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MOVE de BH precisa de ajustes, mas impulsiona mercado de transportes

Ônibus articulado do BRT MOVE. Sistema de corredores exclusivos para ônibus em Belo Horizonte está com obras atrasadas e precisa passar por adaptações. Mas além de ser uma aposta do poder público municipal para melhorar a mobilidade dos passageiros tem impulsionado a venda nos mercados de ônibus e de equipamentos para transportes coletivos. Foto: Eugênio Ilzo da Silva

MOVE de BH impulsiona vendas de ar condicionado para ônibus
Empresa especializada Thermo King anuncia venda de 375 equipamentos para veículos articulados e Padron/Convencionais
ADAMO BAZANI – CBN
O MOVE, sistema de BRT – corredores exclusivos para ônibus, antes mesmo de ter a primeira etapa inaugurada, cuja previsão foi revista para o dia 8 de março, necessita de várias adaptações e recebe diversas críticas.
O sistema de BRT, Bus Rapid Transit, é apontado como uma das principais soluções para mobilidade urbana em todo o mundo podendo ser conjugado com outros meios de transporte como o Metrô.
Mas a exemplo de qualquer outro sistema precisa ser bem planejado e com obras executadas de maneira eficaz.
Entre alguns problemas a serem superados pelo MOVE estão a readequação das estações, muitas com falta de estrutura, como portas inoperantes, e tamanho que precisa ser reformulado. Há estações que só têm dimensão para receber um ônibus por vez.
Em alguns trechos haverá gargalos, com a saída dos ônibus dos espaços exclusivos.
Neste sábado, o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, fez a viagem inaugural de testes percorrendo vias como Avenida Paraná, Avenida Santos Dumont, Avenida Cristiano Machado.
Apesar da necessidade de ajustes e dos atrasos nas obras, o MOVE é a grande aposta de BH para melhorar os deslocamentos dos cidadãos e não deixa de criar efeitos positivos no mercado de ônibus e de equipamentos para veículos de transportes coletivos.
Montadoras como Volvo e Mercedes-Benz e encarroçadoras como Caio, Neobus e Marcopolo comemoram encomendas para o sistema que deve contar no município com aproximadamente 200 ônibus articulados e 230 Padron – convencionais, de motor dianteiro.
Os veículos vão contar com ar condicionado, o que é considerado um avanço para os passageiros.
A empresa fabricante deste tipo equipamento para ônibus, Thermo King, pertencente ao grupo Ingersoll Rand, anunciou a venda de 375 equipamentos para os veículos do MOVE.
Deste total, são 210 unidades de LRT Street II e 165 unidades de LRT Confort.
O LRT Street II é para ônibus articulado e, segundo a Thermo King, possui compressor de parafuso, ou Screw, e usa Gás ecológico R407C, o que aumenta a eficiência do equipamento.
O LRT Confort será aplicado nos carros Padron podendo gerar até 125 mil BTU/h e desenvolvido para ônibus de até 15 metros. O equipamento também conta com sistema automático de renovação de ar.
Quando estiver pronto, o que deve atrasar, o BRT MOVE BH pode atender, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, 700 mil pessoas por dia.
A previsão é que o tempo de deslocamento seja reduzido em 45%, segundo a BHTrans.
Com 42 estações, distantes em média umas das outras 400 metros, os 23,1 quilômetros de extensão do MOVE terão três ramais após a conclusão:
Avenida Antônio Carlos: 14,7 km.
Avenida Cristiano Machado: 7,1 km.
Hipocentro: 1,3 km.
O MOVE será operado por quatro consórcios de empresas:
Consórcio BH Leste
Consórcio Pampulha
Consórcio Dez
Consórcio Pedro II
O grupo Rodap e o grupo Saritur estão entre os maiores operadores.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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