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Sambaíba volta a operar normalmente

Ônibus da Sambaíba voltaram a circular por volta das nove horas da manhã. Desconto do valor das passagens por causa de quem desce pela frente nos salários dos motoristas e cobradores e falta de segurança foram os principais motivos da paralisação. Foto: Adamo Bazani.

Funcionários da Sambaíba voltam ao trabalho
Manifestação durou até por volta das 9 horas. Desconto nos salários por causa de passagens que descem pela frente e falta de segurança foram os principais motivos
ADAMO BAZANI – CBN
Motoristas e cobradores da garagem 1 da Sambaíba Transportes Urbanos, empresa que atende a zona Norte da Capital Paulista, voltaram ao trabalho por volta das nove horas da manhã desta terça-feira, dia 11 de fevereiro de 2014.
De acordo com a SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema, nenhum dos 202 ônibus que atendem 28 linhas deixou a garagem da Rua Elza Guimarães, 589, na Vila Amália. Foi acionada a operação PAESE – Plano de Apoio ente Empresas em Situação de Emergência em 11 linhas, com 76 ônibus.
Segundo o sindicato dos motoristas e cobradores de São Paulo, a empresa instalou câmeras de segurança dentro dos ônibus. Cada vez que é registrada a saída de um passageiro pela porta da frente, é descontado o valor da passagem do salário do motorista e cobrador, alega o sindicato.
A entidade diz que isso não é evasão de tarifas e que o desconto é injusto. De acordo com o sindicato, em horários de pico, o ônibus está lotado e como os passageiros não conseguem chegar até a catraca pedem para que outros passem o cartão Bilhete Único no validador e descem pela frente.
A empresa nega que os descontos são injustos já que diz que cruza a quantidade de passageiros detectados pelas câmeras descendo pela frente com os registros no validador. Segundo a empresa, há casos de não pagamento da passagem mesmo.
Os motoristas e cobradores pedem também melhorias nas condições de trabalho e de segurança.
Dois ônibus da Sambaíba foram queimados em protestos na zona Norte de São Paulo na tarde desta segunda-feira, dia 10 de fevereiro de 2014.
A SPTrans informou que os serviços das outras três garagens da empresa não foram prejudicados e que por ser tratar de uma questão prioritariamente trabalhista, a prefeitura não deve intervir.
O sindicato e a direção da empresa devem realizar uma reunião na tarde desta terça-feira.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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