era um corredor comercial bastante movimentado em quase toda a sua extensão. Após o fim dos bolsões de estacionamento a via praticamente morreu. O mesmo pode se dizer de outros lugares onde essa decisão equivocada de se implantar corredores sem pensar no entorno. A solução para São Paulo em termos de transporte é uma só, trilhos. O resto é conversa.

    • Nenhuma cidade do mundo apostou só em trilhos (até porque o metrô nunca atenderá a todos os lugares de uma cidade, por uma questão simples de demanda), logo porque São Paulo deveria ser a primeira cidade a fazê-lo? A cidade de São Paulo tem a segunda maior frota de ônibus urbano do mundo. Será que podemos ignorá-la, sr Rolland T. Flackphayser? São Paulo tem mais 17 mil km de vias, dos quais cerca de 4 mil são usadas pelos ônibus. Muitas dessas vias foram projetadas e implantadas há muitas décadas, sendo que hoje não comportam o tráfego (por conta da urbanização desenfreada), possuem traçados irregulares, problemas de drenagem,etc. Com a adoção do BRT, São Paulo pode resolver três problemas de uma só vez: reestruturar o sistema de ônibus, reestruturar seu sistema viário e reurbanizar as muitas áreas degradas da cidade, gerando mais emprego, moradia, lazer,etc. As desapropriações servirão para que se abram novos caminhos para uma nova cidade (organizada, limpa, segura, democrática e acessível a todos).

      • Bom dia Sr. Ivo, você também acredita em PAPAI NOEL??? Tudo isto é simplesmente Política a preocupação da Prefeitura é acabar com comércio local e residentes ha mais de 50 anos na região por interesse IMOBILIÁRIO, com as GRANDES INCORPORADORAS, onde terão retorno ALTO E MUITO ALTO dessas desapropriações, às custas do sacrifício dos moradores e comerciantes que fizeram o que hoje são estas avenidas. Em vários locais existem outras alternativas e eles SIMPLESMENTE as ignoram, em outras, concordo que não têm alternativa, mas o fato é que o interesse maior é atender as INCORPORADORAS, caso contrário as alternativas viáveis seriam vista.

  9. Ivo
    Jamais ignorá-la mas é absolutamente necessário uma profunda restruturação.

    A frota enorme tem um monte de linhas redundantes em determinados locais – quase sempre onde tem “mercado” (muitos usuários) – e faltam ônibus onde a lucratividade é baixa.
    Muito pior que isto é que esta frota enorme mal distribuída acaba não andando (veja as velocidades médias) e entupindo muitas avenidas importantes. O usuário apela pra metrô/cptm ou moto. Quem mora longe se vira pra comprar carros, ou arrisca a vida nas estradas em motos.

  10. Considerações:

    Desapropriações nunca são pagos valores justos e no tempo certo, ás vezes as pessoas demoram anos para receber. Não é justo com pessoas que sempre pagaram seus impostos em dia.

    Desemprego – a maioria dos empregados do comércio são pessoas mais velhas que tem dificuldade de arrumar emprego em grandes empresas.

    Economia – Comércio – além de gerar empregos, os comerciantes pagam muitos impostos que contribuem para o crescimento do país além de ajudarem a girar a economia e facilitar as compras nos bairros.

    Além disso tudo>

    Eu que uso transporte público acho que é muito bonita essa história de corredor e tal onde realmente precisa, mas ainda assim de nada adianta construírem lindos corredores se não temos frota suficiente de ônibus.
    Sou contra esse corredor em vias que não precisam e irão causar grandes desapropriações e desempregos.
    Sou a favor do corredor onde precisa, porém isso deve ser definido com estudo apurado e não da forma que está.
    Ainda assim sou a favor somente SE aumentar a frota, porque sinceramente do jeito que está hoje, só com as faixas já resolveu.
    Os ônibus andam “rapidinho” na faixa e ainda assim demoram para chegar no ponto, e por quê?
    Porque cortaram um monte de linhas….porque temos poucos ônibus nas frotas….porque depois do não aumento dos 0,20 foram cortadas linhas e ninguém fala isso…
    Outro ponto> onde passa ônibus não deve passar micro ônibus, porque sinceramente só atrasa a vida do passageiro…como é o caso do largo do socorro, se você tem opção de usar ônibus e micrônibus, você tem que optar por um e ficar esperando, porque os pontos são diferentes…
    Aliás o largo do socorro é o melhor exemplo de bagunça…é ônibus no “passa rápido no meio” e micros parando a direita…uma complicação no trânsito para todos.
    Você meu querido que vem lá de santo amaro com o corredor perde todo o tempo que economizou no corredor no largo do socorro….
    Se for para fazer mais corredores e ficar desse jeito sinceramente deixem como está…

  11. Adamo e amigos

    A ocorrência de queda no faturamento dos pequenos negocios na Av. Lacerda Franco com a impossibilidade de estacionamento devido a adoção da faixa de onibus retrata o problema da falta de coerência entre a criação/manutenção de empregos nos locais onde transitam nossos onibus e a falta de planejamento na melhor adequação dos transportes públicos.

    Não devemos impor novas normas a QUALQUER CUSTO. Neste caso os lojistas estão protestando e se nada for feito o desemprego virá.

    Necessitamos de melhor planejamaneto para nossa Cidade.

    abrs

  12. Nós munícipes estamos tomando a consciência de participar efetivamente das decisões por parte do governo em relação as nossas vidas.
    Não somos contra a implantação de corredores centrais de ônibus, visando a melhora e modernização do transporte coletivo da cidade.
    Também não podemos concordar em simplesmente sermos considerados “perdas aceitáveis” para que estes projetos sigam adiante.
    Existem várias incoerências nestes projetos.
    O Plano Diretor Estratégico – PDE, hoje discutido pela Câmara dos Vereadores, pela população, tem como alicerce de sua concepção os “eixos de mobilidade urbana”, onde serão em parte construídos corredores centrais de ônibus, os já existentes assim como outros modais metrô, trem.
    O problema é a construção desnecessária como o corredor Sabará, que tem a finalidade de proporcionar o fomento ao adensamento com construção de edifícios ao longo dos 150 metros de cada lado do mesmo, favorecendo o mercado imobiliário.
    Se a finalidade do PDE é manter o cidadão trabalhando no local em que reside, por que acabar com mais de 3000 empregos diretos ao longo da avenida Sabará, dizimando o comércio estabelecido há mais de 30,40,50 anos?
    Os comentários acima do Vagner “Ligeiro” e da Adriana, são prova de lógica e bom senso.
    Precisamos encontrar uma forma de enfrentar todos estes problemas, com objetividade, clareza, sem subterfúgios.

  13. Amigos,
    Embora o obvio pareça repetitivo, no caso do corredor Sabará ocorre o mesmo fenomeno dos demais corredores, com um movimento local e outro muito maior que é o de passagem.
    Para o uso local os investimentos são menores, na própria avenida.
    Para o movimento apenas de passagem, melhor que um BRT com muitas desapropriações seria uma rota alternativa. No caso do Sabará, para o trafego de passagem, ligando o bairro ao centro, uma das alternativas seria a hidrolinha com veículos anfibios, saindo dos bairros próximos da Represa e passando pelo Rio Jurubatuba até ao Terminal Santo Amaro de onibus e as linhas 9 e 5 do transporte por trilhos.
    Assim, seriam atendidos todos os interesses da população.
    Acorda Haddad

    • Outra Alternativa para o corredor expresso e de passagem, paralelo ao Sabará, embora um pouco mais caro que a hidrolinha, seria usar um BRT na Rua Miguel Yunes, sempre usando linhas circulares de alimentação entre os sistemas local/expresso.

  14. Bom dia Adamo, possuo uma grande obra em fase de acabamento na Avenida São Miguel altura nº 2800, Vila Marieta, prox Ponte Rasa e fiquei sabendo do projeto do corredor de ônibus. Como saber se vai haver desapropriação ou não, e se sim quanto seria o recuo? Grato. Antonio

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