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Ministério Público quer tirar táxis de corredores de ônibus
Promotor diz que táxis não é transporte público coletivo e que se a prefeitura não proibir os taxistas, ele vai mover ação civil para a retirada dos veículos do espaço dos ônibus
ADAMO BAZANI – CBN
Depois de analisar os três estudos apresentados pela Prefeitura de São Paulo sobre a eficiência das faixas e corredores de ônibus, o promotor de Habitação e Urbanismo, Maurício Antônio Ribeiro Lopes, recomendou que o poder público municipal proíba a circulação de táxis, mesmo com passageiros, pelos nove corredores de ônibus da cidade, que ficam à esquerda do tráfego. Apenas no corredor do Expresso Tiradentes, com características de BRT – Bus Rapid Transit, os táxis não circulam pelo fato de o espaço ser realmente separado para os ônibus de forma física.
Pelas faixas de ônibus à direita, os táxis já são proibidos de trafegar.
O promotor foi além e disse que se a Prefeitura de São Paulo não vetar a circulação, o próprio Ministério Público vai entrar na Justiça com uma ação civil pública para a proibição dos táxis.
Ele deu um prazo de 45 dias para a prefeitura tomar a atitude.
Segundo Maurício Antônio Ribeiro Lopes, é necessário ter coragem para a decisão e levar em conta aspectos técnicos e não políticos.
Com base nos estudos, ele está convencido de que os táxis atrapalham os ônibus, reduzindo a velocidade do transporte coletivo.
O promotor diz que apesar de ser um serviço indispensável para a cidade, o táxi não pode ser encarado como transporte público. É um serviço privado, com características de aluguel, diferentemente dos ônibus, que são meios coletivos de deslocamento.
Hoje a cidade tem 34 mil táxis e 15 mil ônibus municipais.
Os estudos entregues pela prefeitura de São Paulo mostram, por exemplo, que onde há maior concentração de táxis nos corredores, a velocidade operacional dos ônibus cai para 6 km/h.
Segundo os levantamentos, os táxis ocupam espaço nos corredores, mas só transportam um por cento das pessoas que são atendidas no local.
O secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto, disse que sem os táxis, a velocidade dos ônibus nos corredores subiria cerca de 25 por cento,
Os estudos tiveram três fontes: a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego, a SPTrans – São Paulo Transportes (órgãos da prefeitura) e uma empresa particular especializada.
Os taxistas, que já realizaram protestos contra a possível retirada dos veículos dos corredores de ônibus, prometem reagir.
O presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, Natalício Bezerra, disse que o vilão da falta de mobilidade e da baixa velocidade dos corredores não é o táxi e que o meio de transporte faz com que muitas pessoas que dificilmente usariam o transporte coletivo deixem o carro em casa.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes