História dos Transportes: Da Lua para o Cometa pela paixão de servir às pessoas

ônibus Caio Bossa Nova - Viação Padroeira do Brasil

Ônibus Caio Bossa Nova em 1966, da Viação Padroeira do Brasil. Boa parte das ruas no ABC Paulista era de terra e foi enfrentando atoleiros e vias difíceis que os jovens trabalhadores como Gilberto Braz da Silva contribuíram para que os transportes levassem desenvolvimento às cidades. Foto: Acervo pessoal Gilberto Braz da Silva/Matéria: Adamo Bazani. (Reprodução Autorizada apenas com a manutenção destes créditos)

Da “Lua” para o “Cometa” no sonho de servir às pessoas pelo trabalho de motorista

Com 61 anos de idade, hoje Gilberto Braz da Silva é uma história viva dos transportes que mostra como o setor e as cidades cresceram pela dedicação dos profissionais do volante

ADAMO BAZANI – CBN

Uma nação não se desenvolve simplesmente com planos econômicos, programas governamentais ou isoladamente pela atuação de grandes personalidades que ficaram famosas na história.
Toda a evolução que um País já conseguiu e ainda continua buscando vem do esforço de milhões de trabalhadores que todos os dias enfrentam dificuldades e cansaço, mas cumprem seu dever não apenas para com a família, mas para todo o contexto social.
E quando o trabalho é feito com paixão, o resultado é especial.
Exemplo disso é a história do motorista de ônibus Gilberto Braz da Silva, hoje com 61 anos de idade.
Desde muito jovem ele já demonstrava paixão pelos gigantes que levavam vidas, transportando sonhos e progresso: os ônibus.
Tanto é que aos 11 anos de idade, em 1963, começou a trabalhar precocemente como cobrador de ônibus na Viação Padroeira do Brasil, de Santo André.
Um detalhe curioso que Gilberto conta é que a Padroeira, mesmo com os serviços urbanos, servia a trabalhadores da fábrica da Ford. A história de Gilberto mostra que a industrialização do País, em especial do ABC, trouxe renda e oportunidade para muita gente. Mas se não fosse o setor de transportes, servindo os trabalhadores e até mesmo executivos, a indústria não teria o mesmo êxito.
O profissional se recorda das ruas de terra, em 1965, na região do Jardim Bom Pastor, em Santo André, e como o ABC ia se desenvolvendo por onde os ônibus passavam.
Presente no dia a dia das pessoas, pela memória dos transportes é possível entender e abordar fatos de grandes dimensões pela ótica não da história oficial, ensinada nas escolas, mas pela visão do próprio povo.

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Destaque, na história de Gilberto em 1969 foi a chegada do homem à Lua. O fato despertou sonhos, curiosidade e teve um impacto muito grande no imaginário das pessoas. Alguns nem acreditavam, outros sonhavam em um dia poder ir lá. E como o brasileiro é bem humorado por natureza, com o jovem profissional dos transportes não poderia ser diferente. Ainda como cobrador da Padroeira, quando o ônibus estava “especial” indo para a garagem, Gilberto improvisou uma fita e colocava no letreiro do itinerário do ônibus a palavra “Lua”. Ou seja, quem queria ir para a Lua, pelo menos na imaginação, poderia pegar um “Padroeira” e se divertir com o jovem cobrador.
A história de Gilberto mostra também que o crescimento da indústria foi tão grande no ABC que houve oportunidade para o surgimento e expansão de empresas de fretamento, como a Tursan – Turismo Santo André, que atendia fábricas como Volkswagen, Motores Perkins, Swift, Poliolefinas, Petroquímica, Petrobras, Scania. Outro detalhe interessante que Gilberto conta é a valorização da marca que as indústrias já preservaram. Tanto é que para atender a Scania, a Tursan teve de comprar ônibus da marca e optou pelos modelos Dinossauro e Turbo Jumbo usados da Viação Cometa.
Aliás, a trajetória de Gilberto literalmente foi da “Lua” na Padroeira para o Cometa. Ele conta que o sonho de todo motorista de ônibus era trabalhar na Viação Cometa, onde ele começou a atuar em 1985. A Cometa era referência nos transportes e não só exigia que o motorista dirigisse bem, mas também verificava na hora da apresentação, asseio, educação, calma e tranquilidade nas adversidades do trânsito, bons antecedentes.
Gilberto, que atuou como motorista até 1990, quando já estava na Garcia Turismo, diz que transportar vidas é uma paixão aliada à seriedade e que o transporte público desde seu início é a principal solução para a mobilidade, mesmo antes de esta palavra virar moda, como mostra sua história.

Confira a íntegra da entrevista e mais fotos abaixo:

Gilberto Braz da Silva - Padroeira

A paixão e o trabalho para Gilberto Braz da Silva começaram cedo. Aos 11 anos de idade ele já era cobrador da Viação Padroeira do Brasil. Na foto, de 1969, o profissional está no posto do cobrador que antes ficava na parte de trás dos ônibus. Ele se recorda neste ano da reação das pessoas sobre a chegada do home à Lua e até fazia brincadeiras como escrever Lua no letreiro do ônibus. Quem também quisesse ir para a Lua, ao menos em sonho, era só embarcar num Padroeira Foto: Acervo pessoal Gilberto Braz da Silva/Matéria: Adamo Bazani. (Reprodução Autorizada apenas com a manutenção destes créditos)

Adamo Bazani – Vimos algumas fotos de criança. Era o senhor? Como começou sua paixão pelos transportes?
Gilberto Braz – Sim sou eu mesmo nas fotos, a minha paixão pelos ônibus começou quando fiz amizade com alguns motoristas e cobradores que faziam as linhas da Viação Padroeira na Vila Assunção, lugar onde morei durante a maior parte da minha infância, adolescência e continuei morando mesmo após a maioridade.

A.B.- Como teve início sua carreira nos transportes?
G.B. – Em 1963, a Viação Padroeira fazia o transporte dos funcionários da Ford-Willians, da fábrica do Taboão (SBC) até a estação de S. André e depois fazia um encaixe no horário de pico da tarde da Estação até o Bairro Paraíso e eu fazia um bico de cobrador recebendo diariamente pela viagem que realizava como cobrador. Naquela época eu tinha 11 anos eu não podia tirar carteira profissional, pois só era permitido após os 14 anos, fiz esse bico de cobrador por um ano com a autorização do proprietário que na época era o Sr. Tonico Turco (assim era chamado), meus pais eram separados e devido a um problema de família me afastei da empresa voltando em 1967 desta vez com registro em carteira e o proprietário já era o Sr. José Romano e o gerente da empresa era o Sr. Laerte Pelosini (hoje proprietário da Viação Santo Ignácio). Quando eu era cobrador em 1968/69 a garagem da Viação Padroeira já era na Rua Monte Mor e um dos motoristas com o qual eu trabalhava, assim que saia da garagem (de madrugada) e virávamos na esquina da Rua José D’Ângelo ele saia do banco e eu assumia o volante indo até o ponto inicial na fábrica Troll, em Rudge Ramos, e voltava dirigindo até que embarcasse o primeiro passageiro, posso dizer com segurança e orgulho que a Viação Padroeira foi a minha Autoescola, inclusive quando voltei já como motorista em 1975 saímos em 5 motoristas para fazer o teste e apenas eu e mais um fomos aprovados e ao entrar na garagem o encarregado da manutenção, o Sr. Ramiro, disse para o encarregado do Tráfego que havia feito o teste: – Eu sabia que o Gilbertinho ia passar, ele foi criado aqui na garagem!

A.B.- Em relação à Viação Padroeira do Brasil. O senhor lembra dos modelos que trabalhou e quais linhas? Em que época. Como era Santo André nesta época e como a Padroeira ajudou a desenvolver a cidade?
G.B. – Na época em que eu era cobrador trabalhei com os modelos Caio Bossa Nova, mas não sei precisar com exatidão qual era o ano do modelo (talvez 1964) e também com a Grassi – Nicola – Super Caio, nas linhas Estação de Santo André/ Jardim Bom Pastor até a Vila Scarpelli (Bairro Pinheirinho) e do Jardim Bom Pastor em diante as vias eram de terra. Como motorista a partir de 1975, com os modelos Gabriela e um anterior a ele, mas não me recordo qual era.

A.B. – O Senhor também trabalhou na linha bairro Paraíso – São Paulo via Rudge Ramos? Como eram as vias que ligavam Santo André a São Bernardo do Campo nesta época?
G.B. – Sim trabalhei na linha Bairro Paraíso – Rudge Ramos (fabrica Troll) como cobrador e posteriormente como motorista, as vias eram asfaltadas e boas.

A.B. – Quem era o dono da Viação Padroeira nesta época (ou os donos) e como era o relacionamento entre funcionários e empresários nesta época?
G.B. – O dono da Viação Padroeira na época era o Sr. João Romano e quem gerenciava eram o filho Osvaldo Romano e o genro Laerte Pelosini, o relacionamento entre funcionários e patrões era muito bom.

ônibus Ciferal Turbo Jumbo - Tursan

O setor de fretamento e a indústria no ABC cresceram juntos. A industrialização foi a oportunidade para muitas empresas de fretamento surgirem e crescerem. Mas os benefícios foram mútuos, e a indústria só conseguiu chegar ao atual patamar devido aos empresários e trabalhadores dos transportes. A foto é de 1984 e mostra Gilberto Braz da Silva na frente de um Ciferal Turbo Jumbo da Tursan. Empresa de fretamento comprou ônibus da Viação Cometa para atender à montadora Scania em São Bernardo do Campo. Foto: Acervo Pessoal Gilberto Braz da Silva/Matéria: Adamo Bazani.(Reprodução Autorizada apenas com a manutenção destes créditos)

A.B. – Em seguida o senhor trabalhou na Tursan, empresa de fretamento. Como foi a mudança de urbano para fretamento? Era muito diferente o trabalho?
G.B. – A mudança foi muito boa, o trabalho era diferente tanto pelos modelos dos ônibus, como pelos passageiros e o sistema de tratamento entre o motorista e os passageiros. Mas desde criança eu tinha paixão por ônibus e sonhava em ser motorista e prezava por alcançar o nível máximo na carreira de motorista, que na minha visão era ser motorista de diretoria ou motorista rodoviário. Ainda na Viação Padroeira e com alguns amigos motoristas que tinham trabalhado comigo e tinham ido antes de mim para a Tursan fui me aconselhando sobre como era o serviço no turismo e colocando em pratica coisa tipo: não repicar o acelerador na troca de marchas, evitar ao máximo dar trancos, tanto na troca de marcha, como nas arrancadas e nas freadas e fui adquirindo experiência e me dei bem, pois antes de ir para a Viação Cometa trabalhei 8 (oito) anos na Tursan e depois voltei e trabalhei mais 2 (dois) anos.

A.B. – Na Tursan o senhor atendida linhas para as fábricas? Como era o serviço diante do crescimento industrial na época na região do ABC? Quais fábricas eram atendidas?
G.B. – Sim, na Tursan eu atendia linhas de fábricas e o serviço era bom e bem remunerado e as fábricas atendidas eram: Volkswagen, Motores Perkins, Swift, Poliolefinas, Petroquimica, Petrobras, Scania.

A.B. – E o Turismo eventual, ou seja, excursões, etc, como era?
G.B. – Em 1971 quando ainda era cobrador e trabalhei por dois meses na Viação São Camilo na linha Santo André a São Paulo (Parque D. Pedro), tirei a minha habilitação e através de um amigo que trabalhava na Chrysler Caminhões em Santo André, comecei a transportar caminhões (só a cabine sem carroceria) da fábrica p/ as concessionárias, do interior de S. Paulo e de outros estados e foi através da experiência nas estradas que quando fui admitido na Tursan, em pouco tempo comecei a viajar, tanto nas viagens de curta distância com os chamados “farofeiros” para Santos, Pirapora do Bom Jesus, Aparecida, Poços de Caldas e também nas viagens de longa Distância da Agência de Turismo da própria Tursan e também viagens da CVC, para Rio de Janeiro, Blumenau (Oktoberfest), Belo Horizonte e cidades históricas, Foz do Iguaçu, Serras Gaúchas entre outros destinos.

A.B. – Quais modelos da Tursan mais marcaram e quais eram os donos da empresa nesta época?
G.B. – Os modelos da Tursan que mais me marcaram, foram os Scania (Jumbo e Dinossauro) comprados da Viação Cometa por exigência da Scania para o transporte de seus funcionários, mas trabalhei com vários modelos; o O-321 com aro de seta e buzina no volante, também com o O-352, O-362, O-364.

Viação Cometa Antigo

Pelas boas condições de trabalho e salário e também pelo desafio de ser aprovado em rigorosos testes de admissão, a Viação Cometa S.A. era o sonho profissional de todo motorista de ônibus que tinha paixão pelo que fazia. E Gilberto Braz da Silva realizou este sonho em 1985. A qualidade dos ônibus também fazia a diferença na empresa que é uma das mais tradicionais do País. Foto: Acervo pessoal Gilberto Braz da Silva/Matéria: Adamo Bazani. (Reprodução Autorizada apenas com a manutenção destes créditos)

A.B. – O senhor disse que realizou um sonho que era ir para a Viação Cometa. Realmente, a Cometa era o “grande objetivo profissional” dos motoristas de ônibus? Na sua opinião, por que?
G.B. – Por que era um desafio, o examinador era muito rigoroso, as regras para admissão iam muito além da experiência como motorista, incluíam apresentação, asseio, educação, calma e tranquilidade nas adversidades do trânsito, bons antecedentes, ou seja, era uma empresa sinônimo de segurança, qualidade, pontualidade, que remunerava bem os seus motoristas sem submetê-los a jornadas excessivas e qualquer motorista que tivesse trabalhado na Viação Cometa tinha prioridade na admissão em qualquer outra empresa em que fosse procurar emprego.

A.B. Para o senhor, o que é o transporte de passageiros na prática?
G.B. – Acredito que é a solução para a mobilidade das pessoas, pois nas grandes cidades e capitais os congestionamentos batem recordes de trânsito todos os dias, pois não houve a exemplo de Curitiba, que hoje também está enfrentando problemas um planejamento para o aumento da população.

A.B. – O senhor lembra de fatos curiosos, engraçados e que marcaram na sua carreira? Poderia contar para a gente.
G.B. – Sim, um deles foi em 1969, quando o homem chegou à lua e era o assunto do momento. Eu era cobrador na Viação Padroeira e sempre fui um pouco arteiro, no final do rolo do letreiro do ônibus que eu trabalhava tinha um espaço em branco, eu peguei uma fita isolante e formei a palavra LUA e quando estava indo da garagem para o ponto inicial em Rudge Ramos ou quando estava recolhendo para a garagem ao invés de colocar “ESPECIAL ou RECOLHE”, eu girava o letreiro para que ficasse aparecendo a palavra: LUA. Sentado na frente ao lado do motorista eu me esborrachava de tanto rir vendo os passageiros que estavam nos pontos olharem para o letreiro e ficarem espantados ou rindo sem entender o que estava acontecendo.
Também era interessante o fato de eu ser baixinho (1,61m), cara de menino, inclusive até hoje apesar de já estar com 61 anos, as pessoas dizem que eu não aparento ter nem 50, e em 1985 quando tinha 33 anos com aparência de 20 ou 25, quando eu chegava nas garagens da Viação Cometa (Jundiaí – Campinas – Rio) os encarregados de tráfego, estranhavam quando estacionava um Dinossauro e descia do volante um baixinho com cara de moleque, e nas estações rodoviárias na hora do embarque era a mesma coisa e era visível a cara de espanto dos passageiros.

A reportagem agradece ao senhor Gilberto Braz da Silva pela disponibilidade da entrevista e por ter cedido as fotos e ao Presidente do Primeiro Clube do Ônibus Antigo Brasileiro, Antônio Kaio Castro, que nos proporcionou contato com esta história vida dos transportes.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

29 comentários em História dos Transportes: Da Lua para o Cometa pela paixão de servir às pessoas

  1. Gilberto da Costa Nascimento // 1 de dezembro de 2013 às 13:05 // Responder

    Nossa! Que história e fotos maravilhosas.

    Eu trabalhava no centro de Santo André nesta época e acho que fui passageiro do meu xará Gilberto, a fisionomia não é estranha.

    Se for quem estou pensando, era um cobrador que falava e ria alto a viagem toda…

    Obrigado Ádamo Basani por nos contemplar com essa ótima reportagem

    Abraços

  2. Professor Cortela // 1 de dezembro de 2013 às 13:57 // Responder

    cada dia vivendo e aprendendo na escola da vida, a história dos transportes de forma mais humana, parabéns pela matéria HISTÓRICA amigo Adamo Bazani.

  3. Amigos, bom dia.

    Adamo, essa é o tipo de matéria que eu mais gosto de ler aqui no Blog, PARABÉNS!

    Esse tipo de matéria, representa bem o meu slogan: “Buzão e Emoção é a Paixão”

    PARABÉNS também ao Sr. Gilberto pela sua história profissional de sucesso; ser motorista da verdadeira Cometa. .

    Só não chegou à lua, porque ainda não tem estrada pra lá, se tivesse com certeza já teria chegado a bordo de um buzão.

    Na minha opinião, o Caio Bossa Nova é uma obra de arte, como a dos grandes mestres.

    Sr. Gilberto, muito obrigado por compartilhar com todos as suas maravilhosas e históricas fotos.

    Att,

    Paulo Gil
    “Buzão e Emoção é a Paixão”

  4. Alexandre Soares de Lima. // 1 de dezembro de 2013 às 14:44 // Responder

    Alexandre,motorista na Empresa Viação Cidade de Mauá,diretoria e Ônibus convencional,achei um exemplo a história da vida profissional,Parabéns.

  5. Linda a matéria , e a qualidade das fotos nem se compara com as de hoje, falo isso porque trabalhei mais de vinte anos com fotografia convencional em laboratório de japonês , muito legal quando ele fala como um funcionário devia se apresentar ao trabalho , com muita qualidade , até me lembro de uma empresa , não muito antiga , que no portão ficava um funcionário só pra prestar atenção de que forma os motoristas e cobradores se apresentavam , roupas limpas , barba feita ,(…) tudo isso para respeitar o cliente .

  6. Bela matéria, eu que andei de padroeira por muitos anos.. matei saudades… Abçs..

  7. Boa tarde !

    Parabéns Àdamo, pela reportagem e ao Senhor Gilberto, pela linda história !!

    Algumas considerações, face ao relato de uma vida, bem vivida:

    1. Criança trabalhar, não mata. Ficar pela rua, se envolvendo com o que e quem não presta, pode matar !;

    2. Tempos áureos de uma Cometa que não volta mais. Se antes era o sonho de muitos, hoje é apenas mais uma;

    3. Ainda acredito que, é possível para uma empresa de ônibus ter lucro e ao mesmo tempo, prestar um serviço de qualidade. O exemplo está nesta matéria.

    Abraço.

  8. SE EU DISSER PRA VCs Q EU UTILIZAVA ÔNIBUS ASSIM, URBANOS, ENTRE 1.988 E 1.991, TIPO AQUELE DA FOTO COM O GAROTO SENTADO NA CADEIRA DE COBRADOR, Q A “EXTINTA” AUTO VIAÇÃO NAÇÕES UNIDAS, Q FAZ PARTE DA SAMBAÍBA HJ, E POR RAZÕES DE PARENTESCO, TENDO SIDO “ABSORVIDA” PELA SAMBAÍBA, PRA NÃO FALIR E AS LINHAS, EM 2002, FICAREM NAS MÃOS DAS COOPERATIVAS TRANSCOOPER E FÊNIX, AQUI NA FERRADA E ESQUECIDA AREA 2, ZONA NORTE DE SÃO PAULO-SP, VCs ACREDITARIAMM NISSO? É VERDADE GENTE A #SAUDOSÍSSIMA LINHA 1769/10-VILA NILO/METRÔ SANTANA, (VIA AVENIDA LUIZ DUMONT VILLARES) TINHA MUITOS DESSES “PAUS VELHOS”, MESMO PRA AQUELA ÉPOCA EM Q A LUIZA ERUNDINA ERA PREFEITA DE SP, (ELA É EX PT !), E AINDA EXISTIA A PRÉ – SUCATEADA E MAIS #SAUDOSA AINDA CMTC, Q ELA SUCATEOU E O SAFADO DO MALUF “DEU QUASE DE GRAÇA” A EMPRESÁRIOS, MAS NÃO ERA SÓ A EXTINTA NAÇÕES UNIDAS Q TINHA CARROS ASSIM NÃO…A ANTIGA AUTO VIAÇÃO PARADA INGLESA, DEPOIS, VIA NORTE. E DEPOIS, SAMBAÍBA, TINHA TMB… E FAZENDO LINHAS AINDA MAIS COMPRIDAS…174M/10-JD.BRASIL/MUSEU DO IPIRANGA, Q AINDA…EXISTE, 177C/10-JD. BRASIL/HOSP. CLINICAS, DEPOIS VILA MADALENA… E HJ, 209C/10-METRÔ SANTANA/METRÔ VILA MADALENA…E ETC…ERA F…! MAS A PARADA INGLESA CUIDAVA MUITO E GASTAVA MUITO PRA FAZER ESSAS COISAS AI ANDAREM…JÁ OS MAIS NOVOS ATÉ DA NAÇÕES, NEM TINHAM FREIOS FUNCIONANDO DIREITO…AS COISAS SÓ MELHORARAM NA NAÇÕES UNIDAS, QUANDO O MALUF QUERENDO A TODO O CUSTO ELEGER O FINADO PITTA, E SE DEU MUITO MAL COM ISSO E NPOS MAIS AINDA, MANDOU RETIRAR TODOS OS ÔNIBUS DE 1.969, ATÉ 1.991, DAS RUAS…ERA UMA VERGONHA! E MELHOROU MUITO MAIS NOS DIAS DA MARTA, QUANDO SURGIU ENTÃO A SAMBAÍBA…POREM DEVIDO A SERRA E KASSAB, INCOMPETENTES E SAFADOS, ARRANJAREM “TRETAS” COM OS DONOS DE EMPRESAS, A COISA ESTÁ COMEÇANDO A MELHORAR SÓ AGORA…MAS VAI MUITO, MAS MUITO DEVAGAR…KASSAB FICOU DEVENDO DINHEIRO A SAMBAÍBA E A EMPRESA TEVE MAIS DE DEZ ÔNIBUS QUEIMADOS POR ESSES, MALDITOS SEJAM!! VANDALOS DA VIDA…! MAS TENHO AINDA ESPERANÇA Q AS COISAS NA ZN, NO JAÇANÃ, AREA 2, AINDA VÃO MELHORAR! OU ENTÃO A PREFEITURA DÁ UMA “HORNET” OU UMA “SHINERAY”… PRA CADA UM DE NÓS! NÉ, SR. HADDAD…!

  9. rsrsrsrs Se for quem estou pensando eu me lembro de você Gilberto ainda quando fui funcionário da Garcia Turismo em Camilópolis e depois em São Mateus. Gilberto , não conhecia sua história. Achei fascinante! Dá para escrever um livro. E dos bons. Seria o título: Passageiro esse estranho conhecido. Mas deu para sentir quanto os tempos antigos eram bons. Hoje… Sem comentários. Grande abraço e fiquei feliz em te ver por aqui através do Adamo.

  10. Tenho um onibus igual a esse flexa de prata para venda.

  11. muito boa a materia.

  12. Que belíssima história! Por favor Sr Adamo Bazani continue compartilhando aqui no blog do OB estas belas, ricas e fascinantes histórias de uma época que nunca mais voltará!

  13. Ewerton Santos Lourenço (PNE Guarulhos) // 2 de dezembro de 2013 às 09:10 // Responder

    Bom dia Internaltas!!!
    Adamo Meus Parabéns pela a Matéria!

    Não vou negar quando tinha 7 anos em 1992, sonhava ser Empresário Dono de Empresa de Ônibus, quando eu via aqueles Trolebus da CMTC Turino San Remo Articulados e Padrons da Ciferal Bege e Marrom, eu pirava o cabeção e brigava com meu irmão pra sentar no banco da janela rsrsrsrsrs. Sinto falta destas raridades, inclusive a Vipol (Viação Poá) aqui em Guarulhos já teve um Caio Amélia Padron, era um que na traseira eram 2 faróis. As vezes quando ficava navegando pela Internet ficava me perguntando aonde que o Grupo Ruas meteu o carro. Como que na época de 1980 e 1991 foi quando eu vi esse Csio rodando aqui no lamassal do Bairro dos Pimentas, era triste eles só colocavam os Gabriela e os Amélia pra rodar aqui na 077 – B.Pimentas (Vila Any) – Via S. Miguel – São Paulo (Metrô Brás) achava legal quando o motorista vinha em alta velocidade e pisava no freio ele começava a emitir um som engraçado. Pena que não sobrou deles pra contar história. Com certeza se tivesse haveria muitas pessoas e ex-funcionários da Viação Poá aqui também. Abraços a todos!

  14. Fico muito agradecido a Deus por encontrar amigos que caminham como eu por uma mesma trilha: a preservação da história, no nosso caso mais especificamente a preservação da história dos transportes. Cada um de nós tem sua história e sua forma de preservá-la e essa riqueza adquirida quando registrada e levada a público, como felizmente temos a oportunidade através do nosso amigo Ádamo Bazani, certamente leva, a quem toma conhecimento dela um belo exemplo de vida, além do descortinar-se diante dos olhos da mente um passado saudoso.
    Só tenho a agradecer também a vocês pelos momentos que me proporcionaram fazendo-me viajar no tempo… Abraços – Kaio Castro – Primeiro Clube do Ônibus Antigo Brasileiro.

  15. Sergio Santo André // 2 de dezembro de 2013 às 11:56 // Responder

    Essa é mais uma matéria daquelas que fazem a gente voltar no tempo junto com quem viveu aqueles tempos…As fazes das ruas de barro em Santo André eu peguei já no finalzinho, mas as empresas da época eu tenho muitas lembranças, com da empresa “Garcia”, que além das linhas de fretamento, tinha uma linha municipal, hoje a I-01. Nessa época também existia a “Viação Bartira”, que fazia a linha Estação Santo André x São Caetano do Sul – via bairro Prosperidade que hj pertence a viação São Camilo. A trajetória do senhor Gilberto com certeza já passou pela cabeça de qualquer busólogo, como eu, mas que poucos tiveram a chance de vivencia-la. Parabéns ao senhor Gilberto por compartilhar coim a gente, uma bonita história nos transportes, e parabéns mais uma vez ao Adamo que publicou essa relíquia de reportagem !!!

  16. gente, vou falar o que? esse baixinho é meu pai…parabéns!!!
    Marcio Braz

  17. Ah se for assim tenho história também,, eu comecei como cobrador na Expresso Sta Rita, linha estação-São Mateus(Tietê).. fedido de óleo diesel que eu tinha de limpar.
    Mas o mais inesquecível para mim foi a transformação da Viação Esplanada em meu bairro VIla Helena, quando saia da Luiz Silva em direção ao Parque D. Pedro II, depois mudou-se para a Av. Aurea, no Jardim do Estádio juntamente com Vila Alpina que servia Jd. do Estádio-Vila Alice…A Esplanada do Jose Roberto tinha Caio longo, que depois foi substituídos (1973) por M362 monobloco MERCEDES BENZ, com cores verde clara e faixas preta a branca, o que acabou sendo denominado como Zebrinha. A primeira empresa do ABC a ter rádios em todos os ônibus. Pena que a SC comprou.. e o Jose Roberto se aventurou a criar outra que faria Rio-ABC a Cometa vetou…(lindões MARCOPOLO com rosto gigante de uma moça nas laterais). Foi bom aquele tempo.

  18. Parabéns pela matéria !!! É interessante nos ambientalizarmos com a época, pois as vezes temos a impressão de que os ônibus já eram velhos, e nos esquecemos de que ele chegavam novinhos em folha, como os de hoje srsr – inclusive até brilhando, pelo o que pude ver na foto. srsrsrsrsrs

  19. Ao ver a foto do Caio Bossa Nova, eu me lembrei dos bravos inventores conhecidos, como Dwight Austin (criador do modelo rodoviário padrão UITP com o Yellow Coach 719), Willian Fageol (criador do ‘bus in box’ com o Twin Coach Model 40) e outros desconhecidos , como os da Yellow Coach ao trazerem o ônibus 720 (com piso baixo, caixa automática e motor transversal traseiro) tb. Mas sobretudo não podemos nos esquecer dos participantes dos congressos do UITP do ínício da década de 60 em diante.

    Eles colaboraram para um ônibus melhor, que privilegiasse mais o passageiro ao invés do design . O Bossa Nova é nostálgico, mas muito arcaico se o compararmos com o Floirat Z10 de mesma época, por exemplo.
    Outro fator interessante é que o padrão VOV (Alemanha) estava sendo implementando na época dessa foto acima. srrsrs Se compararmos um Mercedes O305…
    Bem não vamos comparar 😛

  20. Parabéns mais uma vez ADAMO pela excelente reportagem e entrevista, incluindo o Kaio e o Sr. Gilberto. Como eu pegava a PADROEIRA DO BRASIL e andava nos Bossas Novas dela em 1973 para ir trabalhar, foi uma surpresa aparecer uma foto colorida dela. Impressionante. Faço votos que o você, ADAMO, faça novas entrevistas como essa, pois você engrandece e enaltece a história dos transportes coletivos por ônibus no Brasil. Abs. MARIO CUSTÓDIO

  21. Boa noite Adamo, posso fazer uma sugestão? Como o Terra vai encerrar os fotologs, será que você não poderia ensinar o pessoal a fazer um blog igual a este aqui seu?

  22. muito boa matéria ADAMO BAZANO
    Nós mostra a evolução do nosso transporte coletivo
    E o sr Gilberto um que nós faz viajar no passado PARABENS

  23. Roberto Zulkiewicz // 8 de dezembro de 2013 às 14:04 // Responder

    Adamo,
    Parabéns pela excelente matéria!
    Abs

    Roberto Zulkiewicz

  24. lembrando que antes das gabriela 1 e 2 faziam parte da frota da padroeira caio bela vista 1 e 2 e caio jaragua .

  25. mauro de almeida amorim // 12 de março de 2015 às 00:06 // Responder

    tambem gostei da materia tambem fui cobrador de onibus em minas gerais mais preciso na cidade de santos dumont m.g.
    trabalhava tambem com as carrocerias cermava lindos onibus tambem aprendi a dirigir em um destes cermava ai nossa tudo de bom apesar de ser direçao mecanica freio aar e oleo tudo de bom saudades…
    tamem trabalhei em algumas empresas rodoviarias empresa unida mansur e filhos viaçao itapemirim / expresso brasileiro litoranea viaçao cometa nossa empresas boas hoje estou no irbano intermunicipal to gostando mas e dificil tem que ter muita paçiencia mas e asim mesmo e bom ..

  26. Rogério César Quintanilha // 16 de julho de 2016 às 02:49 // Responder

    Nossa , li sua historia Sr. Gilberto é muito especial e meus parabéns pelo seu esforço, responsabilidade , dedicação no seu emprego no ramo de transporte de passageiro e seu carinho. Que Deus te proteja e de muita saúde para você.
    E também o meu muito obrigado ao Sr. Adamo por ter publicado essa matéria.
    Um abraço para todos de seu leitor Rogério .

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