No oitavo dia de greve de ônibus em Porto Alegre, vans só têm capacidade para 5% da demanda
Publicado em: 3 de fevereiro de 2014

Ônibus depredado em Porto Alegre. Nesta segunda-feira, paralisação promovida pelo sindicato dos motoristas e cobradores chega ao oitavo dia. Vans escolares estão autorizadas a atuar no transporte público, mas só têm capacidade para atenderem 5% da demanda de passageiros de ônibus. Click RBS
No oitavo dia de greve de ônibus em Porto Alegre, vans só têm capacidade para atender 5% da demanda
Prefeitura permitiu que vans escolares transportassem passageiros do sistema de ônibus. Greve é ilegal e sindicalistas desrespeitaram acordo na Justiça
ADAMO BAZANI – CBN
Nenhum um ônibus saiu na manhã desta segunda-feira, dia 03 de janeiro de 2014, das 13 garagens de Porto Alegre, que registra o oitavo dia consecutivo de greve de motoristas e cobradores de ônibus.
O prefeito José Fortunati vai pedir ao Tribunal Regional do Trabalho uma nova audiência de conciliação para tentar resolver o problema que prejudica a mobilidade de aproximadamente um milhão de passageiros por dia útil.
Para minimizar o problema, a prefeitura autorizou que 617 vans e micro-ônibus escolares façam o transporte de quem precisa usar os ônibus de Porto Alegre.
Os veículos foram autorizados a ligar as zonas norte, leste e sul ao centro da cidade.
Estimativas do Sintepa (Sindicato dos Proprietários de Veículos Escolares) revelam que as vans têm capacidade de atender cerca de 50 mil passageiros, o equivalente a apenas 5% da demanda por transporte público municipal. Aproximadamente 80% das vans da capital gaúcha devem prestar os serviços. Muitas ainda estão sem transportar estudantes por causa de férias escolares.
A tarifa é a mesma das lotações: R$ 4,20. Também é permitido que as lotações transportem passageiros em pé, o que era proibido antes da greve.
Na quinta-feira, dia 30 de janeiro, em audiência de conciliação, houve acordo entre sindicato de motoristas e cobradores, empresas de ônibus e o Tribunal Regional Eleitoral.
A greve foi considerada ilegal um dia antes. Pelo acordo, os ônibus voltariam a circular gradativamente a partir de sexta-feira.
Mas uma ala do sindicato dos motoristas e cobradores incitou os trabalhadores a desrespeitar o acordo.
Além de dificultar a mobilidade de um milhão de pessoas por dia, fazendo com que muitas pessoas percam compromissos importantes, a greve é marcada pelo desrespeito à lei (em nenhum dia houve cumprimento de frota mínima), a acordos trabalhistas e também pelo vandalismo: ao menos 45 ônibus foram depredados, sendo que um deles foi alvo de uma bomba caseira, quando estava parado no ponto final.
Piquetes são realizados todos os dias na frente das garagens impedindo os motoristas e cobradores que querem trabalhar.
A greve não é unanimidade nem na categoria.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes



A justiça deveria decretar a prisão desses sindicalistas bandidos