Desonerações sobre folha de pagamento de fabricantes de ônibus vão continuar, garante Mantega

Publicado em: 30 de janeiro de 2014

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Fabricantes de ônibus dizem que não demitiram em 2013 por causa da desoneração tributáriada folha de pagamento. Benefício que acabaria em dezembro de 2014, deve ser prolongado para outros anos. Foto: Adamo Bazani

Desonerações sobre folha de fabricantes de ônibus vão continuar, diz Mantega
Representante de fabricantes de carrocerias diz que não houve queda no nível de empregos por causa do incentivo
ADAMO BAZANI – CBN
A desoneração sobre a folha de pagamento as fabricantes de ônibus vai continuar nos próximos anos.
A garantia foi dada nesta quara-feira, dia 29 de janeiro de 2014,pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega.
O secretário de política econômica da Fazenda, Márcio Holland, se reuniu em Brasília com os representantes de setores que contam com o benefício, como têxtil, autopeças, brinquedos, transporte, serviços e construção civil.
Estes setores deixaram de recolher 20% sobre a folha de pagamento referentes a contribuição previdenciária e no lugar pagam de 1% a 2,5% sobre o faturamento bruto anual, sem levar em conta as receitas com exportações.
A previsão era de que o benefício acabasse em 31 de dezembro deste ano. Mas agora, não há mais prazo para o final.
Com as desonerações, o governo federal deixou de arrecadar em 2013, R$ 13,2 bilhões. Em 2014, a projeção é de renúncia fiscal de R$ 21,6 bilhões.
Mas esta desoneração, segundo o governo federal, foi compensada pela maior movimentação econômica dos setores contemplados.
Há cerca de 15 dias, a presidente Dilma Rousseff disse que a desoneração será “permanente”.
O presidente da Fabus, entidade que reúne as principais fabricantes de carrocerias de ônibus no Brasil, e do Simefre – Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários, José Antônio Fernandes Martins, diz que o setor de ônibus não demitiu no ano passado, mesmo sendo atingido pelo congelamento das tarifas, por causa desta desoneração.
Ele prevê para 2014 um crescimento de produção de 1% a 2% sobre as 40 mil 111 unidades fabricadas em 2013.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria – CNI, a taxa média de demissão mensal caiu de 15% nos setores beneficiados pela desoneração, entre janeiro de 2007 a dezembro de 2011, para 3% negativos entre janeiro de 2012 e junho de 2013.
Já 96% das empresas dizem ter aproveitado bem a troca dos 20% de contribuição previdenciária sobre 1% ou 2% do faturamento bruto e 43% afirmaram que pretendem exportar mais, pelo barateamento dos produtos devido às desonerações.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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