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Tarifa em Curitiba e região metropolitana ainda promete discussões tensas

Ônibus em Curitiba. Semanas após o Carnaval prometem negociações acirradas entre Governo do Estado e Prefeitura quanto aos valores das tarifas e subsídios às integrações.

Reajuste da tarifa técnica de Curitiba é adiado após convênio
Nos próximos quinze dias, prefeitura e estado vão negociar subsídios para integrações com ônibus metropolitanos
ADAMO BAZANI – CBN
As próximas duas semanas após o Carnaval prometem negociações tensas entre a Prefeitura de Curitiba e o Governo do Estado do Paraná por causa das tarifas de ônibus.
Na última sexta-feira, a Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, órgão do Governo Estadual, e a Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., autarquia municipal, renovaram o convênio por mais 15 dias, o que mantém a tarifa técnica, que representa os custos do sistema por passageiro, a R$ 2,99. Já a tarifa social, paga pelos usuários do sistema, é de R$ 2,70.
De acordo com o contrato de licitação de 2010, assinado com as empresas de ônibus municipais de Curitiba, os reajustes devem ser anuais e aplicados em 26 de fevereiro.
Mas a tarifa não é apenas municipal. A RIT – Rede Integrada de Transporte engloba 13 municípios que possuem o mesmo valor de passagens e permitem a transferência gratuita entre os ônibus das diferentes cidades.
O Governo do Estado anunciou na semana passada a liberação neste ano de R$ 80 milhões para subsidiar as integrações. Segundo o governador Beto Richa, R$ 10 milhões foram liberados em janeiro e fevereiro, R$ 5 milhões serão repassados diretamente para a Urbs por mês e o restante será proveniente da desoneração do ICMS sobre o diesel dos ônibus.
Ocorre que o prefeito Gustavo Fruet afirmou que os R$ 5 milhões de depósitos diretos por mês são “insuficientes”, versão contestada pelo Estado.
Fruet disse que apenas os serviços municipais poderiam ser custeados com a tarifa social de R$ 2,70, mas que as linhas metropolitanas precisam de subsídios.
Para o prefeito, o valor mínimo para garantir as integrações no ano é de R$ 100 milhões, superior aos R$ 80 milhões anunciados pelo Estado.
As tarifas em Curitiba e região metropolitana extrapolaram a esfera administrativa já ganharam a Justiça.
O TCE – Tribunal de Contas do Estado do Paraná, depois de estudos, concluiu que a tarifa técnica poderia ser reduzida em até R$ 0,43, alterando a metodologia de cálculo e reduzindo custos de gerenciamento público.
As empresas de ônibus conseguiram uma liminar na Justiça estadual impedindo provisoriamente que a recomendação do TCE fosse colocada em prática.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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