SPTrans paga R$ 2,2 milhões a não concursados. Especialistas dizem que quadro poderia ser menor

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SPTrans paga mensalmente R$ 2,2 milhões a funcionários não concursados. Apesar de a contratação de comissionados ser legal, especialistas alertam para o grande número de cargos, indicações políticas sem competência técnica e salários acima da média. Foto Uol – FOTO ILUSTRATIVA !

SPTrans paga R$ 2,2 milhões para funcionários sem concurso por mês
De 281 cargos, a maioria é formada de assessores. Boa parte das indicações é política
ADAMO BAZANI – CBN
A SPTrans – São Paulo Transporte, autarquia que gerencia os serviços de ônibus municipais na Capital Paulista paga por mês R$ 2 milhões 271 mil 998 e 04 centavos para 281 funcionários comissionados de confiança, contratados sem concurso.
A maior parte destes funcionários é formada por assessores, num total de 162. São assessores de vários tipos.
Outro cargo que chama bastante a atenção é de gerente. São 38 gerentes com salários de R$ 11.791,59 cada , que custam mensalmente à população R$ 448.080,42. Há também 17 superintendentes que ganham R$15.254,78 cada num total de R$ 259.331,26 por mês.
O menor salário é de Assessor Assistente 1. Os ganhos de cada um são de R$ 1.474,51. Há cinco pessoas ocupando este cargo.
Já os maiores salários são de R$ 18 mil 500, pagos a um chefe de gabinete, um diretor-adjunto, um diretor de administração e finanças, um diretor de gestão econômico-financeira, um diretor de infraestrutura, um diretor de operações, um diretor de planejamento de transportes e um diretor de relações internas. Juntos, estes oito diretores ganham por mês R$ 148 mil.
Os dados são referentes ao balanço de salários da SPTrans de janeiro de 2014 e são oficiais.
Os cargos de confiança são permitidos por lei, mas especialistas dizem que o risco de abuso no número de funcionários e salários é grande.
A SPTrans possui 1 mil 623 funcionários concursados. A média salarial é menor que a média dos funcionários de confiança. Enquanto o maior salário, por exemplo, na categoria dos não concursados é de R$ 18 mil 500, o maior ganho entre os que prestaram concursos é de um analista de controle administrativo, que ganha por mês R$ 12.711,56. O menor salário de um funcionário não concursado é de R$ 1.474,51 (auxiliar assistente 1) – são cinco funcionários. Já o menor salário de quem fez concurso é de R$ 1.223,97 para o cargo de agente de informação. São sete trabalhadores nesta função.
Além dos salários maiores e possibilidades de cargos desnecessários, os especialistas dizem que boa parte dos funcionários de confiança pode não ter qualificação para os cargos e são indicações políticas.
Veja a tabela dos cargos e salários de funcionários não concursados/de confiança
ADMINISTRADOR TÉCNICO DE PROJETOS – R$ 8.354,74 – 14 funcionários = R$116.966,36
ADMINISTRADOR TÉCNICO DE E PROJETOS 1 – R$ 11.791,59 – 1 funcionário = R$ 11.791,59
ADMINISTRADOR TÉCNICOS DE PROJETOS 2 – R$ 10.345,95 – 16 funcionários = R$ 165.535,20
ADMINISTRADOR TÉCNICO DE PROJETOS 3- R$ 10.808,42 – 11 funcionários = R$ 118.892,62
ADMINISTRADOR TÉCNICO DE PROJETOS 4- R$ 12.711,56 – 10 funcionários = R$ 127.115,60
ASSESSOR ASSISTENTE 1- R$ 1.474,51- 5 funcionários = R$ 7.372,55
ASSESSOR ASSISTENTE 2 – R$ 4.242,07 – 14 funcionários = R$ 59.388,98
ASSESSOR AUXILIAR 3 – R$ 5.207,87- 1 funcionário = R$ 5.207,87
ASSESSOR ESPECIAL DA PRESIDÊNCIA R$ 16.800,00 – 1 funcionário = R$ 16.800,00
ASSESSOR 1 – R$ 2.651,48 – 27 funcionários = R$ 71.589,96
ASSESSOR 2 – R$ 3.425,81 – 12 – funcionários = R$ 41.109,72
ASSESSOR 3 – R$ 5.207,87 – 27 funcionários = R$ 140. 612,49
ASSESSOR 4- R$ 5.924,95 – 31 funcionários = R$ 183. 673,45
ASSESSOR TÉCNICO – R$ 13.982,72 – 3 funcionários = R$ 41. 948,16
ASSESSOR 5- R$ 6.746,76 – 25 funcionários = R$168.669,00
ASSESSOR 6 – R$ 7.997,27 – 15 funcionários = R$ 119. 959,05
CHEFE DE GABINETE R$ 18.500,00 – 1 funcionário = R$ 18.500,00
DIRETOR ADJUNTO R$ 18.500,00 – 1 funcionário = R$ 18.500,00
DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS R$ 18.500,00 – 1 funcionário = R$ 18.500,00
DIRETOR DE GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA R$ 18.500,00 – 1 funcionário = R$ 18.500,00
DIRETOR DE INFRAESTRUTURA R$ 18.500,00 – 1 funcionário = R$ 18.500,00
DIRETOR DE OPERAÇÕES R$ 18.500,00 – 1 funcionário = R$ 18.500,00
DIRETOR DE PLANEJAMENTO DE TRANSPORTE R$ 18.500,00 – 1 funcionário = R$ 18.500,00
DIRETOR-PRESIDENTE – 1 fucnionário sem salário na SPTrans – Secretário Jilmar Tatto
DIRETOR DE RELAÇÕES INTERNAS R$ 18.500,00 – 1 funcionário = R$ 18.500,00
GERENTE R$ 11.791,59 – 38 funcionários- = R$ 448.080,42
SECRETARIA DE DIRETORIA R$ 4.988,44 – 4 funcionários = R$ 19.953,76
SUPERINTENDENTE R$15.254,78 – 17 funcionários = R$ 259.331,26
TOTAL = 281 funcionários não concursados, de confiança = R$ 2.271.998,04
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Roger disse:

    Depois falam em “recriar” a CMTC, nem com o fim da mesma o cabidão de empregos acabou.

    Roger – SP

  2. André Marianno disse:

    Prá que fazer auditoria para ver os custos do sistema ? Olha ai para onde vai nosso $$$

  3. HELOÍSA REIS disse:

    Pra que pagar menos para um concursado se pode pagar o dobro para uma indicação política?

  4. HELOÍSA REIS disse:

    Cade o ministério público ?

  5. Marcos Pimentel Bicalho disse:

    Caro Adamo, você, normalmente, tão sensato, “pisou na bola” com esta matéria sobre os cargos de confiança da SPTrans. Não trabalho na Prefeitura, e não tenho procuração nem da direção da empresa, nem do Governo Municipal; mas, como você, batalho há tempos por uma atuação decente do Poder Público nos transportes da Cidade de São Paulo, e vejo a empresa municipal como uma peça fundamental para isto. Certamente, estamos longe de ver isto, mas, sua matéria não contribui para uma melhoria neste quadro; pelo contrário, ao criticar duramente aspectos naturais da administração pública, e ao omitir parte das informações, mais confunde do que esclarece.
    Primeiro, dá um tom sensacionalista a um fato normal: ao colocar os números absolutos (261 pessoas com custo total de R$ 2,2 milhões), não relativiza esses números. Segundo sua própria nota, são 1.623 funcionários concursados, portanto, os comissionados representam 15% do total. O que não é uma participação fora de propósito. Qual seria um número razoável desses cargos (diretores, gerentes, assessores) para administrar a gestão do transporte público em uma cidade como São Paulo? E apontar que os salários médios dos cargos de confiança são maiores, também mostra uma situação normal, afinal, os cargos de livre nomeação são, em princípio, aqueles que têm a responsabilidade de dirigir a empresa.
    Porém, o que mais me incomoda, são alguns outros comentários capciosos:
    – “especialistas alertam para o grande número de cargos, indicações políticas sem competência técnica e salários acima da média”
    Que especialistas? A quantidade de cargos de livre nomeação poderia ser menor? Certamente, mas isto não representaria, necessariamente, melhores resultados (para a empresa e para a cidade). Os salários serem acima da média, como já citei, é inerente ao tipo de cargo (de direção e assessoria). Mas, principalmente, acusar a falta de competência técnica, generalizando, faz com que possíveis problemas (talvez pontuais) sejam vistos como regra: afirmação no mínimo leviana.
    – “especialistas dizem que o risco de abuso no número de funcionários e salários é grande”
    Novamente os tais especialistas anônimos esquecem de informar que nas empresas públicas, tanto o número de cargos de livre nomeação quanto os respectivos salários são definidos por critérios administrativos e legais.Certamente podem haver problemas, mas colocar todos no “mesmo saco”, é injusto com a maioria e distorce os fatos. No geral, essas pessoas têm papel fundamental no funcionamento da gestão.
    – “Além dos salários maiores e possibilidades de cargos desnecessários, os especialistas dizem que boa parte dos funcionários de confiança pode não ter qualificação para os cargos e são indicações políticas.”
    Já comentei a respeito dos “especialistas” e dos “salários maiores”, e penso ser leviana a insinuação de “cargos desnecessários”. Porém, repito, não dá para afirmar que os funcionários em questão não têm qualificação para os cargos, nem tampouco desqualificar a possibilidade de indicações políticas na administração pública, onde a política também tem um papel relevante.
    Enfim, desculpe se me alonguei nos comentários, mas estou convencido que a eficiência e a eficácia da gestão pública – em qualquer setor – exige estruturas administrativas mais ágeis e que o Executivo precisa de recursos, operacionais, técnicos e políticos para colocar em prática o que se espera dele, isto é, que atue sobre os problemas e coloque em prática suas políticas (no bom sentido). Principalmente no campo da mobilidade urbana, mudanças radicais são necessárias – você é um grande militante dessas mudanças. Elas não ocorrerão naturalmente, e dependerão de um “empurrão” na própria máquina pública. Os custos denunciados na matéria me parecem pequenos frente ao desafio colocado para a cidade.

  6. Marcos, com todo respeito e num debate aberto (esse é o objetivo do Blog), transmito a pergunta de uma das fontes, que é especialista em conta públicas da própria prefeitura: Será que realmente a SPTrans precisa de 38 gerentes não concursados ao custo de mais de R$ 11 mil cada?

    Assim, quanto às médias de salários, uma coisa é ser normal, outra é ser necessária.

    Não há sensacionalismo quando se questiona, ou até incomoda. É um dado correto e oficial.

    É ingenuidade também acreditar que todos estes profissionais tenham capacitação necessária para seus cargos e que não sejam indicações políticas, não generalizando.

    Concordo com o senhor que São Paulo tem vários desafios na área de mobilidade. Mas não acredito que estes serão resolvidos com cargos comissionados.

    Cordialmente,

    Adamo Bazani

  7. RASEC disse:

    Boa noite marcos. Posso até concordar em relação a postura adotada quanto aos cargos de gestão porém, não entendo a postura adotada em relação a cargos como assessor técnico ou seja, qual a diferença entre as atividades desenvolvidas por um assessor técnico e um analista por exemplo ? Quantos analistas foram aprovados no concurso público realizado em 2012 que até agora estão aguardando convocação e poderiam muito bem exercer as atividades muito melhor que um assessor ? E não digo isso sem conhecimento de causa. Vivenciei este tipo de situação na sabesp e com certeza a grande maioria dos assessores realmente não sabem nem o ambiente organizacional ao qual estão se inserindo. E um choque de culturas maléfico em todos os sentidos para as empresas públicas. Na boa e um monte de cabide de empregos (com o perdão da palavra) . Fica a pergunta: pra que então pagar uma fortuna para a vunesp realizar um concurso com quase 50 mil candidatos , muitos deles com o dinheiro contado para a inscrição e nem dar sequer satisfação sobre a paralisação do concurso. Será que foi um erro de previsão orçamentária ou seja: de repente haviam cerca de 350 vagas de posse imediata e de uma hora para outra estas vagas desaparecem. Não se fala mais nada. Este e o problema : o cargo público não se trata de um feudo onde se faz o que o patrão quer mas sim o gestor público deve prestar contas com transparência uma vez que estamos falando do bem público. Pena que o ministério público ainda não tenha visualizado este tipo de aberração.

    1. Marcos Pimentel Bicalho disse:

      Antes de tudo, acho este debate essencial. Como não sou um defensor do Estado Mínimo, pelo contrário, entendo que o Poder Publico tem um papel importante na organização de diversos aspectos da vida social – entre eles a mobilidade urbana – penso que precisamos discutir a fundo as bases de seu funcionamento; ou seja, uma reforma do Estado Brasileiro é mais que necessária. A questão é; mudar o que? Como?
      Naturalmente uma das questões básicas é a gestão de recursos humanos. Uma das bases da ineficiência das máquinas públicas, na minha opinião, está nas condições de gestão das pessoas. Estou convencido que, como está, parece que as regras foram feitas para não funcionar. Me restringindo a este ponto – que certamente não é único – como é possível administrar uma equipe na qual nenhum dos princípios básicos de gestão se aplicam? Não se pode selecionar profissionais, premiar os que se empenham ou se destacam, nem punir quando necessário. E, tem mais, uma parte dos quadros técnicos e políticos da administração deve ser substituída nas mudanças de governo, e trocada por outros, afinados com os objetivos do novo governo; e não são só os secretários e diretores.
      Mas outro é o retrato das prefeituras e do serviço público em geral. Regras concebidas para controlar desmandos, evitar corrupção e perseguições, ou proteger os funcionários, têm resultados questionáveis, no que se refere a esses objetivos, e engessam fortemente a gestão pública.
      Você dirá que os poderes do administrador público de plantão precisam ser controlados, limitados. Concordo. Mas, será que os atuais controles estão servindo a esses objetivos. Temo que não.
      Por outro lado, não ignorando a longa trajetória nacional de desmandos no setor público, conheço diversas experiências (dos mais variados partidos), com gestões (no geral, ou em espaços mais localizados) de fato empenhadas em fazer uma boa administração, mudar – para melhor – a realidade de algumas políticas públicas. E, afirmo, mudar essas estruturas não é nada fácil.
      Neste universo da administração pública, me parece evidente que há um grande abismo entre os espaços da administração direta (secretarias e departamentos com funcionários públicos concursados) e da administração indireta (empresas públicas com empregados regidos pela CLT). Reconheço aqui uma “forçada de barra” de minha parte, mas peço licença para radicalizar os argumentos, para poder ser exemplar. Você tem dúvida que a gestão de empresas como Metrô, DERSA, SABESP (que você citou), CET, SPTrans e outras tantas, são muito mais eficientes do que as correspondentes secretarias? E não necessariamente mais caras, relativamente.
      De fato são desvios, mas, sem reformas na estrutura da administração pública, acaba-se criando alternativas para burlar as regras: foi assim com as fundações, depois com as empresas estatais, agora com as OSCIPs, etc. No fundo, são tentativas de se criar estruturas mais flexíveis frente à imobilidade das existentes. Com o tempo as regras rígidas vão se estendendo para as novas estruturas e surgem outras, e assim por diante. Infelizmente é um ciclo vicioso, não virtuoso.
      Por que esta longa digressão? Para refletir sobre a necessidade de convivermos – enquanto não há uma reforma de fato – com essas empresas públicas, exatamente por elas serem um pouco mais flexíveis. E, entre essas flexibilidades, está a possibilidade da Administração realizar algumas contratações de pessoas consideradas necessárias, a critério (no limite arbitrário) da Administração. Frisei este aspecto porque, seja por qualidades técnicas, ou por necessidade política (a tal da “governabilidade”), é legítimo (não apenas legal) e razoável que a Administração possa dispor desse recurso, por sinal, também claramente utilizado no setor privado.
      Concordo que são necessários limites, tanto em termos quantitativos (que já existem) como qualitativos (idem); alguns desses cargos precisam de qualificações mínimas de escolaridade – por que não de experiência? – enquanto outros podem ficar abertos. Conheço pessoas, que, sem formação acadêmica, conhecem profundamente os serviços que executam, principalmente na área de transportes. Também entra aqui uma cota de “colocações políticas”.
      Sei que há abusos, que devem ser tratados como tal e, se possível coibidos, mas prefiro que o Estado tenha capacidade de fazer, ainda que erre, do que uma máquina que sabidamente seja concebida para não funcionar. Não acredito que controles apenas burocráticos resolvam vícios como corrupção, autoritarismo, incompetência e outros. Podem ajudar, mas a solução desses graves problemas, acredito, está no campo da “P”olítica. Por um lado, precisamos criar controles mais de resultados do que de processo; por outro, temos que aprender a conviver com isto e a construir novas bases para a cidadania e para a gestão democrática (não burocrática). Penso que a nossa “jovem democracia” está avançando nesse sentido.
      Desculpe pela longa e cansativa reflexão. Gostaria de avançar mais; por exemplo, argumentar sobre os concursos públicos, que você citou, mas já me estendi demais. Talvez voltemos a esses pontos em outra hora.
      Por ora, voltando ao tema original e resumindo, acho que entre os vários pecados da SPTrans, ter 260 cargos de livre provimento, é um dos menores. Acho que a empresa, mesmo com seus vários problemas, é instrumento necessário para mudar a cidade, mas, para isto, precisa ser reorientada. É isto que espero do Governo. Prefiro confiar a princípio, delegar um pouco de liberdade de ação e cobrar resultados. A outra alternativa leva ao imobilismos e nada de mudanças.

  8. j disse:

    ENQUANTO ISSO OS FUNCIONÁRIOS DA SOCICAM, INCLUINDO PESSOAL DA MANUTENÇÃO, E DAS EMPRESAS DE LIMPEZA E FAXINA DOS TERMINAIS E CORREDORES DA SPTrans “Q DÃO A CARA PRA BATER” TODOS OS DIAS, JUNTO COM OS CARAS CONCURSADOS DA MESMA, DE “CAMPO” GANHAM UM SALÁRIO DE MERDA! PARABÉNS SPTrans/SMT E PREFEITURA DE SÃO PAULO-SP! AFINAL…”VIDA LONGA AOS ‘ASPONES’ DA VIDA” !

  9. Eu disse:

    Adamo, você está totalmente correto!
    Vi desde que mudou o governo, assessores sendo nomeados SEM NECESSIDADE e sem conhecimento de área, em detrimento de assessores que estavam no cargo há anos.
    Claro, podem alegar que foi por razões políticas, afinal muda partido e eles tem que colocar pessoas de confiança, mas vejam bem, eram funcionários que não exerciam cargos que lidavam diretamente com a parte política da empresa: eram pessoas da área de informática, de RH etc, que foram mandadas embora justamente para que novos assessores (vinculados aos políticos, fato comprovado) ocupassem esses cargos e ganhassem esses salários.
    Se você for ver nas convocações no diário oficial, todos foram convocados como sendo essenciais e emergenciais (pois a portaria anterior – que foi revogada nessa gestão – só permitia a contratação de comissionados em casos emergenciais). Agora, dá um passeio na empresa, para ver quantas dessas contratações realmente foram emergenciais – boa parte não eram.
    Fora os assessores nomeados para fazer NADA. Sim, teve gente que entrou, ganhando um salário alto, e que não faz nada, vai para a empresa só para justificar o ganho do salário. Teve gente que entrou para exercer função do pessoal que está aguardando o concurso desde 2013, ganhando MAIS. Qual a necessidade de colocar alguém ganhando mais comissionadamente com um concurso já homologado e aguardando chamada?
    Com a afirmação de que a empresa é cabide de emprego, com certeza é – e não só a São Paulo Transporte. Basta dar uma busca no diário oficial para ver em 2013, que TODOS os assistentes de campanha de um dos membros da família Tatto ganhou um cargo comissionado em alguma das autarquias do município. Uma boa parte entrou na CET, uns poucos na SPTrans. Praticamente todos ganhando salários maiores do que os dos concursados.
    E antes que falem que esse é um comentário partidário e anti a gestão atual, eu digo: não estou falando do governo, estou falando do que eu VEJO e presencio todo dia, e tenho que presenciar calado.
    O ministério público com certeza não vai atrás disso, pois é um peixe pequeno para eles. Quem vai visitar a SPTrans para verificar se realmente as contratações foram todas emergenciais e necessárias? Ninguém. Afinal, a papelada de contratação deles afirma que era, e isso para a justiça já é o suficiente. E é por isso que vira essa festa.

  10. fernando disse:

    Faltou citar que houve concurso em 2012 e ate hoje ninguém foi convocado. Absurdo o descaso!!!

    1. Mil, TIM disse:

      Não faltou citar, NÃO
      O assunto foi citado mas sem solução…

  11. José Marcos disse:

    Todos sabem o número de concursados que estão esperando a convocação. Então, não é legítimo deixar um concursado, pessoa avaliada, de fora para continuar pagando um comissionado, pessoa indicada. Os defensores dos cargos em comissão são interessados diretos nesta situação. Uma posição democrática e justa é a do certame (concurso) em que se coloca os candidatos em posição de igualdade (e não de favor). A SPTrans não convoca e insiste na irregularidade e na injustiça em relação aqueles que, além da aprovação, pagaram a inscrição. As eleições mostrarão o que estes políticos merecem (pode aguardar Prefeito e seus secretários – os votos são importantes somente na véspera).

  12. Fernando disse:

    Olá colegas que foram aprovados no concurso da SPTrans de 2012,

    Eu também fui aprovado neste concurso e me indigno com a postura da SPTrans em deixar de contratar os aprovados em concurso em benefício daqueles que estão alocados em cargos comissionados. Passei dentro das vagas previstas para o meu cargo e fiquei muito tempo aguardando com esperanças a minha convocação, até que desisti desta espera e fui trabalhar no setor privado (ganhando menos que o salário previsto para o cargo em que fui aprovado).
    Hoje, chegando o fim do prazo de validade do concurso (que poderá ser renovado por mais 2 anos, como bem apontaram alguns colegas) penso que é hora de nos organizarmos para cobrar nossos direitos e ajudar nossa cidade, batalhando pela transparência dos critérios de admissão de funcionários na empresa. Já conversei com um advogado que conhece sobre ações de mandado de segurança em concursos público e ele sugeriu que nos organizássemos para que possa nos orientar sobre como promover uma ação judicial que nos garanta o emprego.

    Quem estiver interessado em fazer parte deste grupo que pretende buscar na JUSTIÇA o direito que lhes cabe, peço que escreva para ACAOSPTRANS@GMAIL.COM para que conversemos sobre o melhor caminho a ser trilhado.

    Boa sorte a todos!!

  13. anoni. mato disse:

    ENQUANTO ISTO OS DEDICADOS FUNCIONÁRIOS CONCURSADOS DA SPTRANS NÃO CONSEGUEM UM DISSIDIO SALARIAL JUSTO E SÃO HUMILHADOS POR ESTA SITUAÇÃO INJUSTA…QUE INDIGNACÃO!!!!

  14. Aliado disse:

    Assessores tiririca e diretores analfabetos funcionais recebem altos salarios para representarem seus proprios interesses .a sptrans e uma empresa politica onde o cobrador q foi multado ontem achaca o funcionario concursado de hj!

  15. Aliado disse:

    Sptrans uma empresa 100% politica!

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